quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Physioclem nos Cuidados Continuados e Integrados




A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) de Saúde e Apoio Social é uma parceria entre os Ministérios da Saúde e do Trabalho e Solidariedade Social, com o objectivo de promover a continuidade dos cuidados de saúde e apoio social a todo o cidadão que sofra, temporária ou definitivamente, de algum grau de dependência.
Os Cuidados Continuados Integrados estão centrados na recuperação global da pessoa, promovendo a sua autonomia e melhorando a sua funcionalidade, no âmbito da situação de dependência em que se encontra. A RNCCI, a nível de internamento, apresenta 4 tipos de Unidade, sendo elas: Unidade de Convalescença, Unidade de Média Duração e Reabilitação, Unidade de Longa Duração e Manutenção e Unidade de Cuidados Paliativos.
A Physioclem presta serviços na Unidade de Média Duração e Reabilitação e na Unidade de Longa Duração e Manutenção da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré.
As Unidades de Media Duração e Reabilitação têm como finalidade prestar cuidados a utentes com perda de autonomia potencialmente recuperável que requerem cuidados de saúde que, pela sua frequência, duração, ou ausência de apoio social, por parte dos cuidadores e/ou equipas de cuidados continuados integrados, não podem ser prestados no domicílio. Tem uma previsibilidade de internamento superior a 30 dias e inferior a 90 dias consecutivos.
Esta tipologia tem como objetivos:
- Responder a necessidades transitórias, visando maximizar os ganhos em saúde;
- Promover a reabilitação e a independência dos utentes;
- Evitar permanências desnecessárias em hospitais de agudos;
- Contribuir para a gestão das altas dos hospitais de agudos;
- Reduzir a utilização desnecessária de unidades de internamento de convalescença e de longa duração.
As Unidades de Longa Duração e Manutenção têm como finalidade prestar apoio social e cuidados de saúde de manutenção a pessoas com doenças crónicas, com diferentes níveis de dependência e que não reúnam condições para serem cuidadas no domicílio. Tem uma previsibilidade de internamento superior a 90 dias apresentando um carácter temporário ou permanente.
Devido à natureza dos cuidados a prestar nestes dois tipos de Unidade, elas dispõem de uma equipa técnica multidisciplinar das áreas da saúde e da ação social, nomeadamente médico, médico fisiatra, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogo, nutricionista, assistente social, auxiliares de ação médica, entre outros.
Como tal, a Physioclem, participando nesta equipa multidisciplinar através dos seus serviços de Fisioterapia, tem como objetivos:
  • Colaborar na realização de avaliações multidisciplinares, globais e periódicas do utente com vista ao estabelecimento dum plano individual de cuidados a nível de apoio pessoal, médico, de enfermagem, de reabilitação e ocupacional; 
  • Na Unidade de Internamento de Média Duração e Reabilitação: reabilitar o utente promovendo o máximo de funcionalidade com vista a diminuir o grau de dependência nas atividades da vida diária (AVD´s); reintegrar o utente o mais rápido possível no seu meio habitual de vida; contribuir para a promoção do auto-cuidado com vista a assegurar a melhor qualidade de vida possível no quadro das limitações decorrentes da doença;
  • na Unidade de Internamento de Longa Duração e Manutenção: promover a manutenção do estado físico e motor do utente evitando um agravamento da sua doença crónica e da dependência na realização das AVD’s; proporcionar o máximo de qualidade de vida e conforto possível ao utente tendo em conta as limitações físicas e cognitivas que apresenta.


Para ser integrado na RNCCI, o cidadão ou um familiar devem:

1.  No caso do doente se encontrar internado num hospital
Contactar a Equipa de Gestão de Altas (EGA) do Hospital onde o doente esteja internado em situação de episódio agudo de doença.  Este contacto deve ser feito, de preferência, logo no início do internamento, pois é preciso preparar, com tempo, a etapa que se segue à alta clínica.

2.  No caso do doente se encontrar no domicílio, lar ou noutra situação de apoio residencial
Contactar a Equipa de Coordenação Local ( ECL), através:
- do médico de família que segue o doente no Centro de Saúde;
- da Enfermeira  do Centro de Saúde;
- da Assistente Social do Centro de Saúde.
Em caso de dúvida sobre a entidade correta a contactar ou se tiver alguma dificuldade, dirija-se à Administração Regional de Saúde (ARS) onde se enquadra.


Fisioterapia após cirurgia a cancro de mama




O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente nas mulheres, sendo a primeira causa internacional de morte por cancro feminino. Também em Portugal é o tumor mais frequente nas mulheres, com cerca de 4300 novos casos e 1500 óbitos estimados em 2002, sendo a principal causa de morte por neoplasia no sexo feminino.
Os tratamentos mais frequentes, e também os mais eficazes para esta condição, são, além do Cirúrgico, a Radioterapia, a Quimioterapia e a Hormonoterapia.
Quer pelos dados estatísticos, referidos anteriormente, quer pelos procedimentos inerentes às terapêuticas, torna-se importante averiguar as principais complicações que delas advêm, nomeadamente o aparecimento de Linfedema no membro superior homolateral à cirurgia, a alteração da mobilidade do membro superior e a alteração da postura.

Quais são os problemas clínicos que podem surgir secundariamente às Terapias Oncológicas?
  • Diminuição das amplitudes articulares;
  • Diminuição da força muscular;
  • Alteração do estado emocional;
  • Alterações posturais;
  • Alterações da sensibilidade;
  • Desenvolvimento de linfedema;
  • Aderências da parede torácica;
  • Dor.
De que forma é que a Fisioterapia pode ajudar?
Após a cirurgia ao cancro de mama, o fisioterapeuta poderá ajudar na:
  • Recuperação funcional/ Redução da Dor - Atua no sentido de melhorar, não só a função, como também a dor do membro superior do lado operado, através da normalização das amplitudes articulares, força muscular e da melhoria da mobilidade da pele e tecidos. 
  • Recuperação estética - Prepara a pele e os tecidos, melhorando o resultado estético na reconstrução mamária.
  • Prevenção do Linfedema/Infeções Subcutâneas - Ensina o doente a ter um novo comportamento com o braço do lado operado, de forma a prevenir o aparecimento de linfedema e infeções subcutâneas.
Tendo em conta a cronicidade desta condição, o fisioterapeuta pode aconselhar as doentes para os riscos de aparecimento e agravamento do linfedema e, no caso deste já se encontrar instalado, proceder ao seu tratamento.
  • Correção das Alterações Posturais - Após a cirurgia, podem surgir alterações do alinhamento corporal decorrentes da própria mastectomia (pela perda de tecido mamário) e/ou da adoção de posturas anti-álgicas (proteção da dor) que poderão resultar em alterações posturais.
O que é o Linfedema e porque razão pode surgir?
O Linfedema secundário a cirurgia a cancro de mama trata-se de uma condição crónica que consiste numa acumulação excessiva de fluído, rico em proteínas, no espaço intersticial, que ocorre quando a drenagem linfática do membro superior é interrompida como consequência da remoção dos nódulos linfáticos axilares ou pela irradiação por parte da radioterapia, ou por ambas as razões.
Quais os fatores de risco para o seu desenvolvimento?
Qualquer mulher submetida a esvaziamento ganglionar axilar tem um elevado potencial para desenvolver linfedema do membro superior, mesmo que tenham passado alguns anos e não tenha surgido nenhum sintoma até então.
No entanto, e de acordo com alguns estudos, existe uma relação entre a extensão dos procedimentos cirúrgicos, o número de gânglios excisados, a adição de radioterapia à axila, infeções da pele, obesidade e idade avançada e o desenvolvimento de linfedema secundário em doentes após cirurgia a cancro de mama.
Que tipo de cuidados podemos ter para prevenir o seu aparecimento?
Após a Mastectomia, existem vários cuidados a ter em conta que podem ajudar a reduzir as probabilidade de aparecimento do Linfedema. Assim deve-se evitar:
  •  Medir a tensão arterial no membro afetado;
  •  Fazer perfusões no membro afetado;
  •  Aplicar calor no membro afetado;
  •  Apanhar sol na área afetada;
  •  Picadas, traumatismos, queimaduras no membro afetado;
  •  Realizar trabalhos pesados com o lado afetado;
  • Usar camisolas com mangas apertadas, anéis, relógios ou pulseiras no lado afetado;
  • Dormir sobre o lado operado;
  • Retirar as cutículas das unhas do lado afetado.
Mesmo quando  o Linfedema já está instalado, existe tratamento possível?
Sim. Apesar do linfedema já estar instalado, é possível reverter a situação com tratamento adequado. No entanto, este potencial de recuperação, depende sobretudo do tempo de instalação do linfedema e do seu grau de gravidade. Quanto maior for o tempo de instalação e gravidade, menor poderá ser o potencial de recuperação. No entanto, é importante frisar que o linfedema não é totalmente reversível, uma vez que existem alterações como a destruição das fibras de colagéneo da pele e deposição de células adiposas.
Quais as Consequências do Linfedema não tratado?
Além das consequências estéticas (alteração da imagem corporal, diminuição da auto-estima), existem consequências para a saúde, nomeadamente danificação dos vasos, em casos mais graves pode surgir elefantíase e mais raramente, linfangiossarcoma.
Qual a importância da Fisioterapia nos casos de Lindedema?
A fisioterapia desempenha um papel fundamental na recuperação e tratamento de casos de linfedema através da Terapia Linfática Descongestiva (T.L.D.). Segundo a Sociedade Internacional de Linfologia, o tratamento consiste em duas fases: a primeira será a de Redução e a segunda a de Manutenção.
Durante a fase de Redução, os objetivos passam por:
  • Reduzir o volume do membro;
  • Restituir a sua forma;
  • Melhorar a condição da pele e tecidos;
  • Melhorar a mobilidade;
  • Reduzir o desconforto do membro.
Esta fase de tratamento deverá englobar:
  • Drenagem Linfática Manual  (DLM)
Trata-se de uma técnica manual cujo objetivo é facilitar o fluxo linfático e remover o fluído linfático estagnado das áreas edemaciadas para outros locais do corpo que o podem receber e continuar com o processo normal de eliminação da linfa. (Mondry et al, 2004).
Este processo requer a aplicação de uma pressão suave, pela localização superficial da rede linfática, imediatamente abaixo da pele. (Mondry et al, 2004).
A DLM reduz a concentração de proteínas dos espaços intersticiais, melhorando a eliminação da linfa que está em excesso (Cheville et al, 2003), facilitando o retorno do fluxo linfático para a circulação venosa. (Mondry et al, 2004).
  • Pressoterapia
Consiste numa manga pneumática com vários compartimentos, que exerce pressão sobre os tecidos através do enchimento de cada câmara com ar, funcionando de distal para proximal. (Petrek et al, 2000). Brennan & Miller (1998) sugerem que as mangas pneumáticas produzem uma onda de pressão que ascende à extremidade superior do membro superior ou inferior, levando a que o  fluído linfático acompanhe essa onda de pressão, o que permitirá o transporte do fluído retido em direção às estruturas linfáticas que podem ajudar na sua remoção. 
  •  Aplicação de Bandas Multicamadas
As bandas multicamadas utilizadas para o tratamento do linfedema comportam-se como um “envelope” não elástico. (Leduc et al, 1998).
Um efeito secundário do linfedema é a redução da elasticidade da pele, que se repercute na perda de pressão dos tecidos, levando à acumulação de linfa. A aplicação deste tipo de bandas confere a compressão externa necessária para que o músculo possa exercer uma função “bombeadora”. (Mondry et al, 2004) Este facto irá permitir aumentar o fluxo linfático (Leduc et al, 1990, citados por Leduc et al, 1998), ajudando também na redução da fibrose do linfedema. (Mondry et al, 2004).
  • Exercícios Isotónicos
A realização de contração muscular isotérica, durante a utilização das bandas, resulta num aumento considerável da reabsorção do linfedema (Leduc et al, 1998) causada pela contração rítmica e em série dos músculos envolvidos. (Cheville et al, 2003)
Estes exercícios, repetidos, exercem uma força de compressão sobre as estruturas linfáticas, através da contração e relaxamento alternados dos músculos, ativando a contração do músculo liso existente no interior das paredes dos coletores linfáticos. (Cheville et al, 2003).
  • Cuidados de Higiene com a pele
Os objetivos destes cuidados são, essencialmente, minimizar a colonização de bactérias e fungos e hidratar a pele (prevenindo o aparecimento de “fendas”). (Cheville et al, 2003) A segunda fase, Manutenção, tem início após o utente receber “alta” dos tratamentos de fisioterapia e tem como objetivo manter os efeitos obtidos na fase de redução, evitar a reacumulação de linfa e prevenir a fibrose dos tecidos. Deverá englobar o uso contínuo da manga de contenção elástica e os cuidados de higiene com a pele.

Tabela I- Apresentação esquemática das fases de tratamento e respetivos objetivos


                  FASE DE REDUÇÃO
FASE DE MANUTENÇÃO

DLM – para desorganizar proteínas e reabsorvê-las.


Pressoterapia - para drenar sobretudo a componente líquida do linfedema (água).


Bandas Multicamadas – deverão ser mantidas  após cada sessão de tratamento (dia e noite), para dar continuidade à drenagem.
Exercícios Isotónicos – Contração muscular para potenciar o efeito das Bandas multicamadas. 





Contenção Elástica – para manter os resultados atingidos na fase de redução.


Cuidados de Higiene com a pele – para prevenir o “reaparecimento” do linfedema.

BIBLIOGRAFIA


Brennan, M. & Miller, L. (1998). Overview of treatment options and review of the current role and use of compression garments, intermitent pumps, and exercise in the management of Lymphedema. American Cancer Society Lymphedema Workshop – Supplement to cancer, 83 (12), 2821-2826.


Cheville, A. et al (2003). Lymphedema Management. Seminars in Radiation Oncology, 13 (3), 290-301.

Leduc, O. et al (1998). The Physical Treatment of Upper Limb Edema. American Cancer Society Lymphedema Workshop – Supplement to Cancer, 83         (12), 2835-2839.

Mondry, T. et al, (2004). Prospective Trial of Complete Descongective Therapy for Upper Extremity Lymphedema after Breast Cancer Therapy. The Cancer J   ournal, 10 (1), 42-47.

Petrek, J. et al, (2000). Lymphedema: Current Issues in Research and Management. A cancer Journal for Clinicians, 50 (5), 292-306.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Descubra uma nova forma de dar e receber








A Physioclem tem para lhe oferecer, este Natal, uma campanha de bem-estar muito especial. Durante todo o mês de Dezembro, vai descobrir uma nova forma de Dar e Receber, por cada voucher de bem-estar que ofereça, recebe 10 euros de desconto imediato.

A campanha, que decorre na Physioclem de Alcobaça e de Leiria, é válida para qualquer tratamento de bem-estar.

Não perca mais tempo a pensar no presente ideal para aquela pessoa especial. Visite a Physioclem e saiba mais sobre a nossa campanha especial de Natal.

Feliz Natal!!!