sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Bronquiolite - Fisioterapia Respiratória ao cuidado do seu Bebé





A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma doença inflamatória aguda das vias aéreas inferiores (bronquíolos). É frequente nos dois primeiros anos de vida, apresentando um pico de incidência por volta  dos seis meses. Trata-se de uma patologia causada por um agente viral que provoca infeção e obstrução das vias aéreas de pequeno calibre. A bronquiolite é uma doença sazonal, ocorrendo principalmente nos meses outonais.
A principal causa de internamento e consulta nas unidades de emergência pediátrica está relacionada com problemas respiratórios. Em crianças pequenas, as vias respiratórias são mais estreitas e delicadas, portanto mais sensíveis à obstrução e à inflamação das vias aéreas. Os problemas respiratórios mais frequentes ocorrem a nível das vias aéreas superiores (nariz, boca, seios perinasais e garganta) ou vias áreas inferiores (brônquios e bronquíolos).
A causa mais frequente é o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por pelo menos 75% dos casos de hospitalização. Outros vírus causadores de BVA são parainfluenza, influenza, adenovírus, rinovírus, coronavírus e, mais recentemente descrito, o metapneumovírus humano.

O VSR pode causar infeção no nariz, garganta, traqueia, bronquíolos e pulmão. A infeção do epitélio bronquiolar provoca edema da mucosa, aumentando a produção do muco, causando obstrução das vias aéreas. A obstrução do calibre bronquiolar produz atelectasias (colapso dos pulmões), provocando hipoxemia (falta de oxigénio) e alterações das trocas gasosas. Numa fase inicial a criança apresenta secreções ao nível do nariz, tosse e sibilos. Posteriormente, com 2 ou 3 dias de evolução, a criança pode começar a apresentar dificuldades respiratórias, acompanhas por tosse. Nesta fase, é frequente que as crianças apresentem diminuição do apetite.

O tratamento das bronquiolites inclui tratamento farmacológico, oxigenioterapia, nebulizações, posicionamento, alimentação e ingestão de líquidos e Fisioterapia respiratória. Os antibióticos não são usados ​​para tratar doenças virais e não alteram o curso da infeção viral. O sua administração durante as bronquiolites é controversa. O uso desnecessário de antibióticos pode matar bactérias benéficas para o corpo e incentivar ao desenvolvimento de substâncias perigosas, resistentes aos antibióticos de bactérias. Atém disso, a broncopneumonia progride facilmente com a bronquiolite, razão pela qual alguns autores aconselham o uso de antibióticos de largo espetro. As crianças com bronquiolite também estão propensas à  desidratação, devido à pobre ingestão de alimentos e ao aumento da perda de água, devido ao aumento da frequência respiratória. Assim sendo, é muito importante a hidratação.

A Fisioterapia tem um papel fundamental no tratamento desta patologia, sendo recomendada quando há obstrução das vias aéreas superiores, da traqueia e dos brônquios por secreções. São utilizadas com o intuito de promover desobstrução (higiene brônquica), desinsuflação pulmonar, re-expansão (nos casos de atelectasias) e posterior remoção das secreções das vias aéreas.

Um protocolo de fisioterapia, que utiliza técnicas de expiração lenta e prolongada, associada à tosse provocada, contribui para uma melhoria dos sintomas de obstrução na bronquiolite e não representa qualquer risco para a criança. A Fisioterapia Respiratória clássica (cinesioterapia respiratória), que incluía a vibração, percussão (denominada de “pancadinhas”) e drenagem postural são técnicas completamente ineficazes na remoção das secreções. Alguns estudos científicos comprovam que estas apresentam efeitos adversos, tais como o colapso brônquico, o aumento das sibilâncias e hipoxia.

A aplicação diária de técnicas fisioterapêuticas, como a expiração lenta prolongada, associada à tosse provocada, realizadas por fisioterapeutas com formação específica nesta área, promovem uma remissão mais rápida dos sintomas respiratórios e clínicos, como redução da febre e dispneia, melhoria da auscultação pulmonar, diminuição da tosse e aumento do apetite. Estas manobras consistem na reprodução do movimento fisiológico da expiração (lenta e prolongada), através das mãos do Fisioterapeuta, com o objetivo de eliminar as secreções através da tosse provocada ou através da aspiração nasal (meio não invasivo).

O VSR é muito contagioso e pode disseminar-se de pessoa a pessoa, através das secreções contaminadas do doente. Por isso, a prevenção e a higiene são muito importantes. Conselhos para previr a ocorrência de bronquiolites:
·  Lavar as mãos sempre que estiver em contato com a criança (antissépticos);
·  Desinfetar diariamente os objetos com os quais a criança contata;
·  Evitar ambientes públicos onde exista fumo e grandes aglomerados de pessoas;
· Em alturas de epidemia, evitar contatos muito próximos com a criança (beijos, abraços, por exemplo);
·  Manter a temperatura ambiente nunca superior a 19º e evitar diferenças de temperatura;
·  Não trocar biberão, chupeta com outros bebés sem desinfeção prévia;
·  Aprender com o seu fisioterapeuta a fazer uma correta limpeza nasal com soro fisiológico;
· Aprender a evolução da doença e prevenir alguns sinais e sintomas.  


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