quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tratamento Escoliose – Reeducação de Postura Global






O que é a Escoliose?

A escoliose é uma deformação morfológica tridimensional da coluna vertebral. Verificando-se quando há um desvio da coluna no plano frontal para a esquerda ou direita, resultando em um formato de "S" ou "C", acompanhado de uma rotação e de uma gibosidade (corresponde a uma látero-flexão vertebral).


                                      
                                 Coluna sem alterações    Coluna com Escoliose


Quais as causas da Escoliose?


A escoliose pode ter diversas causas, tendo sido identificadas cinco principais origens:
- Escolioses de adaptação – um membro inferior mais curto, uma rotação da bacia, um torcicolo, etc.,  obrigando a coluna vertebral a colocar-se numa situação de compensação.
- Escolioses congénitas – aquela que ocorre devido a malformações ou anomalias vertebrais (ex: uma vértebra cuneiforme, uma artrodese vertebral, etc. levam a uma adaptação da coluna vertebral).
- Escolioses neuromusculares e distróficas – desenvolvem-se associadas a patologias neurológicas e musculares, como: paralisia cerebral, mielomeningocelo, poliomielite, distrofias musculares, etc.  
- Escolioses antálgicas – frequentemente chamadas falsas escolioses, são provocadas devido à atuação dos mecanismos automáticos de defesa, cujo papel é de mascarar a dor. Neste tipo de escolioses, na maioria dos casos, a dor é de origem lombar ou sacro-ilíaca.
- Atitude Escoliótica – muitas vezes confundidas com as escolioses antálgicas, porque apresenta-se da mesma forma. No entanto, não existe causa dolorosa aparente.
- Escolioses essenciais ou idiopáticas - são aquelas de causas desconhecidas. Cerca de 80% das escolioses são idiopáticas. Ultimamente tem-se dado ênfase a um fator genético ligado ao sexo para as escolioses idiopáticas. A escoliose idiopática, de acordo com a sua  faixa etária, pode ser classificada como: escoliose infantil (até 3 anos); escoliose juvenil (dos 3 anos até a pré-adolescência); escoliose adolescente (geralmente nas meninas).

Como podemos classificar as escolioses?
Escoliose com uma única curva:



Escoliose Cervical




           Escoliose dorso-lombar





           Escoliose dorsal


Escoliose com duas curvas:

 
 

Como diagnosticar uma Escoliose?
O diagnóstico clínico é realizado por um médico, normalmente por um especialista em Ortopedia. Após este, deve ser feito o diagnóstico funcional por um Fisioterapeuta especializado em Escolioses. O prognóstico vai depender do grau de curvatura escoliótica e das suas complicações, que por sua vez irá ajudar a definir qual o melhor tratamento a ser aplicado: se Fisioterapia pelo método de Reeducação Postural Global (RPG), uso de colete (bons resultados quando associado ao RPG) ou intervenção cirúrgica.
Quais as vantagens da técnica de RPG como tratamento da Escoliose?
Esta técnica tem como objetivos restabelecer a funcionalidade e flexibilidade normais novamente da coluna, tendo a capacidade de moldar a coluna em todas as dimensões, tanto na estrutura articular vertebral como muscular, reorganizando-a e promovendo uma modelagem estrutural de forma superficial e eficiente na sua correcção. A RPG tem uma visão global do indivíduo corrigindo todas as compensações provocadas pela escoliose, fixando uma nova consciência do esquema corporal normal, redireccionando para a normalidade, aliviando e eliminando dores com eficácia. A RPG tem ainda um contributo importante a nível psicológico e emocional, minimizando possíveis traumas através dos resultados não só do ponto de vista doloroso, como também do ponto de vista estético.
Já fiz Fisioterapia mas não tive melhoras significativas, o RPG pode dar resultados mais eficazes?
Visando o indivíduo como um todo, e composto por um conjunto de cadeias musculares interligadas, é que a RPG trata dores existentes há anos. A técnica de RPG tem sido reconhecida como uma das melhores técnicas para correção das Escolioses, mesmo com complicações graves e até preparatórias para cirurgia. A fisioterapia clássica trata a região dolorosa, de forma segmentar e localizada, porém nem sempre aquela região é a causa, pode ser a consequência de outras lesões/problemas – sistema causa-consequência. Por este motivo, é que determinadas dores persistem por milhares de tratamentos medicamentosos e fitoterapêuticos sem apresentar a cura total. Não quer dizer que sejam tratados de forma errada, mas sim sem tratar a causa do problema, ou seja, uma região de dor sobrecarregará uma outra, que encurtará outra e que por sua vez se vai manifestar por dor. Muitas vezes, as escolioses estão associadas a outras alterações, como: cifose dorsal, retificação ou inversão da curva dorsal, hiperlordose lombar, hiperlordose ou retificação cervical.
O médico falou em utilizar colete para corrigir a minha escoliose, o RPG pode substituir?
O tratamento da Escoliose está dependente do grau de angulação, podendo haver a necessidade de conjugar várias estratégias de tratamento, portanto ao relacionar o grau da angulação da escoliose e o tratamento correspondente, temos:
1) 0 a 20 graus: há necessidade de realizar RPG;
2) 20 a 30 graus: RPG e uso de colete ortopédico;
3) 30 a 40 graus: RPG e uso do colete ortopédico;
4) 40 a 50 graus: tratamento cirúrgico e RPG (depende da indicação médica).
Quando é que se deve começar tratamentos? Qual a duração dos tratamentos?
A duração do tratamento varia de 6 meses a 2 anos, dependendo da gravidade dos casos, com sessões semanais individuais com a duração de uma hora. Há a necessidade de um acompanhamento de manutenção, principalmente em adolescentes até atingirem a idade adulta. O tratamento deve-se iniciar precocemente, ou seja, imediatamente após o diagnóstico clínico de Escoliose.

Fisioterapeuta Ana Amado,
Formada em Reeducação Postural Global e com formação avançada em Escoliose

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sociedade Civil | APF – Grupo de Interesse em Fisioterapia Cardio-Respiratória





Bronquite e broncopneumonia 

A Associação Portuguesa de Fisioterapeutas esteve representada, através do GIFCR, no programa da RTP2 – Sociedade Civil, que decorreu no dia 9/02/11, subordinado ao tema “Bronquite e broncopneumonia”.
O colega Paulo Abreu apresentou os argumentos para a intervenção do fisioterapeuta nas situações de infeção respiratória, ilustrando a prática clínica com o testemunho e intervenção numa utente.
A reportagem e as intervenções do painel de convidados valorizaram a imagem do fisioterapeuta e contribuíram para uma melhor informação do público sobre o nosso contributo para a promoção da saúde, prevenção e tratamento da doença.
Para visualizar o programa e a reportagem (minuto 74), aceda ao site:




segunda-feira, 18 de abril de 2011

Osteopatia pediátrica: o que pode fazer pelo seu bebé





Cólicas, irritabilidade, distúrbios do sono, obstipação, bolçar excessivo, otites, deformações do crânio, torcicolos. Estes são alguns dos habituais problemas dos bebés nos primeiros tempos de vida que a osteopatia pediátrica pode ajudar a resolver.
O bebé está sujeito a sucessivas compressões durante os últimos meses de gestação. À medida que vai crescendo, o espaço na barriga da mãe vai diminuindo. Depois vem o trabalho de parto, no qual as compressões se intensificam principalmente quando é necessário o recurso a fórceps ou a ventosa. Todos estes acontecimentos, podem provocar pequenas sequelas cranianas que embora não sendo graves, podem estar na origem de muitos dos habituais problemas dos bebés nos primeiros dias de vida.

Um dos casos mais comuns é a compressão de alguns nervos, que saem na base do crânio e que quando perturbados podem levar a sintomas nos bebés, como as cólicas, refluxo gastro-esofágico, bolçar excessivo e/ou dificuldades na sucção. Outros problemas mecânicos no crânio desencadeiam alterações do normal arejamento ou fluxo de líquidos. É o que acontece em muitas otites de repetição e nas situações de obstrução do canal lacrimal. Todas estas situações são detetadas por testes de mobilidade e elasticidade dos ossos e membranas do crânio do bebé e são tratadas pela osteopatia recorrendo a técnicas manuais suaves.

Outra das situações que pode beneficiar com o tratamento de osteopatia é uma deformação muito comum no crânio, em que a cabeça do bebé apresenta uma forma oblíqua. Esta situação é, muitas vezes, reversível apenas com a aplicação de técnicas osteopáticas cranianas e outras vezes com o auxílio de um “capacete” de correção.

O torcicolo congénito no bebé, em que este é incapaz de rodar o pescoço para um dos lados consequência de fibrose e encurtamentos musculares maioritariamente benignos, é outra situação pode ser corrigida com técnicas manuais de mobilização e alongamento.

A Osteopatia é uma disciplina científica que estuda as disfunções do movimento ao nível neuro-musculo-esquelético, visceral e craniano, tratando com recurso a técnicas exclusivamente manuais com o objetivo de eliminar a dor, promover o equilíbrio das tensões e normalizar as pressões. 




Marco Clemente e Luís Nascimento

Fisioterapeutas/Osteopatas

terça-feira, 5 de abril de 2011

Physioclem abre nova clinica em Torres Vedras





A Physioclem abriu, esta semana, uma nova clínica em Torres Vedras, junto à Expotorres. Trata-se de mais um espaço dedicado aos cuidados de fisioterapia, osteopatia e bem-estar.

Tal como em Alcobaça, Caldas e Leiria, também em Torres Vedras vamos prestar um serviço especializado em cada área de atuação. Pretendemos distinguir-nos pela prática baseada na evidência científica e por um modelo de intervenção centrado no paciente apostando em resultados mais rápidos para um retomar das atividades da vida diária mais precoce.

Quem procura os cuidados de saúde da Physioclem encontra um ambiente de privacidade, com gabinetes individuais e acolhedores, bem como profissionais experientes dedicados ao tratamento e reabilitação de doentes com patologias músculo-esqueléticas, neurológicas, respiratórias, cardíacas, vasculares e linfáticas, vestibulares, uro-ginecológicas, oncológicas e também à preparação para o nascimento e reabilitação pós-parto.

Na Physioclem, todos os casos são alvo de um controlo e reavaliação constantes privilegiando-se o contacto com outros profissionais de saúde que acompanham o paciente.

Além da fisioterapia também pode encontrar tratamentos de Bem-Estar, com uma vasta oferta de massagens de relaxamento e anti-stress, bem como classes individuais ou em grupo de correção postural, pilates clínico e stretching que procuram incentivar a um estilo de vida ainda mais saudável.

Com uma experiência de 8 anos, e provas dadas em Alcobaça, Caldas da Rainha e Leiria, o novo espaço em Torres Vedras pretende ser, à semelhança de todos os outros, uma clínica de referência e da confiança de todos os que a procuram.

Esperamos trazer um novo conceito de Fisioterapia a Torres Vedras.

De modo a divulgar os nossos serviços, ao longo deste mês, estamos a oferecer uma avaliação e tratamento pelo que poderá aproveitar a oportunidade ou aconselhá-la a um amigo.

Physioclem aposta em Osteopatia em Alcobaça, Leiria e Torres Vedras




A Physioclem, clínica de fisioterapia, osteopatia e bem-estar, tem apostado, cada vez mais, na área da Osteopatia, não só através da formação dos seus profissionais, como também na divulgação desta prática junto do público em geral.

A Osteopatia é uma disciplina científica que estuda as disfunções do movimento ao nível neuro-musculo-esquelético, visceral e craniano, com base em técnicas exclusivamente manuais, com o objetivo de eliminar a dor e promover o equilíbrio da saúde.

A Osteopatia foi criada pelo Dr. Andrew Taylor Still, em 1874. Das suas experiencias clínicas surgiu uma proposta para uma nova filosofia médica que designou de “Osteopatia”, do grego osteo significando osso e pathy, sofrimento. Esta prática é reconhecida desde 1974 nos Estados Unidos da América, sendo igualmente reconhecida em alguns países da Europa, nomeadamente em Inglaterra, França, Bélgica, Suíça, Alemanha, entre outros.

Em Portugal, fruto da falta de regulamentação da profissão e do seu ensino, a formação base destes profissionais é muito variada, sendo a Escola de Osteopatia de Madrid, a lecionar no nosso país desde 2002, uma das instituições de ensino mais reconhecida, com um curso de 6 anos exclusivamente para Fisioterapeutas.

Qual a diferença entre a Osteopatia e a Fisioterapia em geral?
Além de um maior domínio das técnicas manipulativas articulares, a Osteopatia distingue-se por fazer uma constante procura da causa da sintomatologia (em vez de simplesmente resolver os sintomas) e por relacionar os sistemas músculo-esquelético com o visceral, o craniano e o vascular. É uma terapia que pretende ser holística e cujos resultados são muito rápidos.
É importante, muitas vezes, que o Osteopata trabalhe em parceria com o Fisioterapeuta, uma vez que o primeiro faz uma libertação e re-harmonização geral e o segundo trabalha para manter a nova postura, nomeadamente os músculos com vista ao treino de estabilidade articular. Deste modo, a Osteopatia e a Fisioterapia podem ser complementares.
A Osteopatia está indicada em todas as situações cuja disfunção do movimento ou da mobilidade esteja na base do problema: cefaleias, enxaquecas, dor de origem articular, ligamentar ou muscular, discopatias (discartrose, hérnia ou protusão discal), sequelas de traumatismos na cabeça ou outro local, sequelas de acidente de viação (Wiplash), disfunção da Articulação Temporomandibular, disfunção da deglutição ou da digestão (por hérnia do hiato ou apenas por tensão fascial), disfunções intestinais (por exemplo prisão de ventre ou colite), dor pélvica crónica, entre muitos outras.
A Physioclem conta com um grupo de profissionais experiente capaz de integrar de forma eficaz a Fisioterapia e a Osteopatia, promovendo assim melhores resultados no tratamento dos seus utentes.
Marco Clemente, Fisioterapeuta e Osteopata 

sábado, 2 de abril de 2011

Reeducação Postural Global: Qual a relação entre postura e estética?


Assista ao vídeo que explica como a RPG ao corrigir postura, pode proporcionar resultados estéticos surpreendentes.
A RPG é uma técnica especializada no tratamento da postura, os resultados estéticos são apenas a consequência dessa correção postural.
O criador da RPG, Philippe Souchard faz questão de alertar: RPG é para corrigir postura e é eficaz na eliminação das “gordurinhas”, só nos casos em que elas são causadas por problemas de postura: "Nós não criamos deformações. Estamos aqui para corrigir as deformações”.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Reabiltação após Acidente Vascular Cerebral (AVC)



No dia 31 de Março, assinala-se o "Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral". Sendo esta uma as principais causas de morte em Portugal, é preciso transmitir o máximo de informação a toda a população que pode estar ou vir a lidar, direta ou indiretamente, com este problema.

Dados demonstram que em Portugal ocorrem seis AVC por hora, sendo este considerado um dos maiores motivos de incapacidade no nosso país. Chega sem aviso e pode afetar qualquer idade, com maior incidência a partir dos 65 anos. Um terço das pessoas que sofrem um AVC morre, um terço fica muito incapacitado e apenas um terço fica com sequelas ligeiras.

A reabilitação é uma das partes mais importantes do tratamento para aqueles que sobrevivem a um Acidente Vascular Cerebral, devendo ser iniciada numa fase precoce, logo nos primeiros dias após o AVC, ainda durante o internamento hospitalar, e, posteriormente, ter continuidade numa unidade especializada em reabilitação destes pacientes ou no domicílio. O doente deverá continuar sempre o seu processo de reabilitação dado que este é a única forma de manter as suas capacidades em pleno.

Após um AVC, a vida do doente transforma-se e é preciso ajudá-lo a adaptar-se às suas dificuldades, favorecer sua recuperação funcional, motora e neuropsicológica, promovendo a sua integração familiar, social e profissional, contribuindo assim para a recuperação da sua autoestima.

A Fisioterapia assume um papel fundamental no processo de reabilitação, procurando voltar a ensinar ao paciente com AVC atividades motoras simples do dia a dia como andar, sentar, estar de pé, deitar, fazer a sua higiene diária, etc., contribuindo para que o paciente se torne o mais autónomo possível.

A reabilitação é possível graças à enorme capacidade do cérebro em aprender e mudar. Hoje em dia, sabe-se que o fenómeno denominado de neuroplasticidade permite que as células de outras áreas do cérebro, que não foram afetadas pelo AVC, possam assumir determinadas funções realizadas pelas células da área afetada.

Os primeiros três a seis meses após o AVC são os mais importantes no processo de readaptação, pois é neste período que o doente pode recuperar a maioria dos movimentos voluntários. Ainda assim, nos meses e anos seguintes, é fundamental continuar a trabalhar para a manutenção das suas capacidades funcionais.

É importante não esquecer que um AVC envolve não somente o paciente, como a sua família e amigos próximos e que todos acabam por fazer parte, na medida das suas possibilidades, no seu processo de reabilitação.

Na Physioclem, clínica de fisioterapia osteopatia e bem-estar, encontra fisioterapeutas com especialização e experiência em situações neurológicas pós AVC, contribuindo ativamente para a sua recuperação.

Vânia Clemente e Jéssica Margarido
Fisioterapeutas Physioclem