sexta-feira, 8 de julho de 2016

“Como tenho termo de comparação, posso dizer que são dos melhores fisioterapeutas que conheço”







É com os pés cheios de areia que ouço Maria Assunção Sequeira. Os apontamentos vão fluindo enquanto converso com uma mulher apaixonada pelo desporto. O ambiente não poderia ser mais propício: o campeonato Europeu de Andebol de Praia Sub-16, que a physioclem está a apoiar até domingo, dia 10 de julho. A Nazaré foi o nosso palco. 
Começou aos 4 anos. Pelo menos, é a idade que se lembra. Talvez ainda tenha sido antes. O pai, Fernando Magro, é, certamente, o principal e único responsável por esta opção e forma de estar de vida. Uma paixão que também “contagiou” os restantes irmãos. “Aos fins de semana, lá íamos com ele praticar exercício. Dizia-nos com frequência: Podem fazer o que quiserem, desde que o desporto esteja incluído”. Assim, aconteceu.
Depois de praticar e de experimentar as mais variadas atividades - desde atletismo, ginástica, ténis e futebol -, Maria Assunção encontra no andebol uma das principais razões de estar na vida. Foi uma entorse na ginástica desportiva que a encaminharam para esta modalidade, que também os irmãos acabam por seguir.
Aos 12 anos entra no mundo do andebol e aos 17 já pertencia à Seleção A. Naquele tempo ainda não existia estatuto de alta competição. Participou em quatro campeonatos mundiais, enquanto estudava. “Por vezes, chegava a faltar um mês inteiro às aulas, mas nunca deixei nada para trás, mesmo nos momentos mais difíceis”, relembra.
Quando termina o secundário, entra na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, onde se licencia em professora de Educação Física. O estágio é feito na Escola Secundária Quinta do Marquês, em Oeiras. Durante o tempo de estudante, nunca abandona o andebol.
A sua qualidade começa a dar nas vistas e aos 23 anos é convidada a integrar a equipa do Académico do Funchal. Mas antes desta contratação, as lesões começam a ser constantes, nomeadamente num dos joelhos. Em seis meses consegue recuperar com a ajuda da fisioterapia. José Luís Rocha, numa primeira fase, e Henrique Relvas, fisioterapeutas de Paço de Arcos, são os responsáveis pelo feito. 
As lesões parecem não dar tréguas. Surgem hérnias discais e acaba por terminar prematuramente, aos 24 anos, a carreira de atleta de andebol. “Foi dos piores momentos da minha vida. Vivia para aquilo. Ainda hoje sinto que não consegui recuperar”.
Quando se muda para Caldas da Rainha, há 11 anos, é aconselhada pelo fisioterapeuta Henrique Relvas a frequentar a physioclem. Conhece Marco Clemente e fica rendida ao seu trabalho. “É com frequência que recebe tratamentos, não só para tratar antigas lesões, como outras que vão aparecendo, nomeadamente acidentes de trabalho”, testemunha. A professora de Educação Física tem sentido na pele outros momentos caricatos, que vão desde boladas que provocam traumatismos cranianos e nariz partido, entorses… “São uma equipa fantástica, como tenho termo de comparação, posso dizer que são dos melhores fisioterapeutas que conheço. Há acompanhamento e sente-se a atuação na lesão”, reforça.
Relativamente, ao Europeu de Andebol de Praia Sub-16, Maria Assunção refere que mais autarquias com praia deveriam apostar em campeonatos deste género. "São uma mais valia para Portugal e para o incentivo da prática desportiva".
E porque o bichinho do andebol está sempre presente, Maria Assunção e o marido, Pedro Sequeira (vice-presidente da Federação Portuguesa de Andebol) abriram uma escolinha da modalidade no ACR Nadadouro, em Caldas da Rainha.
Há 20 anos que deixou o andebol, mas Xuxas (alcunha de Maria Assunção) é o nome que jamais será esquecido por todos aqueles que a viram jogar. “Houve um momento em que o desporto era tudo, mas perdemos muita coisa quando se joga ao mais alto nível. Deve fazer-se um pouco de tudo, porque há momentos que não regressam”.
Luci Pais

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