quinta-feira, 14 de julho de 2016

“Se todos os fisioterapeutas tivessem a oportunidade de passar pela physioclem, teriam ainda mais amor pelo seu trabalho”








Vamos viajar até à Terceira, nos Açores. Rodrigo Santos vai levar-nos pela mão a conhecer a beleza desta ilha portuguesa. De qualquer ângulo, é o mar quem fala mais alto. De verde veste-se a terra. Lá em baixo as ondas, permanecem calmas ou agitadas, mediante as marés e as condições meteorológicas.
Foi de martelo na mão, mas de lançamento, que o fisioterapeuta da physioclem passou várias horas do seu dia. Era o lançador de martelo mais conhecido das ilhas. O seu mérito e dedicação levaram-no a ser campeão nacional dos escalões jovens. Ainda hoje está ligado ao clube Grecas, de Aveiro. Face ao trabalho, os treinos são praticamente inexistentes.
Talvez influenciado pela mãe, que ainda hoje é atleta, quis tirar um curso relacionado com Desporto. Uma lesão impediu-o de fazer os pré-requisitos. Como era seguido por fisioterapeutas, fez-se luz. E porque não ser fisioterapeuta! A decisão estava tomada.
Como tinha o estatuto de alta competição entrou na escola que ambicionava. Foi a Escola Superior de Tecnologia de Saúde de Lisboa que o recebeu. “Apesar de vir ao Continente com frequência em férias ou em competição, nunca tinha estado por tanto tempo. Foi mais fácil porque vivi sempre com colegas da Terceira. O sotaque, ainda que esteja mais disfarçado, reaparece quando contacto com a minha gente”, relembra.
Apenas havia uma condição: da sua casa teria de ver o mar… Neste caso, foi mais o Rio Tejo. Um gosto para todos aqueles que vivem rodeados pelo mar. “Lisboa só tem esse defeito, não ter mar. Temos de andar alguns quilómetros para o ver”. Hoje, vive nas Caldas da Rainha, mais perto do mar. É em Foz do Arelho que encontra alguns dos momentos que precisa para descansar, acompanhado de outro amor da sua vida, a fisioterapeuta e colega Rita Marques.
Terceira
Vamos dar um pulinho, novamente à Terceira. “A minha ilha tem a fama de ser um parque de diversões. Estamos sempre em festa. Como também em Lisboa estava rodeado de terceirenses não foi difícil a adaptação”.
Com festa e desporto, e muita brincadeira, fazia-se o dia a dia de Rodrigo Santos na ilha. Fugir do desporto não seria tarefa fácil, não só porque os pais, Paula Costa e João Santos, eram atletas, mas também porque a mãe era a sua treinadora.
Há um amor que ainda hoje o rodeia. O da avó materna. A sua segunda mãe. É com a família materna que tem mais contacto, nomeadamente com tios e primos, porque a do pai estão na ilha de São Miguel.
A avó Beatriz faleceu há cinco anos. Foi no primeiro ano de universidade que descobriram que avó tinha um tumor no pâncreas. Ao ver a avó tão amarela, pediu-lhe que fosse ao médico. Acompanhou-a. Seguem-se anos e meses de tratamento. Num sábado de manhã, recebe uma chamada da mãe, que lhe dava conta do estado débil da avó. Compra a passagem até aos Açores. “Ainda passei a noite com ela. Depois partiu. Ela está sempre comigo. Muito do que faço aprendi com avó Beatriz”.
A alegria que se vive na sua ilha, explica-a facilmente: “o facto de estarmos num meio mais fechado e pequeno, obriga-nos a arranjar forma de nos distrairmos”. A tourada à corda, as Festas do Espírito Santo, que decorrem entre maio e outubro e o Carnaval e a comida açoriana são alguns dos exemplos que o fisioterapeuta aponta. “São muitas as vezes que dou por mim a partilhar histórias da minha ilha aos pacientes. É um povo especial…”, garante.
É em Angra do Heroísmo que continua o seu porto de abrigo. Foi ali que cresceu e aprendeu a nadar. Foi ali que muitas vezes respirou fundo para continuar. Tem saudades. Muitas. Cada uma das suas palavras testemunha o encanto que sente pela sua terra Natal.
Cresceu junto de três primas. Todas as brincadeiras eram pensadas e vividas em conjunto. “Ainda há dias conversava com a minha prima mais maria rapaz sobre as aventuras pelas quais passámos. Tinha uma estrutura familiar excelente. Nunca me faltou nada”.
Começou numa escola pública, o primeiro ano, depois passou para um colégio de freiras, o qual frequentou até ao 6º ano. Do 7º ao 12.º ano, regressa ao público. Segue-se a faculdade, em Lisboa. Em 2012, termina o curso de fisioterapia. Neste momento, está a terminar o curso de Osteopatia.
Continente
Terminado o curso vai de férias até à Terceira, mas já com projetos no Continente. Começa a dar treinos de atletismo na Academia do Sporting. Em simultâneo, num gabinete, fazia tratamento de fisioterapia. Também passou por outra clínica.
A partir de um convite de um amigo, na época de 2013/2014, entra no Caldas Rugby Clube. Terminou, recentemente, o contrato. Face a uma lesão do treinador do Caldas,  que Rodrigo não estava a conseguir resolver, aconselha-o a frequentar a physioclem. Uma conversa, a amizade/relação com Rita, que na ocasião estagiava em Alcobaça, trouxeram o açoreano até àquela clínica. Inicialmente, fez férias, agora está a tempo inteiro. “Se todos os fisioterapeutas tivessem a oportunidade de passar pela physioclem, teriam ainda mais amor pelo seu trabalho. Aqui sou feliz, porque trato as pessoas com calma. Deveria ser assim em todo o lado. Há uma relação de amizade e de partilha entre fisioterapeutas e pacientes”.
A amiga Joana Vieira, colega de faculdade e fisioterapeuta na physioclem Leiria avisou-o: “Aquela clínica é mesmo o teu estilo”. E não errou!
Açores? Quem sabe um dia. Vive o agora. E o agora chama-se physioclem. Deporto é outras das suas paixões, bem como o mar.
A boa disposição de Rodrigo Santos é contagiante. Os pacientes entram nas suas brincadeiras. Os corredores da physioclem, em Caldas da Ranha, são mais felizes porque contam com a presença deste açoreano, que espalha sorrisos genuínos. “É fácil estar feliz. Se acordo de manhã e não me dói nada e as pessoas à minha volta estão bem, é sempre um bom dia!”, testemunha. Um feliz dia também para si!

Luci Pais










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