segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Andar descalço na infância traz saúde?



O Ser Humano constitui a espécie que domina a locomoção bípede, em consequência o pé do Homem tem vindo a evoluir de forma a servir de base a uma marcha especializada. Por si só o pé é composto por 26 ossos, 33 articulações e 19 músculos, dispostos de modo a formar um arco longitudinal capaz de suportar a carga, espalhar pelo pé as forças experimentadas durante a marcha e deste modo controlar o equilíbrio e o movimento. 

A maioria da bibliografia relata que o desenvolvimento do arco plantar ocorre principalmente entre os 6 e os 8 anos, ainda que haja referências relativas a alterações morfológicas importantes durante a adolescência. Estudos realizados revelam que o calçado pode interferir com a capacidade funcional do pé humano com consequente alteração da marcha, por outro lado sugere-se que andar descalço reforça os músculos plantares, melhora a mobilidade do pé e aumenta a área de contato da planta ao solo, pelo que a distribuição das pressões é mais uniforme e numa maior área o que pode reduzir o risco de alterações anatómicas e funcionais do pé durante o desenvolvimento e em consequência na idade adulta.


Os pés são um dos principais elementos de equilíbrio do corpo, os seus receptores recebem e enviam estímulos para o sistema nervoso, que os processa e que por sua vez envia informação no sentido descendente, o que regula a pressão e a distribuição da carga destes em relação ao solo e ao centro de gravidade. Visto isto as informações podais regulam não só a sua a posição como também dos outros segmentos do corpo, pelo que qualquer alteração destes pode conduzir a modificações da postura e possíveis sintomas à distância.


Podemos ainda fazer referência à capacidade do pés respirarem quando descalços e deste modo evitar ou reduzir a incidência de fungos que se desenvolvem em ambientes mais húmidos e quentes.
Visto isto, defende-se que é positivo proporcionar momentos de pé descalço às crianças e adolescentes de forma a melhor desenvolver a arcada plantar e proporcionar força muscular, uma melhor mobilidade e distribuição da carga por todo o pé prevenindo deformações dos pés e corpo, em particular coluna. Deste modo, pode ainda prevenir o aparecimento de fungos dos pés e unhas. Podemos ainda referir o prazer que as crianças sentem quando andam descalças, o que pode proporcionar momentos de relaxamento.



terça-feira, 17 de outubro de 2017

Atleta e treinadora de papel recomenda tratamento com EPI





"São impressionantes os resultado do tratamento com Eletrólise Percutânea Intratisular (EPI). Como jogo Padel de alta competição e dou bastantes aulas, submeto o cotovelo a excessos de carga. Nos últimos dois anos, as dores aumentaram de tal ordem que me afastaram, durante seis meses, do campo. Após as primeiras sessões de tratamento, na Physioclem, senti a diferença. Regressou a confiança e conforto para pegar na raquete e voltar ao meu desporto, ao meu trabalho. Atualmente, mantenho o plano de exercícios indicados pelos fisioterapeutas e tenho conseguido manter os meus níveis de atividade”, testemunha a atleta Susana Dias.

Focada em aumentar a qualidade e a eficácia dos tratamentos, a Physioclem aposta na utilização da Eletrólise Percutânea Intratisular. Trata-se de uma técnica invasiva que, a partir de uma corrente galvânica, tem a capacidade de regenerar os tecidos inflamados/fibrosados. O seu princípio consiste em reiniciar o processo inflamatório para que, combinado com os estímulos externos e internos corretos sobre os tecidos lesados, este possa induzir uma correta cicatrização. Trata-se de uma técnica ecoguiada e realiza-se com a introdução de uma pequena agulha de acupuntura no local lesado, devidamente identificado, fazendo pequenas descargas elétricas.

Quais as lesões que podemos tratar com esta técnica?
  • Lesões musculares (roturas agudas e/ou crónicas);
  • Ombro doloroso (lesões do tendão da coifa dos rotadores);
  • Tendinopatías do tendão rotuliano e aquiles;
  • Lesões do cotovelo (epicondilite e epitroclite);
  • Lesões dos Ligamentos (entorses do joelho e tornozelo);
  • Fascites plantares;
  • Neuropatías compresivas (túnel do carpo por compressão do nervo mediano ou ciáticas por compressão do nervo ciático)
  • Lesões da coluna vertebral (hérnia discal lombar);
  • Periostite tibial.

O sucesso do tratamento depende, também, de uma análise cuidada da biomecânica corporal, bem como da prescrição correta de exercícios. Alguma dúvida sobre este tratamento, contacte o seu fisioterapeuta.



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ginástica Abdominal Hipopressiva: treino da musculatura postural e coordenação respiratória



Além das aulas de Pilates Clínico e de SGA (Stretching Global Ativo), a Physioclem convida-o ainda experimentar a Ginástica Abdominal Hipopressiva, acompanhada pela professora Joana Neto. As aulas de grupo decorrem na Rua Miguel Torga, em Leiria. As inscrições estão abertas*!


O QUE É A GINÁSTICA ABDOMINAL HIPOPRESSIVA?
É um sistema de treino direcionado para o treino da musculatura postural e coordenação respiratória, que, também ele, mantém o foco nos músculos da parede abdominal e do pavimento pélvico, sem aumentar a pressão intra-abdominal.
Deste modo, a sua especificidade de treino baseia-se num ritmo respiratório controlado, combinado com posturas de contração isométrica e intervalos de apneia respiratória, conduzindo à melhoria do tónus muscular, relaxamento e correção postural.

EM QUE CONDIÇÕES?
-Disfunções do pavimento pélvico: como a Incontinência urinária e o Prolapso dos órgãos pélvicos;
- Dor lombar;
- Perímetro abdominal e diástase abdominal exacerbados;
- Insuficiência venosa;
- Flacidez abdominal;
- Desregulação do trânsito intestinal.

QUAIS OS SEUS BENEFÍCIOS?
- Redução do perímetro abdominal;
- Melhoria do alinhamento corporal;
- Recuperação da diástase abdominal;
- Fortalecimento dos músculos abdominais e do pavimento pélvico;
- Melhoria da circulação sanguínea;
- Melhoria da capacidade respiratória;
- Melhoria da condição física;
- Melhoria da regulação do trânsito intestinal;
- Melhoria da função sexual.


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Fisioterapeuta Joana Neto - CV
Licenciada em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde de Leiria (2016)
Formação em Pilates Clínico Matwork MW1 e MW3 com certificação APPI, pela Bwizer (2016)
Formação em Terapias Miofasciais, pela Bwizer (2016)
Formação em Ginástica Abdominal Hipopressiva pela Low Pressure Fitness (2016)
Formação em Stretching Global Ativo: RPG aplicado ao Desporto, pela Bwizer (2017)
Formação no método de Introdução ao Conceito de Bobath em Pediatria pela Formaterapia (2017)

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*Informações e inscrições sobre as aulas
As aulas decorrem na Rua Miguel Torna, lote 35, loja 33, em Leiria.
Mais informações e inscrições através do número 244 109 427 ou do email ana.amado@physioclem.pt



Saiba tudo o que o Pilates Clínico pode fazer por si




Na Rua Miguel Torga, em Leiria, a Fisioterapeuta Joana Neto* está também à sua espera para as aulas de Pilates Clínico, que reeducam, fortalecem e relaxam o seu corpo. Deixe-nos olhar pelas suas costas!

O QUE É O PILATES CLÍNICO?
Define-se como um método de controlo muscular, tendo como principal foco a manutenção e fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna, aliando-se a componentes de concentração, correção postural e coordenação respiratória, através de movimentos precisos e fluídos, permitindo o trabalho conjunto do corpo e da mente.
Pode ser realizado no solo, em equipamentos específicos ou com utensílios próprios, de modo a personalizar-se a intervenção adequada à condição do indivíduo e à sua progressão.

A QUEM SE DESTINA?
A indivíduos com ou sem disfunção, com alterações posturais, diminuição de flexibilidade e com dor de coluna, que pretendam reeducar, fortalecer e relaxar o seu corpo.

QUAIS OS SEUS BENEFÍCIOS?
- Correção postural Global;
- Diminuição de dor e desconforto;
- Aumento a flexibilidade através do alongamento global;
- Fortalecimento da musculatura profunda e superficial;
- Promoção da relação entre o corpo e mente;
- Promoção do processo de recuperação;
- Otimização da eficiência dos padrões de movimento, reduzindo o risco de lesões;
- Alívio de stress e melhoria de auto estima.

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Fisioterapeuta Joana Neto - CV
Licenciada em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde de Leiria (2016)
Formação em Pilates Clínico Matwork MW1 e MW3 com certificação APPI, pela Bwizer (2016)
Formação em Terapias Miofasciais, pela Bwizer (2016)
Formação em Ginástica Abdominal Hipopressiva pela Low Pressure Fitness (2016)
Formação em Stretching Global Ativo: RPG aplicado ao Desporto, pela Bwizer (2017)
Formação no método de Introdução ao Conceito de Bobath em Pediatria pela Formaterapia (2017)

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*Informações e inscrições sobre as aulas
As aulas decorrem na Rua Miguel Torna, lote 35, loja 33, em Leiria.
Mais informações e inscrições através do número 244 109 427 ou do email ana.amado@physioclem.pt



Previna lesões e melhore a flexibilidade com Stretching Global Ativo




Na Physioclem, também encontra aulas de SGA, para que a sua postura seja a mais correta. Conheça os benefícios desta ferramenta, que destina-se a todos os indivíduos que apresentam alterações estruturais e desequilíbrios musculares. As inscrições estão abertas*!

O QUE É O SGA (Stretching Global Ativo)?
É uma ferramenta de correção postural, que nasceu da Reeducação Postural Global, criada por Philippe Souchard. Esta caracteriza-se pelo trabalho corporal direcionado às deformidades corporais e no alongamento de cadeias musculares retraídas, e torna-se uma alternativa aos alongamentos tradicionalmente conhecidos.
Assim, através da conjugação do estiramento muscular e do controlo respiratório, cada indivíduo participa ativamente num alongamento progressivo e não forçado com auto posturas, de modo global, pelo recrutamento simultâneo de vários músculos, sempre de acordo com as suas necessidades específicas.

A QUEM SE DESTINA?
A todos os indivíduos que apresentem alterações estruturais e desequilíbrios musculares, e que pretendam corrigi-los, bem como, melhorar a sua condição geral no dia a dia ou em contexto de treino desportivo, prevenir dores e desconforto corporal, prevenir lesões e melhorar a sua flexibilidade.

QUAIS OS BENEFÍCIOS?
- Melhoria da flexibilidade global;
- Diminuição a tensão muscular;
- Melhoria da postura e alinhamento corporal;
- Potencia ao desaparecimento das compensações e rigidez específicas;
- Potencia a ação muscular e o correto desempenho biomecânico.

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Fisioterapeuta Joana Neto - CV
Licenciada em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde de Leiria (2016)
Formação em Pilates Clínico Matwork MW1 e MW3 com certificação APPI, pela Bwizer (2016)
Formação em Terapias Miofasciais, pela Bwizer (2016)
Formação em Ginástica Abdominal Hipopressiva pela Low Pressure Fitness (2016)
Formação em Stretching Global Ativo: RPG aplicado ao Desporto, pela Bwizer (2017)
Formação no método de Introdução ao Conceito de Bobath em Pediatria pela Formaterapia (2017)

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*Informações e inscrições sobre as aulas
As aulas decorrem na Rua Miguel Torna, lote 35, loja 33, em Leiria.
Mais informações e inscrições através do número 244 109 427 ou do email ana.amado@physioclem.pt

Aulas de grupo: correção postural vs coluna saudável



Estima-se que a Dor Lombar, em Portugal, afete 40% população, e que pelo menos 70% dos indivíduos ao longo da sua vida terão um episódio de dor na coluna, relacionados, maioritariamente, com a postura incorreta, estilos de vida inadequados e disfunções associadas.

Por sua vez, condições como a Incontinência Urinária, a “descida” de orgãos pélvicos, complicações pós-parto, consequências da gravidez, idade avançada, excesso de peso, menopausa e prática de musculação, afetam cerca de 20% dos Portugueses.

Face a estes números e com o objetivo de prevenir e minimizar os sintomas dolorosos da coluna, a Physioclem convida-o a experimentar as aulas de Pilates Clínico, Ginástica Abdominal Hipopressiva e SGA (Stretching Global Ativo), pela Fisioterapeuta Joana Neto*, na Rua Miguel Torga. As inscrições estão abertas!

O QUE PODERÃO TER EM COMUM AQUELAS PATOLOGIAS? 
Ambas de elevada frequência, podem ter a sua origem numa Disfunção do Pavimento Pélvico, que é caracterizada pela ineficiente ativação dos músculos pélvicos.

O QUE É O PAVIMENTO PÉLVICO?
O Pavimento Pélvico é constituído por vários músculos, que se situam na região pélvica e formam uma espécie de cama em rede, essenciais para a sustentação dos órgãos pélvicos (como a bexiga e o útero, por exemplo).
Mas a sua importância vai mais longe, sendo também responsável pela estabilização e sustentação da coluna lombar. Isto porque através da sua correta ativação e consequente contração muscular, estimula a que os músculos, responsáveis por manter a estabilidade da coluna lombar, contraiam, também eles, adequadamente. Evitando, assim, instabilidade  lombar, que levaria a alterações estruturais da coluna, traduzidas muitas vezes em queixas de dor e desconforto.

COMO PREVENIR E REVERTER ESTES PROBLEMAS FREQUENTES?
É importante começar por corrigir desequilíbrios musculares instaurados, fortalecendo todos os envolvidos na sustentação e estabilidade destas estruturas, prevenindo assim o agravamento da condição, as posturas incorrectas, e, principalmente, diminuir a dor e desconforto sentido.
Para este efeito a Fisioterapia, possibilita-lhe uma intervenção completa e individualizada através de Classes de Pilates Clínico em grupo ou individualizadas, nas quais são integradas técnicas de Ginástica Abdominal Hipopressiva e Streching Global Ativo, consideradas de excelência para a recuperação destas condições

O QUE É O PILATES CLÍNICO?
Define-se como um método de controlo muscular, tendo como principal foco a manutenção e fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna, aliando-se a componentes de concentração, correção postural e coordenação respiratória, através de movimentos precisos e fluídos, permitindo o trabalho conjunto do corpo e a mente.
Pode ser realizado no solo, em equipamentos específicos ou com utensílios próprios, de modo a personalizar-se a intervenção adequada à condição do indivíduo e à sua progressão.

O QUE É A GINÁSTICA ABDOMINAL HIPOPRESSIVA?
É um sistema de treino direcionado para o treino da musculatura postural e coordenação respiratória, que, também ele, mantém o foco nos músculos da parede abdominal e do pavimento pélvico, sem aumentar a pressão intra-abdominal.
Deste modo, a sua especificidade de treino baseia-se num ritmo respiratório controlado, combinado com posturas de contração isométrica e intervalos de apneia respiratória, conduzindo à melhoria do tónus muscular, relaxamento e correção postura.

O QUE É O SGA (Streching Global Ativo)?
É uma ferramenta de correção postural, que nasceu da Reeducação Postural Global criada por Philippe Souchard. Esta caracteriza-se pelo trabalho corporal direcionado às deformidades corporais e no alongamento de cadeias musculares retraídas, e torna-se uma alternativa aos alongamentos tradicionalmente conhecidos.
Assim, através da conjugação do estiramento muscular e do controlo respiratório, cada indivíduo participa ativamente num alongamento progressivo e não forçado, de modo global, pelo recrutamento simultâneo de vários músculos, sempre de acordo com as suas necessidades específicas.

QUAIS OS BENEFÍCIOS DESTAS CLASSES?
Através do recurso às três técnicas referidas, é possível obter uma intervenção completa, global, bem como, uma intervenção personalizada e específica à condição apresentada pelo indivíduo. O facto destas serem acompanhadas pelo seu Fisioterapeuta, permite uma avaliação pormenorizada, identificando-se desta forma a verdadeira causa do problema apresentado pelo utente. Conseguindo-se, assim, de imediato focar a intervenção na sua necessidade primária, bem como garantir um acompanhamento no seu dia a dia, que possibilita a adequação constante do seu plano de recuperação e bem-estar.

Benefícios globais:
- Correção postural Global;
- Aumento a flexibilidade através do alongamento global das cadeias musculares;
- Fortalecimento da musculatura profunda e superficial;
- Melhoria da circulação sanguínea;
- Promoção da relação entre o corpo e mente;
- Diminuição do risco de lesões e recidivas;
- Promoção do processo de recuperação;
- Otimização da eficiência dos padrões de movimento, reduzindo o risco de lesões;
- Melhoria da condição física e tolerância ao esforço;
- Alívio de stress e melhoria de auto estima.

Seja bem-vindo! Deixe-nos olhar pelas suas costas!

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*Fisioterapeuta Joana Neto - CV

Licenciada em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde de Leiria (2016)
Formação em Pilates Clínico Matwork MW1 e MW3 com certificação APPI, pela Bwizer (2016)
Formação em Terapias Miofasciais, pela Bwizer (2016)
Formação em Ginástica Abdominal Hipopressiva pela Low Pressure Fitness (2016)
Formação em Stretching Global Ativo: RPG aplicado ao Desporto, pela Bwizer (2017)
Formação no método de Introdução ao Conceito de Bobath em Pediatria pela Formaterapia (2017)

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Informações e inscrições sobre as aulas
As aulas decorrem na Rua Miguel Torna, lote 35, loja 33, em Leiria.
Mais informações e inscrições através do número 244 109 427 ou do email ana.amado@physioclem.pt



domingo, 6 de agosto de 2017

CORRER AUMENTA O RISCO DE ARTROSE (OSTEOARTRITE)?


A corrida, quando realizada com o objetivo de melhorar a nossa saúde, é um dos melhores exercícios que pode ser prescrito, uma vez que apresenta efeitos positivos a nível cardiovascular,  musculoesquelético e respiratório. Ajuda a perder peso, a diminuir os níveis de colesterol, a melhorar a resposta do sistema imunitário, a lutar contra o stress e a depressão, etc.
Contudo, será que dependentemente do volume e da intensidade da corrida, esta pode-se tornar prejudicial e apresentar efeitos negativos sobre a nossa saúde?
A resposta é sim. Nos últimos anos, tem existido uma preocupação crescente, por parte dos profissionais de saúde, com os corredores, uma vez que a corrida tem sido associada ao aparecimento de Artrose (Osteoartrite), nomeadamente nas articulações da anca e do joelho.

A Artrose (Osteoartrite) sendo uma condição caracterizada pela lesão da cartilagem das articulações e dos tecidos tecido envolventes, provocando dor, rigidez e perda de função, afeta negativamente o dia a dia destes indivíduos. De destacar, entre as diversas limitações às atividades, as dificuldades em andar, subir e descer escadas, agachar‑se, em dormir, entre outras.

Assim, para perceber qual o volume e intensidade de corrida que não apresenta risco prejudicial para a nossa saúde, é necessário dividir os indivíduos em três grupos: os de competição, os recreativos e aqueles que não correm (sedentários). Os corredores de competição são considerados todos aqueles que fazem ou já fizeram parte de alguma equipa profissional ou qualquer corredor que já representou o seu país em competições internacionais; enquanto que os corredores recreacionais são indivíduos que correm apenas de forma amadora.
Segundo uma revisão sistemática realizada em junho de 2017, com uma amostra de 125 810 indivíduos, concluiu-se que os corredores recreativos apresentam um risco de desenvolver OA de apenas 3,5%, o que é muito inferior aos dados referentes aos não-corredores (sedentários) e aos corredores de competição (10,2% e 13,3% respetivamente).
A corrida recreativa não só apresenta efeitos benéficos na saúde em geral, como também apresenta um efeito protetor em relação ao risco de desenvolver Artrose, contrariamente a um estilo de vida mais sedentário ou um elevado volume e/ou intensidade de corrida. Correr, de forma recreativa e como hábito de vida saudável, pode ser considerado seguro e uma atividade benéfica para a saúde.

Ademais, os autores definem um elevado volume de corrida quando a distância percorrida semanalmente é superior a 92 km, pelo que percorrer uma distancia inferior 20-42 Km por semana) de forma recreativa durante muitos anos (superior a 15 anos) é seguro e apresenta benefícios para a saúde em geral bem como para a articulação da anca e dos joelhos em particular.

Existem vários outros fatores de risco para a Artrose, incluindo aumento do peso, carga de trabalho e lesão prévia (incluindo cirurgias anteriores) que, provavelmente, aumentam o risco de a desenvolver.
Indivíduos com excesso de peso, quem têm trabalhos exigentes do ponto de vista de carga física ou que têm ou tiveram lesão no joelho e/ou anca devem iniciar a atividade física com um modo de exercício com menor carga nas articulações (ou seja, elíptica, bicicleta, treino de resistência) até ter construído a estrutura adequada para correr.
Lembre-se que para correr deve estar em forma (apto) e não correr para ficar em forma.

Em suma, uma corridinha não só não prejudica as suas articulações, como até pode melhorar a sua saúde!

Autores:
Ft. Luis Nascimento e Ft. Ivo Dimas

Fonte:
Alentorn-Geli, E., Samuelsson, K., Musahl, V., Green, C. L., Bhandari, M., & Karlsson, J. (2017). The Association of Recreational and Competitive Running With Hip and Knee Osteoarthritis: A Systematic Review and Meta analysis. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, (0), 1-36.