quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dor Crónica

 
 
 
 



Uma dor que se prolonga por mais de 3 meses é considerada  dor crónica. Saiba como lidar com ela!

Dor Crónica, o que é?


A dor é normalmente um “sinal de alarme” do organismo, avisando de que algo não está bem em alguma parte do nosso corpo. Quando há algo de errado, o corpo reage enviando um estímulo para o sistema nervoso central que processa a informação da dor numa determinada região. Contudo, um alarme só é bom se puder ser desligado! No caso de uma dor aguda, o “alarme” desliga-se tratando a origem do problema, ou seja a lesão dos tecidos que são a origem da dor, que podem ser os discos intervertebrais, articulações, músculos entre outros. Contudo, por vezes pode ocorrer que a lesão se prolongue para além do tempo esperado de recuperação, originando uma espécie de curto-circuito no sistema de alarme do corpo. Nesses casos, cria-se uma memória da dor fazendo com que ela ocorra independentemente daquilo que a originou, originando então a dor crónica. Nestes casos as pessoas muitas vezes encontram-se bastante limitadas nas suas atividades diárias e desencadeiam sensações de ansiedade, depressão e stress o que afeta bastante a sua qualidade de vida.

Abordagem Tratamento 


 Uma dor desta natureza implica uma abordagem de tratamento diferente. Deve ter noção de que mesmo que a dor não possa ser curada ou eliminada na totalidade, ela pode ser minimizada. Para isso é importante perceber que após a lesão que desencadeou a experiência de dor inicial, pode seguir por dois caminhos diferentes que influenciam o rumo da situação. Por um lado é possível seguir por um caminho positivo, sem medo da sensação de dor, aprender a compreender e confrontar a situação, ainda que implique alguns momentos mais difíceis, e deste modo encontrar maior bem-estar minimizando a dor. Por outro lado, se permitir que a ansiedade domine a situação, ficando demasiado protetivo em relação à sua dor e evitando a maioria dos movimentos/atividades dolorosas, este caminho irá conduzi-lo a um ciclo vicioso em que se torna prisioneiro da sua própria dor. Deve saber que é possível encontrar alternativas e optar pelo caminho da compreensão da sua situação, encontrando estratégias que no dia-a-dia o ajudem a controlar a dor. Você é o elemento chave neste caminho, podendo contar com a ajuda de profissionais que o auxiliam neste percurso, como é o caso dos fisioterapeutas.
 

Dicas para o dia-a-dia: 


- Movimentar-se é fundamental: O facto de realizar um movimento que causa dor, não significa que provoque lesão no seu corpo, por isso não deve evitar tudo o lhe causa dor!
- Faça o seu plano de movimentos: Pense nos movimentos/atividades que normalmente causam dor. A partir dai faça um pequeno plano em que lentamente vai experimentando os movimentos desagradáveis e aumentando o grau de tolerância. Vai funcionar como uma escada em que irá subir degrau a degrau, aumentando o nível de atividade. É você que assume o controlo do aumento de atividade! Por exemplo- se suportar caminhar durante 5 minutos sem queixas, tente diariamente aumentar 1 minuto. Não é a dor que vai mandar, mas sim o objetivo que você traçou em relação ao tempo.
- As emoções influenciam a dor: Pense se existem emoções que por vezes façam aumentar a dor (quando está triste, aborrecido, zangado) e tente encontrar alternativas para se distrair como conversar com amigos, tomar um café, fazer algo que goste.
- Faça pequenos exercícios mentais: Imagine mentalmente movimentos que normalmente lhe causam dor, como por exemplo dobrar o tronco à frente. Imagine mentalmente que os está a realizar sem dificuldade. Estes exercícios ajudam o seu cérebro a voltar a habituar-se a atividades que há muito tempo não faz.

A equipa Physioclem!
 
 

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