quinta-feira, 12 de abril de 2018

A importância da fisioterapia preventiva ou de manutenção




Assim que os nossos pacientes saem do nosso gabinete, depois de uma sessão de Terapia Manual, ficamos com as suas palavras: “Parece que cresci”, “Estou mais leve”, "Parece que tenho menos 20 kg”, "Estou nas nuvens", "Agora sim, sinto-me mais direita", "Estava mesmo a precisar disto”, "Estou como novo”, “Devia fazer isto mais vezes", "Se pudesse fazia isto com frequência", "Se pudesse levava-o comigo para casa", "Tenho de continuar”. Juntam-se tantos outros testemunhos que nos relembram a paixão e a razão de estar aqui, do trabalho que desenvolvemos.

Se por um lado é certo que a evidência científica não prova a importância da fisioterapia preventiva (se é que é possível provar), por outro não há dúvida de que esta é a nossa experiência clinica e estes são os relatos de centenas de pacientes que temos acompanhado na última década.

Nunca é demais repetir que é fundamental a adoção de um estilo de vida saudável, que alie atividade física e uma alimentação rica e equilibrada. Não menos importante é descansar adequadamente, estar bem consigo e com a vida. No nosso entender, é importante descomprimir, alongar, relaxar através da Terapia Manual, feita por um profissional competente.

Posições erradas
Fruto do stress do dia-a-dia, das tensões musculares e fasciais, das más posturas adotadas e mesmo de fatores hereditários, é normal que o corpo adote, ao longo do tempo, posições erradas, longe da posição anatómica ideal para permitir uma durabilidade maior das estruturas do corpo. A isto acresce ainda os microtraumatismos normais no decorrer das muitas atividades feitas no trabalho, desporto, tarefas de casa, os excessos de carga ocasionais e mesmo os erros alimentares e de hidratação, que trazem perturbações nas estruturas musculoesqueléticas (micro-lesões), com a instalação de pequenos processos inflamatórios. Estes, por sua vez, obrigam o corpo a adotar movimentos/posturas de defesa para evitar a dor, dado que é um dos pilares essenciais da nossa "programação": o evitar a dor. Adotar movimentos e/ou posturas ligeiramente alterados vai também contribuir para a alteração do alinhamento das partes do corpo e assim de todo o conjunto.

Com o passar do tempo, a modificação das forças exercidas na articulação pode levar a sobrecarga numas regiões e o inverso noutras, assim como a limitação do movimento nuns segmentos (hipomobilidades) e noutros segmentos hipermobilidades compensatórias. Estas perturbações levam a uma danificação progressiva das estruturas do corpo em regiões muito específicas, nas quais se instalará a patologia musculo-esquelética. Na fisioterapia, quando fazemos uma avaliação pormenorizada da postura e do movimento do corpo, é-nos possível ter uma ideia muito concreta sobre os locais onde há maior probabilidade de surgir patologia.

Prevenção
Se quebrarmos o ciclo descrito, ao evitar as alterações do alinhamento, através da restauração da mobilidade normal, libertação das tensões musculares e fasciais e de aderências causadas pelos micro-traumatismos e promovendo uma postura mais correta, podemos evitar a instalação da patologia musculoesquelética. Este trabalho preventivo é de extrema importância e tem vindo a ser defendido há muitos séculos, especialmente pelas culturas orientais, através de técnicas de movimento e massagem. Já no ocidente, pelo contrário, tem havido um desinvestimento na prevenção e investimento apenas no aspeto curativo da saúde.

A nossa experiência e a sensibilidade, face ao trabalho que desenvolvemos, demonstram que é possível e é muito vantajoso fazer este trabalho preventivo através do acompanhamento regular do fisioterapeuta.

Mantenha-se bem!


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