quarta-feira, 16 de março de 2016

“Trabalhar na physioclem é um sonho tornado real”








“Pelo sonho é que vamos, comovidos e mudos”. Foi pelo sonho, pelas palavras doces e meigas que seguimos com Sara Lourenço pela viagem da sua vida. Tem o dom da comunicação. Um gesto delicado para cada palavra. É assim na vida pessoal e profissional. Uma menina mulher que não se cansa de sonhar.

Veste a farda da physioclem de segunda a sexta-feira, há cinco anos. Já a música acompanha-a desde sempre. Cresceu num berço cheio de notas musicais. A sua beleza e tranquilidade não deixam ninguém indiferente. Foi esta simbiose que Ana Moreira, profissional de joalharia, viu em Sara Lourenço. É um dos rostos mais bonitos das coleções desta também jovem alcobacense.
“Chegamos? Ou não chegamos?” Umas vezes sim, outras não… “Já deixar de sonhar é que nunca”, diz Sara Lourenço, de 27 anos. Em criança preferia uma boa conversa a um bom escorrega ou baloiço. Sentava-se no parque e procurava sempre alguém mais velho para trocar experiências. Ficava por ali horas, sem se cansar. Talvez este carinho, esta atenção, tenham ditado as áreas da fisioterapia que mais gosta: neurologia e geriatria.
“Haja ou não haja frutos, pelo sonho é que vamos”. Sara Lourenço sabe que para colher frutos é preciso semear. Até aos 22 anos frequentou o Coro de São Bernardo da Paróquia de Alcobaça, dirigido pelos seus pais. Raul Lourenço e Maria do Céu Baptista são os seus ídolos. São também a fonte de equilíbrio. Terminado o curso na Escola Superior de Saúde de Alcoitão, referência em Portugal na formação de Fisioterapeutas, em 2011, decide sair deste grupo. Outro sonho surgiu e continua a crescer desde essa data. Dream Melodies é outra das suas paixões. A farda branca da physioclem é trocada pelo microfone, dando vida à Sara que canta. Até aqui são os sonhos que a movem, realizando os de quem também a convidam para momentos de pura magia, sejam casamentos, batizados ou qualquer outro tipo de evento. “Gosto de estar onde a música cabe”, refere, sem hesitar.
A vida sem música é “inimaginável, sempre fez e sempre irá fazer parte”. Ainda que sendo um hobbie encara o projeto com responsabilidade. “Em cada momento entrego-me por completo. Sou feliz a cantar”, testemunha a jovem alcobacense. Não se imagina a participar em programas televisivos de caça talentos, já os palcos de Filipe La Féria seriam uma concretização.
O que muitos não sabem é que Sara Lourenço já atuou ao lado de Luís Peças. Enquanto o cantor lírico alcobacense cantava, Sara tocava piano. “Frequentei aulas de formação musical, de piano, de classe conjunto e de técnica vocal na Academia de Música de Alcobaça”. 
“Basta a fé no que temos. Basta a esperança naquilo que talvez não teremos”. Sara é uma mulher de fé. O facto de ser filha única, deu-lhe responsabilidades muito cedo. Apesar da presença diária dos pais, já encontrou, há alguns anos, o seu ninho, o seu cantinho, a sua forma de estar na vida.
A paixão pela área da saúde também não é fruto do acaso, se é que o há. Quando tinha apenas 6 anos, foi diagnosticado um cancro da mama à sua mãe. Acompanhou tudo de perto. “Apenas não me era partilhado o que uma criança desta idade não devia saber, de resto tive contacto com tudo”, recorda. A reabilitação foi feita na clínica de um amigo de família, do Dr.º José Franco. Como tinha um grande à vontade, enquanto a mãe fazia os tratamentos, a menina de então explorava os cantos à casa. Barras paralelas, bolas medicinais, pedaleiras tornaram-se cedo companheiras. Quando chegou o momento de decidir o rumo profissional, não teve quaisquer dúvidas: “teria de ser algo relacionado com saúde. Tinha tudo dentro de mim”. 
“Basta que a alma demos, com a mesma alegria, ao que desconhecemos e ao que é do dia-a-dia”. No dia-a-dia veste a bata branca. Trata de quem precisa. Ana Moreira, a designer de joias, entrou pelas portas da physioclem há já alguns anos. Tinha lesões provocadas por acidente de mota. Sara Lourenço que outrora, ainda no tempo da primária, percorria os mesmos recreios, era agora a sua fisioterapeuta, em conjunto com Marco Clemente. Reataram laços de amizade. Hoje, Sara é também modelo fotográfico das suas coleções. “Não é de todo o quero fazer na vida, apenas aceitei pelo carinho que tenho à Ana. Sou muito crítica comigo…”, garante.
Na physioclem encontra a paz de espírito que precisa. “É uma equipa jovem que adoro e que aposta na formação contínua. No Marco temos o maior mentor, que nos estimula através do seu próprio exemplo. Temos autonomia de atuação, embora todos os casos sejam discutidos em grupo”, explica. E não tem dúvidas: “Trabalhar na physioclem é um sonho tornado real”
“Chegamos? Não chegamos? – Partimos. Vamos. Somos”. Sara Lourenço sabe que tem de ir todos os anos. O mundo é a sua casa. Nas veias corre-lhe a paixão pelas viagens, porque sabe que: Parte. Vai. É. 
Ao longo deste texto fomos revelando o poema “Pelo sonho é que vamos”, de Sebastião Gama. O preferido de Sara Lourenço.  

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.

O segredo está em nunca deixar de sonhar…
 


Luci Pais

1 comentário:

  1. Conheço a Sara desde pequenina. Tinha a Sara uns 3 anos, frequentávamos o Café Trindade. Eu habitualmente tomava café com um casal amiga Adélia Faria Borda e Fernando Faria Borda, então a Sara, vinha sempre ter connosco para termos grandes conversas. Especialmente com o Sr. Fernando, que adorava ouvi-la e então puxava por ela. Já era linda. Tudo de bom para ela pela vida fora, são os meus desejos.

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