quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Melanie Santos: a jovem alcobacense que não desiste e luta pelos seus sonhos





Tem uma voz doce. Quando a conheço, às portas das Piscinas do Jamor, confirmo que não é apenas a voz. São também os gestos, o rosto, o comportamento e os sonhos. Melanie Santos é a triatleta alcobacence, que ambiciona os Jogos Olímpicos. É Mel que a chamam. E é tão fácil de entender porquê… Recentemente, assinou contrato com o Benfica.
Tem apenas 21 anos e uma ambição bem definida: os Jogos Olímpicos. É este o sonho que a “acorda” cedo. Tem uma carga horária de treino bem definida. Os dias são passados entre piscina, corrida e ciclismo. Junta-se, este ano, o curso de Publicidade e Marketing que está a frequentar na Escola Superior de Comunicação, em Benfica. Momentos de descanso são muito poucos. Para a família, tem pouco mais do que o domingo à tarde. “Normalmente, e sempre que posso, faço uma visita à minha mãe”.
Não é apenas a mãe que Mel visita. Também Marco Clemente a recebe, mesmo em dias em que a clínica está fechada. “Tem sido fantástico. Como não consigo ir durante a semana, tenho sessões de fisioterapia ao sábado. Tem feito um trabalho sensacional na prevenção e sempre que tenho alguma lesão toma conta de mim. Antes tinha muitas dores num ombro e frequentes tendinites, agora sinto-me bem”, testemunha.
Mel nasceu na Suíça e foi lá que viveu até aos 11 anos. Portugal era sinónimo de férias de verão. A sua irmã, Iolanda, mais velha 9 anos, foi a razão da sua mudança para Portugal. “No início não queria vir, porque tinha lá os meus amigos, mas depois comecei a sentir a falta da minha irmã que estava na Universidade”. 
Aos 11 anos vem para Portugal. Fica em casa de uns tios maternos, em Amarante. “Era muito feliz ali, porque dou-me muito bem com os meus primos, que são praticamente da mesma idade”. Entretanto começa a “sentir-se a crise”. O pai, Carlos, acaba por ficar na Suíça e mãe, Ana Maria, decide vir para Alcobaça, terra do marido.
Embora sem “dar por ele”, o desporto faz parte da sua vida desde pequena. “Lembro-me de praticar natação. Para os meus pais, era uma exigência a necessidade de praticar um desporto”. Já ali, e olhando para trás, percebe que sempre foi competitiva: “Gostava de terminar em primeiro lugar e naquele momento dava sempre tudo. Queria que o meu fato de banho tivesse muitos emblemas e a minha mãe ficava muito orgulhosa em aplicá-los. 
Na escola, ainda na Suíça, tinha muitas atividades ao ar livre. Uma vez por ano, os alunos competiam entre escolas. “Corria sempre e fazia de tudo para ganhar. Uma brincadeira que levava a sério”.
Os pais cedo a ensinaram a ser independente. Na Suíça, com a sua trotineta “corria” até à fronteira, onde vivia uma amiga. “Já me conheciam e riam-se cada vez que passava”. 
Em Alcobaça, começou a frequentar o CNAL. Pela escola, participava em corta-matos. “Durante 3 anos, fui sempre a 8ª a nível nacional”. Chegou a participar em provas de estafetas com amigas, que acabaram por desistir. Quis fazer o mesmo, a adolescência começava a falar mais alto, mas a persistência da mãe mantiveram-na no ativo.
O pai de uma amiga, Mário Rocha, desafia-a a fazer treinos de bicicleta, para somar à corrida e à natação. Não esquecendo a também ajuda preciosa de Paris Silva na revelação das suas paixões. Entretanto surge uma prova de deteção de talentos em Rio Maior. Dá nas vistas e recebe o convite de dois clubes. Vai para o Alhandra.
“Corria sempre bem. O ciclismo era a minha maior dificuldade. A ajuda do Mário e do Paris foram fundamentais. Por vezes, chorava sem conseguir controlar, porque não atingia os meus objetivos”, lembra Mel.
Passado um ano, chega outro convite irrecusável. Segue para o Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho. Só aos fins de semana vinha a casa. Ainda não sentia o “chamamento”, nem se sentia apaixonada pelo que fazia. “Perguntava-me muitas vezes se valia a pena tanto esforço e sofrimento, quando os resultados não eram especiais”. 
A sua capacidade era inquestionável, já a sua atitude deixava a desejar. Lino Barruncho, seu treinador desde que entrou para o triatlo, deixou-a pensar perante as suas frequentes indecisões: “Quando mudares a tua atitude, mudas tudo. São precisos 10 anos de treino  para atingir um bom nível”.  
Quando estava mais focada e a preparar-se para o Europeu, fez uma luxação, numa aula de Educação Física. Ausenta-se à força, durante dois meses. Começam novamente os fantasmas e, também, a adolescência a dominar os seus pensamentos. “Engordei, não me apetecia fazer nada. Os resultados não saiam. Perguntava se valia a pena tanto esforço. A minha mãe e o Lino foram o meu amuleto”.
Valia sim. Tanto valeu que um dia tudo começa a mudar, nomeadamente a sua atitude, o querer, o comportamento. 
Após o encerramento das instalações de Montemor-o-Velho, aquando da entrada de um novo presidente para a Federação de Triatlo de Portugal, muda-se para o CAR de Lisboa.
Até ao momento, já participou, em diferentes escalões, em campeonatos europeus e mundiais, bem como taças. “As WTS são as provas mais importantes e que nos levam aos Jogos Olímpicos. São provas mundiais de elite, por etapas”. 
Este ano viveu um sentimento agridoce. Por um lugar, ficou fora da competição mais apetecida para qualquer atleta. “Sem dúvida que vejo o triatlo como algo que quero na minha vida. Durante este ano (2016) trabalhei muito para ir aos Olímpicos. Esta época trabalharei ainda mais. Tudo farei para lá estar, porque é aqui que sou feliz, apesar das exigências diárias”. E recorda: “na prova decisiva para estar presente no Rio2016 acabei por desistir, não antes de dar tudo o que conseguia. Estava cansada. Estava há meio ano fora de casa, sempre a participar em provas. No final, enquanto chorava, o meu treinador abraçou-me e deu-me os parabéns. Senti uma grande gratidão…”.
É no CAR que tem uma segunda família. A maioria dos tempos livres é passada entre eles. “Vamos ao cinema, jantamos e passeamos. Todos os pequenos momentos contam”.
A independência, Mel conquistou-a cedo. Os pais sempre confiaram em si e deram-lhe as mãos nos momentos mais difíceis. Porém, foi a sua força de vontade que a fez mudar de atitude. Aconteceu no dia em que olhou para dentro de si e se questionou. Um excelente exemplo de alguém com apenas 21 anos, mas com uma maturidade e doçura acima da média.
Luci Pais

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Marco Clemente é um homem feliz, a fazer o que mais ama





Marco Clemente é inspirador, especial. Quando saímos de perto deste homem, que criou a Physioclem, somos pessoas mais ricas. Melhores seres humanos. É alguém que escuta, não se limitando a ouvir. Os seus conselhos são sábios. É um amigo da e para a vida. Cuidador é uma das palavras que melhor o definem. No dia em que completa 40 anos, partilhamos um pouco da sua vida, dos seus sonhos e da “casa” que criou.
Tem uma forma única de dizer cada frase. A maneira como olha para o que rodeia diz-nos que só está bem quando os outros também o estão. É aqui que entram os seus quatro filhos - Maria João, Diana, Rita e Manuel - e a mulher da sua vida, Vânia Clemente. Um caminho que constrói cheio de amor. Acredita que em cada ser humano, há uma resposta poderosa.
No Universo, encontra a paz que precisa e as respostas que alimentam a sua forma de estar. O trabalho, a família numerosa, não o impedem desta procura incessante. Por isso, encontra na meditação, na leitura, na simples observação do dia-a-dia pontos essenciais para prosseguir a sua viagem. “Movem-me muito aquelas quatro pessoas pequeninas”.
“Não é fácil falar sobre mim, estou muito mais habituado a escutar os outros”. Uma resposta verdadeira, sentida. Quem conhece Marco Clemente, sabe bem que é assim. “Sou cuidador, não tenho por hábito expôr-me. Gosto de ter uma postura mais humilde. No entanto, a dinâmica que se cria, acaba por nos pôr na liderança”. Um bom líder. Os textos dos fisioterapeutas e dos pacientes que fomos partilhando, ao longo deste ano, confirmam esta afirmação.
Por mais que tente, Marco jamais conseguirá esconder-se. Na sua mente, as ideias fluem com a mesma naturalidade com que fala. “Costumo dizer que sou um idiota. Tenho sempre ideias. Umas acabo por pôr em prática, outras aguardam o momento certo, mas gosto sempre de as transmitir e partilhar. São também os desafios que me movem”.
Quando entrou na universidade, em Alcoitão, o rapaz introvertido acabou por se soltar. “As ideias surgiam e tinha de as pôr em prática. Foi então que entrei para a associação de estudantes e, depois, para a Associação Portuguesa de Fisioterapia”. 
Aos poucos, a sua paixão pelos outros foi revelando-se. No final de 2012, num momento crítico para o País, Marco Clemente, em conjunto com pessoas que queriam fazer mais pela terra, criaram o Viver Alcobaça. “Tratava-se de um grito, num momento de crise. Fazer algo diferente, não deixando que apatia tomasse conta”. As primeiras atividades estavam relacionadas com a dinamização da economia local. As pessoas eram incentivadas a comprar no comércio local.
Pelo seu dinamismo, foi atribuído ao fisioterapeuta o prémio de Cidadania, pelo jornal O Alcoa.
Marco Clemente sentia que ainda podia fazer mais pela sua terra. Surge o Alcobaça Florida. Um projeto que pretendia florir não apenas varandas, janelas e ruas, como o interior de cada cidadão. “As flores são um símbolo fantástico. Acabámos por perceber que já existiam conceitos idênticos a desenvolver-se em Portugal e no mundo. Juntámo-nos. Ainda não tem o impacto que queremos, mas acreditamos que muito neste projeto que poderá envolver toda a comunidade”.
Para o fisioterapeuta, “não faz sentido estarmos em 94º no ranking dos Países mais Felizes do Mundo, de acordo com o Relatório Mundial da Felicidade de 2016”. E partilha o pensamento: “Somos dos países mais seguros, com menor criminalidade, com um clima extraordinário, paisagens inesquecíveis, gastronomia de excelência, mar e serra. Só não somos dos mais felizes, porque nos falta florir o interior”. 
Cuidar. Sempre cuidar. “Temos de aprender a dar mais valor ao que temos de melhor e reduzir o menos bom. Uma pessoa só pode florir quando se permitir a florir a si próprio”.
Ser fisioterapeuta, é algo que está no seu ADN. Lembra-se de fazer massagens ao pai. “Gostava de tratar com as mãos, mas não tinha ideia de que profissão se poderia transformar. Um dia foi ter com a psicóloga da escola, Ana Caldeira, e partilhei esta minha paixão. Foi quando ouvi falar de fisioterapia”. 
Assim, aconteceu. É fisioterapeuta. Entrou na escola que queria, na sua primeira e única opção. “É a profissão ideal para crescer enquanto pessoa. Cuidar dos outros leva-nos a dar muito de nós. Recebemos muito. Talvez, mais até do que damos”.
Marco Clemente tem um carinho especial pelos atletas que acompanha. Por vezes, quando estão do outro lado do mundo, ou mesmo perto, há uma mensagem a dar força. “É bom sentir que o que damos ajuda. Pratico mindfulness, para que estejam focados no momento”. 
Há uns anos, durante a uma formação, assistiu a um documentário que o sensibilizou. “A forma como olhamos para o mundo faz toda a diferença. No mundo, haverá sempre guerra e paz, tristeza e alegria, ódio e amor, fome e fartura… É a livre escolha e cada um faz a sua. O mundo é perfeito, porque tem tudo para todos”.
A sua escolha: “Eu prefiro o lado mais calmo, tranquilo. Toda a leitura que faço é na descoberta desse caminho”.
Família de sangue
Os filhos são as suas pedras preciosas. O maior valor da sua vida. “Fazem parte de mim, já nem sei como era a vida antes deles. Não os amo com sentimento de posse. São quatro pessoas com quem fiz um acordo de parceria, de amor, que se deixam cuidar por mim e pela Vânia”.
Vânia Clemente. Outro dos amores da sua vida. “É a minha companheira. A mulher da minha vida. Faço 40 anos. Metade da minha vida foi ao seu lado. Somos muito diferentes, mas com muitas semelhanças pelo meio. É uma mulher muito dinâmica, uma comunicadora nata. É uma excelente mãe e cuidadora”. 
Os pais, Carlos e Rosália, são outros companheiros da sua viagem. “Tenho crescido muito ao lado do meu pai. Trabalhamos juntos e damo-nos muito bem. A minha mãe, à semelhança do meu pai, está sempre por perto, ajudando no que é preciso”. 
Família Physioclem e pacientes
“O grupo de profissionais que forma a Physioclem é de excelência. São pessoas em quem posso delegar, porque há uma base de confiança sólida. Isto torna tudo mais fácil”. 
A Physioclem é um sonho tornado real, que cresceu para Leiria, Calda da Rainha, Torres Vedras e, por último, Ourém, além da sua primeira “casa” em Alcobaça.. É um projeto que tem “crescido imenso”, porque as “pessoas que o abraçam ajudam todos os dias”.
Se inicialmente, o objetivo era crescer para diferentes lugares do país, hoje Marco Clemente percebe que teria de deixar de ser fisioterapeuta para ser gestor. “Não é de todo a minha vontade. Quero passar o meu tempo a tratar. Se crescer é no sentido de cuidar de mais pessoas, dando continuidade ao trabalho que desenvolvemos e ter mais pessoas envolvidas no projeto, é isso que quero, não com o objetivo de ter mais lucro. Gostava muito de ter uma equipa de investigação”.
O avô dizia-lhe para tirar um curso, ir para a tropa e tirar por lá o doutoramento. “Mas eu não sou nada assim. Preciso de estudar. Tenho sede de conhecimento e partilhar e de aprender com os outros. Só assim faz sentido”.
O facto de ouvir e tratar pessoas levou-o a pensar mais sobre a vida. “Com isto cresceu o meu lado mais espiritual. A ciência e a espiritualidade não têm de estar separadas. O que não se sabe hoje, amanhã poderá ser provado. A ciência não pode negar o que ainda está por descobrir”. 


A história só fica completa quando juntamos as suas quatro pessoas pequeninas. Testemunhos de amor, de cumplicidade...









Diana
O amor não são as coisas grandes. 
São as milhares de coisas pequenas.
Para ti pai, um abraço de uma das tuas coisas pequenas. 


Maria João
Vejo muitas estrelas no céu, todas muito brilhantes, 
mas a melhor e mais brilhante está dentro de nós, do nosso coração. 
E tu que amas tudo o que te rodeia, brilhas mais do que ninguém. 


Marco Clemente ensina-nos a respirar fundo, a reflectir e a acreditar que o melhor dia para começar é sempre hoje. 


Luci Pais


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Sentir através de palavras




A Physioclem apresenta o passatempo “Sentir através de palavras”.

Os interessados em participar no passatempo têm de dar um título ou legenda à fotografia. 

O vencedor recebe uma sessão de fisioterapia, curativa ou preventiva, numa das clínicas da Physioclem.

A iniciativa irá decorrer entre os dias 6 e 15 de dezembro de 2016. As fisioterapeutas Ana Amado e Vânia Clemente serão as responsáveis pela escolha do vencedor. 

O vencedor será divulgado no dia 19 de dezembro de 2016, na nossa página de Facebook. Será também enviada uma mensagem ao vencedor.

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Exoneração completa do Facebook da responsabilidade por cada inscrição ou participante. 
A promoção não é de forma alguma patrocinada, aprovada, administrada ou associada ao Facebook, sendo da total responsabilidade da Physioclem.

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Obrigado, por participar!Até breve!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

"Na Physioclem tenho aprendido ainda mais sobre os valores de amizade, amor e partilha"






Luz Ferreira dá valor a cada pormenor da vida. Talvez, a sua vida dê o livro, pela forma como a viveu e soube agradecer as bênçãos que foi recebendo. Há vidas difíceis, mas a administrativa da Physioclem, em Leiria, nunca baixou os braços. Determinação, coragem, vontade e amor são apenas algumas das palavras que a tornam especial. Um exemplo, esta “menina”, de 43 anos, que nasceu em Oliveira de Frades. O seu nome Luz faz jus à mulher que é.
Com apenas 2 anos, deixou os pais, por doença da mãe, e foi viver com uns tios, para São Pedro do Sul. Não foi este o momento mais difícil pelo qual passou. Foi aos 7 quando deixou os tios - Dina e António, que eram os pais de coração, para regressar novamente aos de sangue. São estas as palavras que dão ainda mais luminosidade aos olhos de Luz. Passados mais de 35 anos, as lágrimas ainda não se escondem.
Na mesma casa, dos tios Dina e António, vivia também a tia Maria José, com quem também passava parte do seu tempo. “Trabalhava na Casa do Povo. Ainda hoje quando sinto o cheiro a verniz me lembro dela, porque na casa de banho, daquela instituição, havia sempre muitos vernizes. Pintava uma unha de cada cor”. 
Aos 14 anos, segue sozinha para o Porto, porque queria estudar. Os pais não tinham condições financeiras. Nunca teve medo. Já tinha passado por cenários mais negros. Não queria trabalhar nas terras, nem cuidar de animais. Luz Ferreira é a segunda filha de quatro.
Foi para um centro da Opus Dei, no Porto, a conselho do padre da terra, amigo da família e seu professor de Religião e Moral e Francês. “Quando entrei, fiquei um ano a trabalhar no centro, porque o ano escolar já tinha iniciado. A maioria do trabalho era de limpeza”.
Fez o 7º ano na Opus Dei. Mudança de direção e “turbulência” em torno do que era a instituição, levam-na para outra aventura. “Para ficar, teria de me converter à Concreção. Não sentia chamamento. Queria estudar e trabalhar”.  

Luz Ferreira vai viver para a casa de uma condessa italiana. “Levantava-me, todos os dias às 5:30 horas, para deixar tudo pronto, à tarde tinha aulas e à noite a rotina repetia-se. Com parte do dinheiro que recebia pagava a escola, a outra mandava para os pais”. Até ao dia em que adormece numa das aulas, no Externato Ribadouro. Quando acorda tem o professor sentado a seu lado. A sua vida precisava de mudança. Sai de casa da condessa e vai para um colégio de freiras. Completa o 9.º ano, com 19 anos. A Matemática, e os momentos em que trabalhou, foi o seu calcanhar de Aquiles.
Aos 20 anos, compra um apartamento e passado um ano casa, com o pai do seu filho Diogo, que nasceu em 1997. “É a minha maior força, o meu amor maior”, desabafa Luz Ferreira, que na ocasião trabalhava como rececionista numa empresa de supermercados e em padarias.
Ainda no Porto, decide ir, durante três meses, tirar um curso de artesanato em cera, esculturas e velas artísticas e decorativas, em Espanha. Até 2004, foi este o seu trabalho, num dos centros comerciais portuenses, até partir para uma nova aventura. “Com os mesmos donos daquela loja, tornei-me cozinheira na Escola Profissional de Comércio Externo. Foi uma experiência marcante”. Talvez, por isso ainda sonhe em abrir uma casa típica, em Leiria, para pôr os seus petiscos e “comidinha caseira” à venda. Pelo meio, houve ainda o divórcio.
É então que vem para Leiria, para ser feliz. Assim, pensava, seguindo mais uma vez o coração. A relação acabou por não correr bem, mas não baixou os braços e mesmo quando pensou em ir-se embora os patrões pediram-lhe que ficasse. Com o filho havia sempre alguém disposto a estender os braços para ficar com ele, nos períodos em que sai mais tarde. Fez limpezas, trabalhou em supermercados. Aos fins de semana, ainda cozinhava para o plantel do União de Leiria e à noite fazia bolos e salgados para vender. 
Conhece o seu Mr. Bean, como carinhosamente chama Zé Manel. Outros dos grandes amores da sua vida e que dá sentido ao seu caminho. “É uma das maiores alegrias da minha vida”. O seu Diogo já tem 19 anos. “O grande e eterno amor da sua vida”.
Um amigo leva-a até Ana Amado, fisioterapeuta na Physioclem. O que era para ser apenas um mês, acaba por ser até hoje. Há quatro anos que trabalha para esta casa, que considera também sua. “Somos uma família bonita. Aqui tenho aprendido ainda mais sobre os valores de amizade, amor e partilha”. A amizade prolonga-se para fora de portas, ficando muitas vezes com os filhos da Ana. "Adoro crianças. Queria mais filhos, mas só veio um... Vou tomando conta destes meninos que me preenchem o coração".
Luz Ferreira não esconde a vaidade em ser administrativa da clínica: “Somos nós quem falamos a primeira vez com os pacientes, que os recebemos. A triagem psicológica é feita por nós. Escutamos as suas dores e as suas dificuldades”. Criam-se laços de amizade intensos: “depois de terminarem os tratamentos continuam a passar por cá, trazem-nos um abraço e um docinho”. 
Relembra exemplos de pessoas que “mal conseguiam falar e andar quando entraram na clínica. É uma felicidade vê-los sair pelo próprio pé”. Também aprendeu que a vida de um dia para o outro pode mudar: “seguíamos aqui um “jovem” de 34 anos, com um simples problema numa mão. Faltou a uma consulta, quando mais tarde soubemos que sentiu-se mal, caiu e acabou por morrer”. 
Tendo em conta que o espírito natalício já se faz sentir, Luz Ferreira pede um dos seus desejos para a Physioclem: “Precisamos de novas instalações, estas são demasiado pequenas para as solicitações que temos. Precisamos mesmo de crescer, não é apenas uma questão de necessidade é também de mérito”.
Com Luz Ferreira, aprendemos que a palavra desistir não faz qualquer sentido. Por vezes, podemos cair, mas o caminho faz-se caminhando…

Luci Pais

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

“Na Physioclem a qualidade técnica junta-se, da maneira mais bonita, à humana”







Quando a Margarida Santos fala, o nosso olhar prende-se ao seu sorriso e na forma delicada como diz cada uma das palavras. Uma mulher cheia de amor para dar, mas também para receber. Há pessoas que nos conquistam e a administrativa da Physioclem, em Leiria, é uma delas.
A Physioclem entrou na sua vida há cerca de um ano. A sua filha mais velha, Vanessa, namora com um dos fisioterapeutas da casa, Hugo Lauro. Surgiu, assim, a oportunidade. “Tem sido uma experiência fantástica, marcante… Aqui percebemos, se estivermos atentos, a fragilidade e a vulnerabilidade das pessoas”.
Há um lado intenso humano que a prende nos pormenores. “Falamos com muitas pessoas. Se há alguns pacientes são mais reservados, a maioria gosta sempre de uma boa conversa”.
É o lado humano que a conquista. “Há um senhor, seguido pela Vânia, que tem uma força interior admirável. Quando entrou na clínica mal conseguia andar e hoje começa a dar os seus primeiros passos. Era pessoa muito ativa, hoje faz de tudo para o voltar a ser… É uma força da natureza que me deixa muitas vezes a pensar”, testemunha Margarida Santos. 
O lado humano é uma característica também da Physioclem. “Todas as pessoas pessoas que trabalham nesta casa são o exemplo disso. O espírito humanitário está sempre presente. Digo muitas vezes que os fisioterapeutas são psicólogos. Além do tratamento, há um desabafo, criando-se a cumplicidade que tanto se fala”.
O dia-a-dia da clínica é um “entra e sai”. “Há muito stress, mas é também muito divertido, porque as pessoas tornam os nossos dias especiais”. Face à procura, Margarida Santos acredita que a Physioclem tem de crescer fisicamente. “Se não fossemos bons, não tínhamos tanta gente. Aqui a qualidade técnica junta-se, da maneira mais bonita, à humana”.  
Além da Vanessa, de 25 anos, Margarida tem mais uma filha, Cristiana, de 19 anos. Foi na cidade de Coimbra que nasceu, namorou, casou e teve as filhas. Já passou por Lisboa, onde viveu cerca de 5 anos. Há 17 que se encontra em Leiria. A profissão da sua “cara-metade” (guarda prisional), António Castanheira, fê-la já mudar algumas vezes de terra. São as cidades de Lisboa e de Leiria que têm um significado especial na sua vida. “Coimbra é onde tenho a minha família e vou com frequência, mas não é um sítio onde gostava de viver, nem todas as memórias são boas…”.
A administrativa foi criada pela mãe, Piedade Cavaleiro. O pai saiu cedo de casa. Aliás cedo de mais, deixando a mãe estava grávida de si e o irmão, João Pedro, com pouco mais de dois anos. “Foram momentos difíceis. Temos de olhar para a frente. A minha mãe é um dos maiores exemplos da minha vida. Conseguiu criar dois filhos, num momento em que as mulheres sozinhas eram, muitas vezes, marginalizadas e maltratadas. Passou por muito e teve muitas depressões, que acabaram por proporcionar momentos menos bons, mas como cresci assim, sei perfeitamente viver com isto”, conta. 
Chegou a trabalhar, durante seis anos, numa casa de fotografias. “Fiz de tudo um pouco, desde cobertura de casamentos a impressão de imagens”. Tirou um curso de administrativa, em Coimbra, e chegou a trabalhar na EDP, antes de entrar para a Physioclem. 
A sua paixão são as crianças. É aqui que o seu sorriso e olhar iluminam-se. Quando as filhas era pequenas, já em Leiria, optou por tomar conta de crianças. Para contribuir nas despesas, às suas meninas, juntaram-se outros meninos. Foram 11 as crianças que ajudou e ensinou a crescer. “Tenho saudades de mudar fraldas e de olhar nos olhos daqueles seres tão pequeninos e sinceros”. 
Fica por concretizar o sonho de ser Educadora de Infância. Já pensa em netinhos para colmatar esta ausência. 
É no marido que encontra um dos maiores pilares da sua vida. Talvez, a vida lhe tenha mostrado que uma família só fica completa quando estão todos presentes. “Talvez tenha sido o pai que me faltou e que sempre quis ter…”.
Sonha em percorrer alguns dos lugares mais bonitos do mundo ao lado da sua “cara-metade”. “Nós merecemos passear e continuar a ser felizes. Temos trabalhado muito”, afirma.
Margarida Santos sabe apreciar os bons momentos da vida. Tudo que tem passado são valiosas lições. Junta-as todas para que, todos os dias, se torne um melhor ser humano. 


Luci Pais

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

"A Physioclem é a “escola” que todos os fisioterapeutas ambicionam"





O chilrear dos pássaros. Águas que se movem. Sons da natureza. Um momento proporcionado pelo fisioterapeuta João Paraíso, durante a entrevista, nas instalações da Physioclem Leiria. Já a conversa, os risos, as gargalhadas contrastavam com o ambiente. Apresento-vos João Paraíso, um dos fisioterapeutas mais jovens desta grande família e, possivelmente, o mais extrovertido.
Seguir a Academia Militar era o seu sonho, mas a nota a Matemática trocou-lhe as voltas. Um jovem que sabe bem o que é frio ou não fosse natural de Moimenta da Serra, Gouveia. Uma região que tem a Serra de Estrela como pano de fundo.
Acabou por entrar, no acesso público em Biotecnologia, em Coimbra, mas como não era o que queria, optou por Ciências Biomédicas, na CESPU - Cooperativa de Ensino Superior Politécnico Universitário (Gandra). “Fiz tudo o que tinha direito, até perceber que não me estava a sentir bem com a situação. Não queria que os meus pais tivessem uma despesa, estando eu a ser irresponsável”.
A aventura académica, acredite, ainda não acalmou. “Foi numa noite de copos que recebi uma mensagem do acesso ao ensino superior a dar conta das vagas em fisioterapia. Pensei para com os meus botões: estavam mesmo a adivinhar o que eu queria e ainda me vou embora daqui”. E foi! 
Confessa que não morreu de amores quando chegou a Leiria. “Lá trouxeram os meus pais as coisas de Granda para aqui. Quando cheguei à escola parecia tudo diferente. Sinceramente, não me identifiquei, mas passado uns dias não queria outra coisa”. Numa outra noite de copos, foi praxado pelo “sacana” do Ângelo Alves e começou assim uma amizade. “Leiria foi o melhor que me aconteceu”.
Consciente da sua paixão pela fisioterapia, João Paraíso decide inscrever-se, no 3º ano do curso, em Osteopatia, no Porto. “Frequentei, durante um ano, os dois em simultâneo. Não me arrependo, mas foi muito cansativo.
“Quando estava a preparar a monografia, recebo uma chamada da Physioclem para ir a uma entrevista. Foram as princesas Ana Amado e Vânia Clemente que me receberam. Fiquei a panicar, porque outro dos meus amigos também foi chamado. No fim, ficámos os dois”, relembra, assim, João Paraíso o seu primeiro momento nas instalações da Physioclem.
Antes de ali entrar, o fisioterapeuta já sabia da exigência e responsabilidade que o aguardavam: “Estou a viver um sonho na minha profissão. A Physioclem é a “escola” que todos ambicionam. É um orgulho dos grandes”. 
O nome de Luís Nascimento é outra das referências na sua vida. “Foi meu professor e agora é um grande amigo. É um excelente ser humano, muito exigente e rigoroso”.  
Relativamente, à Physioclem não tem dúvidas: “existe um ADN nesta casa que só se percebe quando cá se entra. Tem uma genética própria. Há uma liberdade de trabalho fantástica e uma equipa que discute todos os casos mais delicados”. Há pouco mais de ano que João Paraíso faz parte da família Physioclem. “Aqui sei que posso crescer. Os conhecimentos em Osteopatia também estão constantemente a ser postos em prática”. 
Apesar do amor que tem por Leiria, é Viseu que preenche o seu coração. Sempre que se desloca à cidade beirã, apaixona-se. “Ali tenho parte do coração, muito pela família, mas o meu foco é Leiria. Ajudar a manter a robustez da Physioclem, aprender junto dos melhores e tentar deixar o meu cunho pessoal”. A irmã, Ana, que ali vive, e o seu sobrinho afilhado, são a razão desta paixão. “A nossa relação não era das melhores, pelos 9 anos que nos separam, mas quando nos separamos com a ida dela para a faculdade ficámos muito próximos. É das pessoas mais importantes da minha vida. É também uma referência a nível pessoal e profissional. Quando há um problema ou indecisão é à primeira pessoa que ligo, como costumo dizer , uma irmã(e)”, testemunha.
Os pais, Adelaide e José, também são os seus grandes amores. Pela profissão de serralheiro do progenitor, passou muitos e bons momentos com a mãe. A namorada, Sónia, é a sua melhor companhia. Além disso, e como explica, “tem as características” do seu “lado feminino”. E deixa uma mensagem: “Perdoa-me por trabalhar tanto. Um dia vou estabilizar, casar e ter filhos”.
“Gosto muito do meu cantinho. Sonho em ter um espacinho verde. Se a minha vida passar por aqui, tenho de encontrar uma aldeia que me conquiste”. Há um outro sonho que o acompanha, gerir uma unidade clínica para pôr em prática tudo o que aprendeu com os mestres da vida, quem sabe se uma expansão da Physioclem não poderia ser parte desse sonho.
Enquanto estudante, durante os estágios, uma das suas grandes paixões era “trabalhar nos Cuidados Intensivos a ressuscitar os mortos, com problemas respiratórios. Quanto pior era o cenário, melhor era para mim, até ao dia em que vi várias pessoas morrer…”. Hoje são a Osteopatia e terapia manual as áreas que elege.
João Paraíso é viciado no trabalho, mas tem consciência que o amor é a razão desta dedicação. Na família, amigos e equipa de trabalho encontra a paz que precisa para continuar. Além disso, a sua boa disposição é sinónima de felicidade e de alguém que sabe o quer da vida.


Luci Pais

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

“Está a ser um gosto muito grande ver crescer a Physioclem de Torres Vedras”






Sara Carranca, de 48 anos, é uma mulher decidida. Uma mãe decidida, também. Por norma, era o telefone que nos juntava, aproximando os quilómetros entre Alcobaça e Torres Vedras. No dia em que nos conhecemos, confirmei tudo o que tinha construído desde o primeiro dia em que ouvi a administrativa da Physioclem. Nasceu em Lisboa, viveu, durante anos e anos, em Leiria e agora está em Loures. 
Tem raízes no Norte. Talvez por isso, a Sara seja daquelas pessoas que nos faz lembrar a fibra das pessoas que habitam aquela zona do país. É com orgulho que fala da avó materna, Anunciação: “Uma mulher cheia de garra que deixa saudades e que ainda hoje recordo com maior admiração pela forma como enfrentou a vida”. Os pais de Sara Carranca conhecerem-se em Coimbra. Vieram para Lisboa e seguiram rumo a Leiria. Recentemente, faleceu o pai, mas a mãe continua na cidade leiriense. 
Até aos 18 anos, viveu em Leiria. As pisadas retomaram a Lisboa, para tirar o curso de Turismo. Profissão que acabaria por nunca exercer. Ao longo da sua carreira profissional, sempre esteve ligada às áreas administrativas e de vendas. “Hoje não tenho qualquer dúvida que deveria ter tirado algo relacionado com contabilidade. Gosto muito de papéis e de números. Também sei que daria uma ótima vendedora, porque tudo em que acredito consigo vender, mas não seria feliz”.
Tem três filhos e uma enteada, que ama como se fosse sua. Chama-se Catarina e é fisioterapeuta. Antes de seguir de armas e bagagens para o Algarve, trabalhou na Physioclem. “Foi a Catarina que me trouxe para a Physioclem. Antes trabalhei num call center. Foi também uma experiência marcante, na qual aprendi muito”.
Rogério é o pai dos seus “quatro” filhos. A família fica completa se acrescentarmos mais três nomes: Inês, de 25 anos, António, de 23, e Madalena, de 19. “Seria muito infeliz se não tivesse filhos. A minha vida é inimaginável sem eles. Lembro-me que quando era pequena chateava muito a minha mãe porque queria um irmão. Só sosseguei quando o tive”.
Desta enorme veia familiar e maternal, sobressai a necessidade que tem de cuidar dos outros. Não é por acaso que é apelidada como “mãe” da Physioclem de Torres Vedras. É considerada a mãe fixe e despreocupada: “acabo por ser uma irmã mais velha. É assim que me sinto. O meu marido também é a descontração total. Tenho de dar espaço para que sejam responsáveis e confiem em mim”. 
De Catarina, que viveu vários períodos consigo, já tem duas netas, Leonor e Francisca. “Sou a avó mais babada que existe. Aos fins de semana estamos muitas vezes juntas. A Catarina é como uma filha e tenho uma relação muito próxima com a Leonor, porque tomei conta dela enquanto a mãe tirava o curso de Osteopatia”.
Tem uma família grande. Por vezes, são mais de 30 pessoas à mesa. São também duas as paixões que a movem: a jardinagem e a competição automóvel. 
Da Physioclem diz que gosta cada vez mais. “Inicialmente, o movimento não era muito e acabava por ir duas vezes por semana para as Caldas da Rainha. Hoje, a clínica está muito mais sólida. Está a ser um gosto muito grande ver crescer esta casa”. 
A administrativa acredita que é possível fazer ainda muito mais. O sucesso, afirma, “depende não só de quem cá trabalha, mas também de todos aqueles que por cá passam e levam a marca consigo e a partilham”. E acrescenta: “Estamos a fazer de tudo para que seja uma referência. Quero que as pessoas se apercebam que estamos aqui para as ajudar, nas melhores condições. A melhor publicidade são as pessoas que aqui entram”.
Sara Carranca é uma mulher inesquecível. Daquelas que levamos connosco para casa. Fala com paixão, garra, segurança e entrega. O sucesso de uma casa depende de pessoas assim. E Sara transmite tão bem isso…


Luci Pais

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

“Cada pessoa que entra na Physioclem tem um acompanhamento personalizado e fundamentado em anos de experiência e conhecimento”




Sempre foi bom aluno. Três ou quatro décimas deixaram-no à beira de cumprir o sonho de entrar para Medicina. As primeiras cinco opções, preencheu-as com a paixão da sua vida, a última deixou para Fisioterapia. É neste curso que entra, na Escola Superior de Saúde de Leiria. Conheça a história do nosso fisioterapeuta Ângelo Alves, de 24 anos, que trabalha nas instalações da Physioclem em Leiria.

Pensamento: “Faço o primeiro ano e depois mudo para Medicina, nem que tenha de ir viver para Espanha”. Errado. Acaba por descobrir uma nova paixão. A fisioterapia. “Acabei por adorar o que estava a fazer e decidi que a minha vida seria bem mais feliz, se continuasse nesta área”.

Entre os seus professores, encontrava-se o fisioterapeuta Luís Nascimento. “É uma pessoa muito rigorosa. Durante o curso, por vezes, não percebemos o que nos quer dizer, mas quando começamos a trabalhar tudo faz sentido. É, sem dúvida, um privilégio tê-lo tido como professor e agora como colega de trabalho e mentor”.

Ângelo Alves jamais esquecerá o dia em que foi convidado a trabalhar na Physioclem. “Uma semana ou duas antes de apresentar a tese, surge o grande desafio de entrar para esta clínica. É uma honra trabalhar nesta casa, tão desejada pelos fisioterapeutas. Fui o único convidado naquele ano. Já surgiram mais dois convites a alunos de turmas seguintes”, relembra, com entusiasmo, o jovem de Barreiros (Leiria).

A responsabilidade, com este convite, também aumentava. “Quando aqui entramos, sabemos que temos o papel dificultado, pelo nome que temos a manter, mas facilitado porque temos mentores experientes que estão sempre dispostos a ensinar”.

O segredo da Physioclem, para Ângelo Alves, reside na união: “não há nenhuma clínica, neste país, que tenha pessoas mais unidas do que nós. Todo o nosso trabalho, dedicação é feito em prol de quem nos procura. Há responsabilidade e rigor em tudo o que se faz”.

Nos pacientes encontra sempre amigos. É porque ele que nos esforçamos e queremos saber mais e mais. “Cada pessoa que entra na Physioclem tem um acompanhamento personalizado e fundamentado em anos de experiência e conhecimento”. 

O empenho de cada profissional desta casa é também fundamental. Cursos e formações são constantes no dia-a-dia da vida dos fisioterapeutas. Neste momento, Ângelo Alves está a frequentar o 3.º ano do curso de Osteopatia, pela Escola de Osteopatia de Madrid, no pólo de Cantanhede. “Será mais uma ferramenta que irá engrandecer o meu conhecimento e capacidade de resposta”. Mais uma vez, o jovem fisioterapeuta reforça que a Physioclem é a “melhor clínica para se aprofundar o saber. Além disso, tendo em conta a personalização do serviço, é possível aplicar tudo o que se aprende”.

Sobre a sua juventude recorda as amizades e a forte ligação ao desporto. Praticou natação e futebol. Sendo a Physioclem uma clínica de referência na área do desporto, todo o conhecimento dos seus fisioterapeutas é uma mais-valia. Acompanha os atletas do União de Leiria.


Ângelo Alves sabe que para se ser bom numa determinada área é essencial horas e horas de dedicação, de aprendizagem. Um exemplo de determinação e de vontade de aprender entre quem tem anos de experiência.


Luci Pais

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

"A physioclem é uma referência a nível nacional"




Sempre gostou dos “bastidores”, mas o “tempo” traiu-a. Aos 28 anos, Ana Mafalda Ferreira, de São Martinho do Porto, é uma das atletas portuguesas mais conhecidas. O atletismo entrou na sua vida aos 11 anos, mas apenas aos 15 se apaixonou verdadeiramente por esta modalidade. Hoje, usa o emblema do Sporting ao peito, o clube do seu coração. Na physioclem, encontra uma equipa que lhe trata da mente e do corpo.
Corre, corre, corre… Já perdeu as contas aos quilómetros que fez. Um corpo pode aguentar muito, mas o apoio e acompanhamento da physioclem tem sido fundamentais na prevenção e tratamento. Já foi seguida por Ana Amado, Luís Nascimento, Marco Clemente e, nos últimos anos, por Vânia Santos.
“A Vânia é muito mais do que uma fisioterapeuta, é uma psicóloga, uma amiga… Trata-me das mazelas do corpo e da mente. Vibra com as minhas vitórias. A physioclem é uma referência a nível nacional. Há uma grande ligação entre atletas, fisioterapeutas e treinadores”, testemunha Ana Mafalda.


Correr por brincadeira
A baía de São Martinho do Porto sempre foi uma referência na sua vida. No seu areal, corre desde que se lembra. Cresceu ao seu redor. Com os meninos dos seu bairro andava por ali, a viver mil e uma aventuras. 
Por brincadeira, em conjunto com alguns amigos decidiu participar numa corrida. “No final, levei para casa uma taça maior do que eu”, diz soltando uma gargalhada. O seu tempo e performance não passaram despercebidos. Entre a organização, encontrava-se um professor de Educação Física da sua escola. 
O ano letivo arranca. O professor, João Paulo Ferreira, não se esqueceu do desempenho de Ana Mafalda e desafia-a a treinar. Até hoje, é o seu treinador. Até aos 15 anos, “não quis nada muito sério”. Os treinos só aconteciam em vésperas de provas do Desporto Escolar. O pódio era sempre seu: “Desde que entrei na minha escola até sair, ganhei todas as provas”. 
Como juvenil, participou no Campeonato Nacional de Corta Mato. Dias depois, o professor, treinador e amigo aparece na escola com um papel no qual destacava a florescente o Mundial. Para lá chegar, tinha de ficar entre as seis melhores a nível nacional. Conseguiu e foi! Garante que foi a experiência mais marcante que viveu desde que entrou para o atletismo. “Tinha apenas 15 anos. Sempre gostei de estar nos bastidores. Tinha dificuldade em acreditar nas minhas capacidades. Foi nesta prova, fora do meu núcleo duro, que me apercebi que o atletismo já fazia parte de mim e que não podia passar sem ele”. 
Começou a destacar-se nas camadas jovens. O Arneirense deita-lhe a “mão” e passa a corre por este clube das Calda da Rainha, durante dois anos. Segue-se o Grupo Desportivo do Estreito, da Madeira, no qual soma mais sete anos. Foi preencher o lugar da conceituada atleta Sara Moreira. “Foi uma aposta arriscada, mas devo confessar que muito me orgulha”. 
Há dois anos que todos os seus passos são feitos com o emblema do Sporting ao peito. “Independente da simpatia que se tem por este clube, é inquestionável o trabalho que desenvolve. É uma referência”. 


A vida a correr
Não é apenas nas estradas de Portugal e do mundo que Ana Mafalda Ferreira corre. A sua vida é também uma correria. Trabalha, em regime de part-time, numa loja de desporto em Alcobaça. “Foi uma opção minha, porque o Sporting dá-me boas condições. Normalmente, treino cerca de quatro horas por dia, mas depende sempre da calendarização das provas”, explica.
Define-se como disciplinada e responsável. “Quando se gosta do que se faz, há sacrifício. Há muita coisa que fica para trás. O meu namorado vive na Nazaré e passo semanas sem o ver. 
Treina em São Martino. Esporadicamente em Lisboa, com o treinador do Sporting, Luís Pinto. É quem concebe os seus planos de treino. Já na sua terra Natal é acompanhada, desde pequena, pelo professor João Paulo. “Temos uma relação excecional. Foi quem me fez reconhecer a minha paixão pelo atletismo. Achou que eu tinha jeito e desafiou-me. Tenho um feitio difícil, mas conseguiu convencer-me”.


Recordar é viver
A rebeldia sempre fez parte da sua forma de estar na vida. Tem sempre as pilhas carregadas. “Também é isto que fez de mim a atleta que sou hoje. Quando me proponho a um desafio, não desisto. Para que corra bem, trabalho o dobro”.
Nunca achou piada às brincadeiras de meninas. Sempre preferiu os rapazes. Com o irmão, dois anos mais velho, andava sempre pelas ruas de São Martinho. 
Se em tempos não gostava de ver os pais, Carlos e Graça, a ver as provas, hoje já começa a aceitar. “Ficam muito nervosos e eu também”.
A escola só correu bem até determinado momento. A sua rebeldia falou mais alto. Só a partir do momento que iniciou o atletismo é que começou a ter mais prazer por estudar. “Quando o atletismo entra a sério na minha vida, faço as pazes com a escola”. 
Hoje, é uma mulher organizada. “Vou gerindo o meu tempo, sem nunca esquecer o desporto que é essencial para uma vida saudável”.


Entre sonhos e objetivos
Todos os atletas sonham com os Jogos Olímpicos. Ana Mafalda Ferreira também quer lá estar. “Tudo farei para que assim aconteça, não esquecendo campeonatos europeus e mundiais”. Por vezes, nem com todo o esforço e dedicação se consegue, mas atleta sabe que ser feliz no que se faz é o mais importante.
A felicidade está nas pequenas, mas tão importantes, coisas da vida. Os sonhos só se concretizam, se lutarmos. E Ana Mafalda luta, todos os dias, pelos seus objetivos, sabendo que algumas ficam para trás…


Luci Pais


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

“Na physioclem partilhamos muitas experiências, tendo sempre o paciente no centro do nosso trabalho”





A amizade é algo que se leva muito a sério na physioclem. Algumas nasceram fora das instalações da clínica. Vêm do tempo da faculdade. Pedro Corado, fisioterapeuta em Torres Vedras, fala com orgulho dos amigos que traz e dos que criou, alguns dos quais pacientes.
Foi através do colega, amigo e fisioterapeuta Luís Ramos, de Alcobaça, que soube da existência da physioclem. “Falou-me bem desta casa e disse-me para enviar o currículo”, recorda. Assim, aconteceu e acabou por entrar, depois de reunir com Marco Clemente. “Aqui crescemos muito. Partilhamos muitas experiências, tendo sempre o paciente no centro do nosso trabalho. Podemos sair tarde, mas nunca nos cansamos, porque tudo é feito com amor e dedicação”.
Pedro Corado está sempre bem disposto. Em Sara Carranca, administrativa na physioclem em Torres Vedras, encontra o apoio que precisa. “É extremamente competente. É o nosso anjo da guarda. Já brincamos com ela, dizendo que quando não houver vagas, pode ser ela a fazer os tratamentos. A Sara é a minha apaga fogos, não pode ir de férias”, diz, entre sorrisos.
Já a Jessica, das Caldas da Rainha, que também se desloca a Torres Vedras, diz que é sua mãe na clínica: “Dá-me na cabeça, mas sempre de forma construtiva”. Em Cátia Santos também encontra um ombro amigo e alguém sempre disponível para o ajudar.
Quando há dúvidas, há uma equipa pronta a ajudar. “Partilhamos os casos. Só assim podemos crescer e evoluir. Muitas vezes ligamos ao Marco, que nos dá uma resposta sempre estruturada”. 
Pretende continuar na physioclem. “É o sítio onde me vejo a crescer. A crescer com os melhores profissionais e humanos”.
Pedro Corado gosta de falar, “até demais”. Diz que não consegue estar calado. Isso ajuda-o a criar momentos de grande partilha com os pacientes. “É impossível não haver uma troca de palavras com quem nos procura. Criamos laços de amizade, alguns muito fortes. A nossa maior dádiva é saber que as pessoas gostam de estar perto de nós e que se sentem bem física e psicologicamente”. 
De Carnaval se faz a festa
Nasceu na cidade de Torres Vedras. Só saiu para tirar o curso de Fisioterapia, na Escola Superior de Saúde do Alcoitão. “Esta cidade é o melhor que se pode ter. E depois há o Carnaval que nos deixa felizes durante vários dias”. Já se esqueceu do número de máscaras que usou, relembrando fato de zebra, a vez em que se passou por mulher, de velho… “São dias e noites de grande folia, não há lugar a tristezas. É maravilhoso ver pessoas de todas as idades a participar”.
Foi também nesta cidade que estudou até ir para a faculdade. Desporto também fazia parte da sua rotina. Praticou futebol, futsal, natação e karaté. Chegou a jogar na equipa da terra, no Torreense. 
Habituou-se a frequentar o Hospital porque a mãe, Luísa, é enfermeira. Juntando ao deporto, confessa, chegou facilmente à fisioterapia. Não consegue arranjar qualquer outra explicação. 
Também ponderou seguir as pegadas do pai, António, professor de Matemática. Rapidamente percebeu que não tinha paciência para seguir Gestão ou Engenharia. “Preciso de estar perto de pessoas, de ajudar… A fisioterapia oferece-me isto”.
Apesar de a namorada ser fisioterapeuta, garante que não é um tema que discutam em casa. “Tentamos não levar os problemas para casa, mas há momentos em que sentimos muito as dores dos outros que ouvimos no gabinete. Custa muito ver sofrer”.
O seu maior defeito garante que é preguiça matinal. “O despertador toca três e quatro vezes. Apesar disso, estou sempre bem-disposto. Ainda meio aparvalhado começo a dançar e a cantar e assim começa o dia”.
Sonhos e momentos
Um dos maiores sonhos de Pedro Corado é ter filhos. Viajar, “e muito”, é outra das suas ambições, bem como terminar o curso de Osteopatia. Quer continuar a ser feliz na cidade que o viu nascer e crescer. “Isto é uma aldeia. Conhecemos toda a gente. E depois há o mar e a praia que são fundamentais para o meu equilíbrio”. 
Acompanha, pela physioclem, alguns dos eventos desportivos que decorrem na cidade. “É importante marcarmos presença na comunidade. Uma forma de mostrar o trabalho que a equipa da physioclem desenvolve”.
Pedro Corado leva a vida com um sorriso. A boa disposição é essencial para manter o seu equilíbrio. Nos amigos, encontra sempre uma palavra amiga. Um testemunho chave para quem não prescinde de bons e intensos sentimentos.


Luci Pais