sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Fisioterapia Respiratória - Bebés e Crianças







 

"A bronquiolite é a infeção do sistema respiratório mais frequente e é responsável por 17-25% dos internamentos em crianças com menos de 2 anos”
(Associação Portuguesa de Pediatria, 2011)
No Inverno, os quadros de INFEÇÃO RESPIRATÓRIA nas crianças são mais frequentes e com isso aumentam também as questões e a ansiedade dos pais.
As crianças têm um sistema imunitário em desenvolvimento e estão mais desprotegidas dos microrganismos presentes na comunidade. Os infantários, o contato com outras crianças doentes ou brinquedos infetados, e mesmo a visita ao consultório do pediatra são situações que podem desencadear uma infeção respiratória, sendo a Bronquiolite a mais comum.
A Bronquiolite é uma inflamação da mucosa do aparelho respiratório que, pelo aumento da sua densidade, impede a passagem do ar e conduz à acumulação de secreções. Na maior parte dos casos, a causa é viral, sendo que o vírus mais frequentemente envolvido (75% dos caos) é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Este é o quadro de infeção respiratória mais comum em crianças com idade inferior a 2 anos, levando frequentemente ao internamento. A incidência é maior em crianças dos 2 aos 6 meses. A bronquiolite ocorre tendencialmente entre os meses de novembro e abril, com um pico apontado para os meses de janeiro e fevereiro, sendo também nesta ocasião que existem mais hospitalizações.
congestão nasal e a tosse são os sintomas mais frequentes. Estas poderão ser acompanhadas de dificuldade na alimentação e nos padrões de sono. Em alguns casos a criança poderá apresentar febre (normalmente <38,5º). 
A Fisioterapia Respiratória tem como principal objetivo aliviar os sintomas da criança. O Fisioterapeuta poderá também ensinar aos pais estratégias importantes para prevenir esta condição, como técnicas de limpeza das vias aéreas superiores.
Quando os sintomas já estão instalados, o Fisioterapeuta avalia a criança com recurso à auscultação pulmonar e aplica as técnicas de desobstrução brônquica adequadas (expirações lentas e prolongadas, tosse assistida). Assim, permite-se a eliminação das secreções acumuladas, responsáveis pela tosse e dificuldade respiratória.
O trabalho conjunto desenvolvido pelo Médico Pediatra e pelo Fisioterapeuta possibilita uma recuperação mais célere e eficaz.

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