terça-feira, 30 de agosto de 2011

Fisioterapia em condições músculo-esqueléticas




Para facilitar o estudo e classificação das doenças do corpo humano, este foi dividido em grupos relacionados com os vários sistemas do organismo. Assim, um dos grupos engloba as perturbações do sistema muscular ou músculo-esquelético (perturbações dos ossos, articulações e músculos).
As perturbações músculo-esqueléticas (ME) são extremamente comuns e incluem mais de 150 doenças e síndromes diferentes, estando habitualmente associadas a dor e inflamação. Estas condições são a principal causa de dor crónica e de incapacidade.
      Neste grupo, incluem-se patologias do foro ortopédico, traumatológico e reumatológico, nomeadamente:
- Lesão dos tecidos moles (contusão, rutura tendinosa ou muscular, lesão cápsulo-ligamentar, lesão neural periférica, lesão por hipersolicitação, entre outras);
- Síndromes compartimentais (por exemplo, o síndrome do túnel cárpico, síndrome do túnel társico, entre outros);
- Alterações posturais (segmentares, como alterações do eixo articular de uma dada articulação ou multisegmentares como escoliose, cifoescoliose, hipercifose, hiperlordose, e muitos outros tipos de atitudes posturais erradas);
- Patologias/Deformidades da coluna (incluindo lombalgia, dor ciática ou ciatalgia, dorsalgia, cervicalgia, cervicobraquialgia, entre outros);
- Hérnias discais;
- Alterações da neurodinâmica;
- Reabilitação pós-fratura;
- Reabilitação pós-cirúrgica;
- Luxação/Subluxação;
- Artrose;
- Osteoporose;
- Artrite Reumatóide;
- Espondilite Anquilosante;
- Doenças reumáticas periarticulares ou das partes moles;
- Outras síndromes de dor e fadiga crónicas.
O objetivo principal da intervenção da fisioterapia, neste tipo de patologias, passa pelo alívio e/ou resolução dos sintomas associados, com vista à otimização da função. Para tal, deve conseguir resolver a causa primária da origem dos sintomas, quando tal é possível. Pretende-se ainda implementar estratégias que visam a prevenção deste tipo de problemas ou a sua reincidência. Por outro lado, pretende também assegurar que as pessoas que sofrem de problemas músculo-esqueléticos crónicos desfrutem de uma vida com qualidade e independência.
Neste contexto de intervenção, o fisioterapeuta começa por identificar diferentes mecanismos que conduzem às disfunções do movimento e à lesão tecidular, reconhecendo a contribuição dos vários fatores que estão na sua origem, de forma a poder estabelecer o Diagnóstico Funcional da Fisioterapia.
A partir deste diagnóstico e do diagnóstico médico, o fisioterapeuta determina as estratégias de intervenção mais apropriadas para atender às alterações da mobilidade, resultantes dos desequilíbrios a nível local ou global, da força muscular e da estabilidade articular.
Para este tipo de intervenção, o fisioterapeuta pode recorrer a muitas técnicas diferentes: terapia manual, baseada no exercício, técnica electro-física e de ensino/aconselhamento:
- Técnicas manuais de mobilização dos tecidos moles;
- Alongamento e relaxamento mio-fascial;
- Mobilização neural;
- Mobilização articular;
- Drenagem linfática e venosa;
- Técnicas de correção postural;
- Técnicas que visam o treino do movimento normal e exercícios com vista à melhoria da força muscular e estabilidade articular;
- Eletroterapia, laserterapia, magnetoterapia, ultra-som, termoterapia (calor húmido, gelo);
- Pressoterapia;
- Técnicas de imobilização funcional (ligaduras);




  
          Nos últimos 20 anos, as pesquisas científicas na área da fisioterapia aumentaram muito em número e qualidade. Hoje em dia, existem inúmeras revistas, jornais e sites nos quais estão publicados milhares de artigos que fundamentam a intervenção do fisioterapeuta. Assim, hoje, podemos assegurar que a intervenção destes profissionais é baseada na evidência científica e, por isso, os seus resultados estão comprovados e podem ser muito positivos. A relação custo/eficácia é normalmente muito positiva.
             A fisioterapia músculo-esquelética destina-se a indivíduos de todas as idades, que possuam este tipo de lesões ou que pretendam fazer um trabalho preventivo das mesmas. Também se destina a grupos de pessoas, intervindo em classe.
Fruto do stress do dia a dia, das tensões musculares e fasciais, das más posturas adotadas e mesmo de fatores hereditários, é normal que o corpo adote posições que não vão ao encontro da melhor posição anatómica para permitir uma durabilidade maior das estruturas do corpo. A isto acresce ainda os microtraumatismos normais no decorrer de muitas das atividades feitas no trabalho ou nas atividades feitas com mais frequência, como o desporto ou as tarefas de casa (domésticas), os excessos de carga ocasionais e mesmo os erros alimentares e de hidratação, que trazem perturbações nas estruturas músculo-esqueléticas (micro-lesões) com a instalação de pequenos processos inflamatórios. Estes por sua vez obrigam o corpo a adotar movimentos/posturas de defesa para evitar a dor, dado que é um dos pilares essenciais da nossa "programação": o evitar a dor. Estes movimentos e/ou posturas ligeiramente alterados vão também contribuir para a alteração do alinhamento das partes do corpo e assim de todo o conjunto.
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Com o passar do tempo, a modificação das forças exercidas na articulação pode levar à sobrecarga numas regiões e o inverso noutras, assim como a limitação do movimento nuns segmentos (hipomobilidades) e noutros segmentos hipermobilidades compensatórias. Estas perturbações levam a uma danificação progressiva das estruturas do corpo em regiões muito específicas e, assim, à instauração da patologia músculo-esquelética. Quando fazemos uma avaliação muito pormenorizada da postura e movimento do corpo, é-nos possível ter uma ideia muito concreta sobre os locais onde há maior probabilidade de surgir patologia. Se quebrarmos o ciclo descrito, ao evitar as alterações do alinhamento, através da restauração da mobilidade normal, libertação das tensões musculares e fasciais e de aderências causadas pelos micro-traumatismos e promovendo uma postura mais correta, podemos evitar a instalação da patologia músculo-esquelética.
Este trabalho preventivo é de extrema importância.
A fisioterapia também tem um papel importante no tratamento e prevenção das Lesões Músculo-esqueléticas Ligadas ao Trabalho. Estas são doenças relacionadas com o trabalho, causadas por um conjunto de traumatismos repetidos, cumulativos e de tensão muscular. São principalmente resultado de movimentos ou de posturas forçadas. São fatores de risco o trabalhar em posições dolorosas ou mantidas durante muito tempo, carregar cargas pesadas, executar tarefas “curtas” e repetidas ou movimentos repetidos, o stress, o desconhecimento, entre outros. Os quadros clínicos mais frequentes são o Síndrome do Túnel Cárpico, tenosinovites, tendinites, bursites, dores musculares e perturbações articulares, provocados por desequilíbrio muscular e/ou alteração do eixo articular (lombalgias, cervicalgias, ombro doloroso, entre outros).
A Fisioterapia no Desporto é outra área específica da fisioterapia Músculo-esquelética que intervém na prevenção, no tratamento e na reeducação de disfunções e/ou lesões resultantes da prática desportiva e/ou atividade física, desde os momentos iniciais até à completa reintegração desportiva dos praticantes. Atua na promoção e na educação para a saúde desportiva, junto dos praticantes e suas famílias, treinadores e restantes agentes desportivos, bem como, junto dos meios de comunicação social. Destina-se a todos os desportistas, qualquer que seja a sua idade, o seu nível de atividade e desempenho desportivo. A intervenção da fisioterapia no desportista com disfunções ou lesões, deverá ter sempre em conta o contexto bio-psico-social do mesmo, de forma a contribuir para um ótimo desempenho desportivo, dentro das melhores condições de segurança, minimizando os riscos da prática e simultaneamente contribuindo para a saúde e bem-estar global dos indivíduos (In “Modelo de Intervenção do Fisioterapeuta no Desporto” (2000). Grupo de Interesse em Fisioterapia no Desporto da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas).


           No contexto da Fisioterapia Músculo-esquelética, a Physioclem procura destacar-se sobretudo pela formação e especialização dos seus profissionais de modo a conseguir sobressair no mercado pela prestação de serviços de excelência atuando com independência, respeito e honestidade para com os nossos clientes.
            Com uma prática baseada no conhecimento, experiência e evidência científica, e um modelo de intervenção centrado na satisfação dos nossos clientes, prestamos um serviço de elevada qualidade com um controlo frequente durante todo o período de tratamento até ao momento da alta. Sempre que consideramos necessário elaboramos relatórios de avaliação funcional e comunicamos frequentemente com outros profissionais de saúde de forma a garantir o melhor acompanhamento possível a cada paciente.
            A nossa atuação rege-se pelos “Padrões de Prática” e “Princípios Éticos” da Confederação Mundial de Fisioterapeutas (ER-WCPT), adotados também pela Associação Portuguesa de Fisioterapeutas (APF, 2005).
           Equipada com gabinetes individuais para cada doente, a Physioclem possui os meios técnicos necessários ao bom desempenho das funções do nosso corpo clínico, dando assim uma resposta eficaz a todos os que procuram os nossos serviços.
           Porque queremos estar “de mãos dadas pela sua saúde”. 
Marco Clemente
Fisioterapeuta/Osteopata Physioclem


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Fisioterapia ajuda a combater Incontinência Urinária








Muitos são aqueles que ainda têm dúvidas sobre como combater a Incontinência Urinária. Um problema que, ao contrário do que se possa pensar, afeta igualmente o sexo feminino e o masculino, em diferentes períodos da vida.
A fisioterapia é uma das formas de prevenir e tratar a incontinência urinária, através do trabalho de fortalecimento dos músculos do pavimento pélvico. Estes músculos são o chão da pélvis, que suportam todos os órgãos e participam também no encerramento da uretra. Fala-se em incontinência urinária quando há uma perda involuntária de urina que é suficientemente frequente para se tornar um problema social ou de higiene. A faixa etária mais afetada é a partir dos 50 anos, fruto de problemas relacionados com a menopausa nas mulheres e com a próstata nos homens, mas pode também surgir noutra qualquer idade e ter várias causas: hormonais, pavimento pélvico danificado na gravidez, prática de desporto de grande impacto, entre outras. A incontinência urinária pode surgir durante a gravidez, com a tosse ou os espirros, ou aquando de certos movimentos corporais mais bruscos e intensos. Pode também estar relacionada com uma infeção urinária, com consequências de uma lesão pélvica, tratamentos de radioterapia, ou com certas patologias médicas e neurológicas.
Estima-se que apenas 50% das pessoas afetadas procura ajuda, sendo que muitas tentam viver com o problema, recorrendo a fraldas ou outros produtos absorventes, com consequentes mudanças no seu estilo de vida. Provavelmente, esta atitude prende-se com o facto de se sentirem embaraçados ou envergonhados com o facto de admitirem esta condição perante alguém.
O recurso à fisioterapia, como método de tratamento, ainda não é muito divulgado. Porém, é, sem dúvida, um dos mais eficazes no combate a este problema.
A fisioterapia procura fazer uma reeducação dos músculos do pavimento pélvico, principalmente para fortalecer ou reativar esses músculos, que são importantíssimos para conseguir manter os esfíncteres fechados de forma a encerrar a uretra e não permitir que a urina saia.
Cada caso deve ser tratado individualmente. Nas primeiras semanas de fisioterapia, os pacientes começam a ver o resultado do fortalecimento destes músculos. Normalmente, é estipulado o tratamento na clínica uma vez por semana, mas é imprescindível continuar os exercícios musculares em casa.
Vânia Clemente e Ana Catarina Almeida
Fisioterapeutas Physioclem
www.physioclem.pt