Capítulo I: A importância do sono

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Todas as noites, sofremos uma metamorfose surpreendente!
Tudo o que aprendemos do sono sublinha a sua importância para a nossa saúde física e mental. O padrão de sono-vigília é uma característica essencial da biologia humana. O prémio Nobel da medicina, em 2017, foi atribuído a três cientistas que identificaram o relógio molecular existente no interior das nossas células, cujo objetivo é manter-nos sincronizados com o sol. Chamamos a este fenómeno o ciclo circadiano. Quando este é perturbado, corremos mais riscos de padecer de doenças como a diabetes, insuficiência cardíaca e demência. 
Então, para que serve o sono? Para tudo! 


O Sono e o cérebro

O sistema glinfático é 60% mais produtivo quando dormimos do que quando estamos acordados. O sistema glinfático elimina os resíduos do nosso cérebro. Sabendo isto, imagine as consequências de dormir mal a longo prazo. O principal resíduo que este sistema elimina é o beta-amiloide, a proteína que se acumula no cérebro em doentes de Alzheimer. Está demonstrado cientificamente que uma boa qualidade de sono tem a capacidade de diminuir o impacto sobre a gravidade da doença. 
Uma pequena curiosidade sobre este sistema: tende a funcionar melhor quando dormirmos de lado. 


O sono e a obesidade

Sabe-se que o aumento de peso pode causar perturbações de sono, em grande parte relacionadas com alterações respiratórias. 
Recentemente, foi demonstrado que há uma relação inversa. Nos últimos anos, descobriu-se que dormir mal leva a um aumento de peso. As crianças em período escolar que dormiam um período de tempo inadequado (menos de 9 horas por noite) tinham maior probabilidade de serem obesas. Um estudo demonstrou que a hormona responsável pela sensação de fome está diretamente relacionada com as horas de sono. Quanto menos tempo dormirmos, mais produzimos esta hormona, aumentando a probabilidade de comer em excesso e sofrer de obesidade. 
Quando dormimos mal os nossos níveis de energia sofrem uma diminuição. Um mecanismo compensatório é comer mais, num esforço para aumentar a nossa energia. 


O sono, coração e a pressão arterial 

Há um número infindável de estudos que mostram que um sono de má qualidade aumenta o risco de ataque cardíaco, tensão alta, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.


O sono e o humor 

Um sono de má qualidade, ou seja, acordar várias vezes durante a noite, pode levar à depressão, ansiedade e a emoções negativas. 


O sono e o cancro 

Apesar das evidências de que a má qualidade de sono pode estar ligada a uma variedade de neoplasias (cancro da próstata, oral, nasal e colorretal, bem como cancro do sistema nervoso primário). A ligação crescente entre um sono deficitário e o cancro de mama é a que se afigura mais forte.
A Organização Mundial de Saúde coloca o trabalho por turnos no mesmo grupo de inalação de vapores de tintas e de fumos de casas que arderam relativamente ao potencial de causar cancro. Está no topo da lista. A Agência Internacional para a Investigação do Cancro classifica mesmo o trabalho por turnos como um carcinogéneo provável. 


O sono e o sistema imunitário 

A nossa função imunitária está intimamente ligada à quantidade e qualidade de sono. 
Num estudo no qual os indivíduos receberam voluntariamente o rinovírus, os que dormiram menos de 6 horas mostraram-se mais propensos a desenvolver uma constipação em comparação com os indivíduos que dormiram mais de 7 horas. Um fator de risco para as doenças autoimunes como o reumatismo, esclerose sistémica ou o lúpus eritematoso sistémico. 


Resumo:

Quando dormimos mal, funcionamos mal.
Sabemos exatamente para que serve o sono, dormimos para nos mantermos vivos! 
O sono é um poderoso motor do comportamento humano.


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Fique atento porque vamos partilhar ainda mais artigos sobre a importância do sono, para que tenha um melhor entendimento sobre para que serve.
Vamos dizer-lhe como pode melhorar a sua qualidade! 

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