quarta-feira, 3 de agosto de 2016

“A physioclem tem-me devolvido a vida”









Dores e mais dores. Desde que se lembra que as dores na anca esquerda fazem parte da sua vida. Ainda, assim, a atividade física fazia parte da sua rotina diária. Queixava-se ao médico de família. O diagnóstico era sempre o mesmo: “são nervos”. Elsa Torres, de Vilar (Cadaval), é hoje uma mulher diferente e muito graças aos tratamentos que recebe na physioclem.
Quando, há cerca de quatro anos, decide intensificar a carga de exercício físico, as dores aumentaram. Fazia diariamente 10 Km de caminhada. Até que começam a tornar-se insuportáveis. “Em agosto do ano passado, decidi parar porque todos os movimentos que implicassem a rotação da anca eram extremamente dolorosos, além disso comecei a ficar limitada”, relembra a paciente.
Se é que há acasos, uma cólica renal, enquanto passava férias no Algarve levam-na ao hospital. Recebeu medicação e indicações para que quando regressasse a casa, procurasse um médico da especialidade. O que acabou por acontecer. Pelo urologista é aconselhada a fazer uma TAC à zona pélvica. Exame que acabaria por evidenciar alterações na anca. 
Segue para ortopedia, mas não antes de procurar o melhor médico da área na Internet. “Ao olhar para a TAC disse-me que poderia ser má formação na juventude ou alguma queda que passou disfarçada”. Na verdade, tinha um Conflito Femoroacetabular. Trata-se de patologia na anca, que resulta de um contacto anormal entre a cabeça do fémur e a cavidade acetabular. O facto de não ter sido corrigido, foi piorando com o passar dos anos: “onde encaixa começou a rasgar. Também já tinha um quisto”, refere Elsa Torres, de 46 anos.
O ortopedista pede um exame específico para confirmar as suspeitas. “Disse-me que se não fosse operada num curto espaço de tempo, teria que pôr uma prótese total. Também me disse que poderia viver com a dor, mas que não teria qualidade de vida. Nesse momento, já não tinha posição que me desse conforto”. Avançou com a cirurgia. “Não foi uma decisão fácil, porque era num hospital particular, não tinha seguro, mas acabámos por avançar”.
A cirurgia decorreu no dia 1 de abril. De mentira não tem nada. Após 5 horas no bloco operatório, é-lhe feita uma artroscopia. As dores, pós-cirurgia, eram poucas. Usava canadianas para se deslocar e não se conseguia dobrar. As dores estavam prestes a chegar, porque ao estar imóvel começa a “colar” aquela zona. “Foram dores horríveis para descolar. Foi aí que o médico me disse que tinha de fazer muita fisioterapia e hidroterapia. Queria que me deslocasse a Lisboa, mas era incomportável o valor. Depois de pesquisar, indicou-me a physioclem. Pensei ótimo tenho lá uma amiga, que já se tinha apercebido há uns anos das minhas limitações durante aulas de pilates”. A amiga é a fisioterapeuta Cátia Santos, que também vive no Cadaval.
Começam os tratamentos na physioclem. “Inicialmente, as dores não eram muitas, porque os movimentos eram suaves. Vinha todos os dias à clínica. Quando começo a hidroterapia exagero na carga e as dores começam a ser medonhas. Na água, por vezes, acabamos por fazer movimentos sem dar por eles”. E acrescenta: “Houve um dia em que vi a minha vida a andar para trás. Já não conseguia mexer os dedos do pé. Os exercícios voltaram a ser mais passivos, nomeadamente na hidroterapia”. Passado um mês da operação deixa uma canadiana e três semanas depois a outra. Cada “passinho” que dava era considerada uma vitória.
Sobre o trabalho desenvolvido pela physioclem, que ainda hoje frequenta, só tem elogios a fazer. “São uma equipa fantástica. A Cátia tem sido um anjo da guarda. Graças aos tratamentos já consigo andar sem fazer compensações. A physioclem tem-me devolvido a vida”.
Recentemente voltou a exercer a sua profissão de esteticista. “Ainda faço horários reduzidos e faço intervalos entre as clientes”. As caminhadas espera iniciá-las em breve, depois de já ter recebido o consentimento do ortopedista.
Há outro sonho que espera concretizar em breve. Nadar. “O facto de ter feito hidroterapia intensificou o meu desejo”. Os tratamentos de fisioterapia também vão ser reduzidos, face às conquistas. 
Durante o período crítico a família foi outro dos seus pilares, nomeadamente os filhos, o marido e os pais. “A minha mãe quase que se mudou para minha casa. Foi uma mudança muito grande nas nossas vidas. Só tenho a agradecer”, testemunha a paciente. 
Depois das férias de agosto, quer “reiniciar” a vida em setembro. A determinação de Elsa Torres leva-a a conquistar os objetivos que vai desenhando. As metas são importantes para que o caminho a percorrer seja mais fácil de seguir.
Luci Pais


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