segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Fisioterapia no tratamento das Disfunções Temporomandibulares (DTM)



Articulação Temporomandibular (ATM), articulação que une a mandíbula ao crânio permitindo o movimento da boca, pertence a um complexo músculo-esquelético que usamos muitíssimo: sempre que falamos, rimos, mastigamos, engolimos, fazemos expressões faciais… Se pensarmos que deglutimos mais de 2.000 vezes por dia, passamos o dia a falar, mastigamos centenas de vezes e que isto envolve o trabalho muscular e o movimento nestas articulações, é fácil perceber que também estas podem dar problemas. É muito frequente apresentarem disfunções provocadas pelo mau funcionamento, entre as diferentes estruturas que a constituem.

Podemos classificar as disfunções nesta região em dois grandes grupos:
- Perturbação das estruturas musculares: mialgias; dor miofascial;
- Perturbação das estruturas articulares: artralgia; deslocamento discal com ou sem redução; patologia degenerativa;

Que sintomas podemos identificar numa Disfunção Temporomandibular (DTM)?
Dor ou desconforto na face, na região do ouvido, na mandíbula e/ou nos músculos mastigatórios;
- Dor de cabeça (cefaleia)
- Dor na região do pescoço (coluna cervical);
- Outros sintomas associados como zumbidos, sensação de redução da audição, tonturas;
- Dificuldade em abrir a boca e/ou mastigar;
- Estalidos ao abrir/fechar a boca, que por vezes parecem ser na região do canal auditivo;

O que pode fazer a fisioterapia por si?
O fisioterapeuta, em conjunto com o seu dentista, ortodontista ou em alguns casos ainda o psicólogo, psiquiatra, terapeuta da fala, cirurgião maxilo-facial, ortoprotésico, avaliam a causa dos sintomas e irão ajudá-lo a encontrar uma solução terapêutica

Após identificação dos problemas, o seu fisioterapeuta poderá ajudá-lo através de:
Técnicas de terapia Manual;
- Exercício terapeutico;
- Reeducação Postural;
- Técnicas de biofeedback;
- Educação e ensino de estratégias ao utente;
- Outras abordagens complementares como as Osteopatia craniana, entre outros;


Se  apresentar algum destes sintomas ou sintomas na sua ATM, saiba que a Fisioterapia o poderá ajudar. Mantenha-se atento, pois iremos falar um pouco mais sobre estes problemas.




segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Fisioterapia Respiratória em Pediatria





Na primeira metade do século XIX, as infeções respiratórias frequentes, guerras e epidemias (poliomielite) levaram ao desenvolvimento de terapêuticas alternativas que aumentando a eficácia dos tratamentos convencionais no momento. Foi nesse momento que se começou a utilizar a drenagem postural, exercícios respiratórios, a intubação traqueal, etc., marcando o início do que conhecemos hoje como a terapia respiratória.
As primeiras publicações sobre estas terapias remontam a 1953, quando fizeram a comparação entre as técnicas de respiratória para perceberam qual a mais eficaz. Atualmente, essas técnicas convencionalmente usadas na fisioterapia respiratória como: a drenagem postural, “palmadinhas”, vibração, etc., têm eficácia questionável.
Em Espanha, dois grandes eventos marcaram a evolução e o caminho para a evidência da Fisioterapia Respiratória:
Em primeiro, a 1ª Conferência de Consenso sobre a eficácia das técnicas de fisioterapia respiratória para a desobstrução brônquica (Toilette bronchique) de 1994, na cidade de Lyon, durante a qual as técnicas de fisioterapia respiratória convencionais foram amplamente relativizadas e as técnicas de expiração lenta foram reconhecidas. Em segundo lugar, as Jornadas Internacionais de Fisioterapia Respiratória Instrumental (2000), na qual se classificaram as diferentes ajudas instrumentais que podem ser utilizadas na fisioterapia respiratória em função dos seus feitos fisiológicos e as evidências científicas disponíveis. Assim, nos últimos anos, a evidência tem mostrado baixa eficácia das técnicas convencionais, tais como: drenagem postural ou “palmadinhas”, relativamente aos benefícios das técnicas que utilizam os volumes respiratórios para conseguir uma excelente drenagem brônquica.
Por que é importante conhecer a Fisioterapia respiratória em pediatria?
Atualmente, a incidência de problemas respiratórios em crianças está a aumentar, especialmente nos países desenvolvidos. Prematuridade, escolaridade precoce ou aumento de alergias são algumas das causas que podem ser atribuídas a este problema.
Tudo isto aumenta as idas aos serviços de saúde pediátricos e serviços de emergência, além de gerar estados de ansiedade e inquietação nas famílias. Muitas vezes, leva à hospitalização e absentismo escolar em crianças e pais, gerando consequências significativas para os bebés, crianças e até à família. A fisioterapia respiratória é fundamental para prevenir, tratar ou estabilizar perturbações do sistema respiratório, o que contribui significativamente para a melhoria da qualidade de vida das crianças e suas famílias. Portanto, o conhecimento e aplicação é fundamental nas crianças propensas a distúrbios pulmonares. Estes problemas respiratórios podem também estar associados a doenças neurológicas, síndromes cromossômicas (fibrose cística, entre outros) e, acima de tudo, doenças neuromusculares, nestes casos a parte respiratória fica alterada por falta de força muscular para manter volumes respiratórios normais e por consequência, dificuldade na drenagem brônquica.
Também os problemas respiratórios mais comuns nos meses de inverno e início da infância, tais como: bronquiolite, “ranhocas” ao nível do nariz, pneumonia, etc., podem beneficiar muito dos tratamentos de fisioterapia respiratória, prevenindo o desenvolvimento de asma, após infeções respiratórias de repetição.
Quais os objetivos da Fisioterapia respiratória em pediatria?
O Fisioterapeuta cujo principal objetivo é ensinar a criança e suas famílias a usar técnicas e a realizar exercícios para permeabilizar a via aérea (facilitar a remoção de secreções), controlar a dispneia (sensação subjetiva de falta de ar) e aumentar a tolerância ao exercício.
A consciência dos benefícios da fisioterapia respiratória é o primeiro passo para conseguir a adesão da criança/família ao tratamento. Por isso, é muito importante explicar à criança e à sua família as técnicas que serão executadas, para que não fiquem dúvidas.
No caso das crianças, as técnicas são realizadas de forma passiva, uma vez que é mais difícil obter a sua participação voluntária e, desta forma, conseguimos resultados excelentes.
Entre os principais objetivos das técnicas utilizadas na fisioterapia respiratória podem ser destacadas:
- Melhorar a ventilação mecânica (modo de respirar);
- Melhorar a permeabilidade das vias aéreas (a remoção de secreções);
- Diminuir dispneia (diminuir os sentimentos de fadiga);
- Aumentar a tolerância ao exercício (aumentar a capacidade pulmonar e resistência a certas atividades);
- Trofismo e melhorar a força muscular (melhorar a força dos músculos respiratórios);
- Melhorar o aspecto psico-emocional.
Em geral, podemos dizer que a terapia respiratória pode ajudar muito a melhorar o estado geral da criança, favorecendo noites descansadas e a alimentação e, finalmente, a sua qualidade de vida.
Como escolher o Fisioterapeuta certo?
Hoje existe uma grande necessidade de desempenho multidisciplinar especializado em crianças com doenças respiratórias, tanto em ambulatório como em meio hospitalar. Como parte desta equipe, o fisioterapeuta deve ter formação e treino adequado para melhorar a recuperação respiratória dos bebés/crianças.
É muito importante escolher um profissional adequado, quer em formação como na forma de abordar as crianças. A terapia deve ser realizada de uma forma lúdica, num ambiente agradável e harmonioso, com a companhia dos pais. Sendo que os pais devem aprender algumas técnicas para aplicar em casa corretamente. E, desta forma, os pais vão conseguir manter os resultados atingidos na sessão e sendo isso fundamental para o bem-estar do bebé/criança.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Saiba tudo sobre bronquiolite






O que é a bronquiolite? 
A Bronquiolite deve ser identificada pelo médico. É este profissional que deve fazer o diagnóstico. Trata-se de uma infeção viral primária do sistema respiratório inferior. 
São bebés entre os 0 e os 24 meses os mais afetados. Em 90% dos casos, o Vírus Sincicial respiratório (RSV) é o grande responsável. O período de maior incidência é, normalmente, entre os meses de outubro e abril. Durante este período, há uma grande correria dos pais até aos centros de saúde e serviços de urgência. Em muitos casos, é necessário internar as crianças.
As crianças começam por fazer febres baixas, tem tosse e ouvem-se ruídos no peito. A respiração fica desordenada. O tratamento deve ser médico. O nosso tratamento de fisioterapia respiratória é complementar nesta doença. Através do nosso trabalho, faz-se prevenção, tratamento e estabilização das alterações que afetam o sistema toraco-pulmonar. O principal objetivo é mobilizar e evacuar as secreções (muco), dado que são estas que estão a obstruir as vias aéreas e a promover a troca de gases necessários para uma boa ventilação.
O que podem os pais fazer em casa?
Para prevenir estes problemas respiratórios, os pais podem: levantar ligeiramente o colchão do berço na região da cabeça, realizar lavagem nasal sempre que as crianças apresentarem sujidade, antes de comerem e de dormir. Além disso, evitar ambientes muito quentes e húmidos.
Quais os benefícios da Cinesioterapia Respiratória?
A remoção de secreções ajuda a controlar a tosse e como consequência melhora o sono e a alimentação. Desta forma prevenimos a evolução para infeções respiratórias mais graves. Clinicamente, está comprovado que a Cinesioterapia Respiratória é um bom tratamento para pacientes com bronquiolite, principalmente latentes. Previne ainda doenças associadas a curto e longo prazo.
Leia mais sobre este tema no nosso blogue.


 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Respirar pela Boca, não é apenas um Problema Respiratório!







Alergias, adenoides ou amígdalas muito grandes, excesso de muco, infeções respiratórias frequentes… Existem muitas causas que dificultam a respiração nasal dos bebés e crianças. Não se trata apenas de um problema respiratório, pois podem aparecer complicações a médio ou longo prazo, durante o crescimento das crianças, como: perda de audição, deformações do palato, alterações na fala e também na postura.
Ao ser incapaz de respirar pelo nariz, o bebé/criança abre instintivamente a boca alterando a posição da língua e também o equilíbrio corporal. Nas crianças em fase de crescimento, se a situação se mantiver, pode causar alterações estruturais e posturais, difíceis de reverter.
A face em crescimento é uma estrutura complexa que se forma gradualmente. Ao realizar respiração pela boca, a mandíbula abre-se, a língua baixa e, em alguns casos, até sai da boca, diminuindo o estímulo da língua sobre o crescimento normal dos ossos do crânio. Sem este estímulo, os ossos da face crescem verticalmente, desenvolvendo malformações faciais e orais, resultando em rostos alongados, sem maças do rosto, dentes que não encaixam, desalinhados e “encavalitados”.
Não é apenas uma questão respiratória, porque o equilíbrio e a audição podem ficar afetados. Ao respirar pela boca, a criança traz a cabeça e os ombros para a frente. Esta alteração muda a posição da sua coluna dorsal para cifose ou a vulgarmente chamada “corcunda”. O ouvido é outra estrutura afetada, assim como a deglutição. Ao compartilhar a mesma via para respirar e para comer, sendo a respiração vital, as crianças tendem a comer rápido ou até mesmo a deixar de comer, para conseguirem respirar. Ao respirar pela boca, as pressões entre o nariz e a boca não são equilibradas corretamente e o ouvido médio que está em contacto com o nariz pela Trompa de Eustáquio, não ventila. Esta situação, predispõe à acumulação de muco nas vias aéreas superiores, formando as chamadas otites e infeções respiratórias, por repetição, que podem levar à perda de audição.
Mais uma vez, a Higiene Nasal é muito importante para evitar problemas a médio prazo. Aos 5 anos, o rosto da criança tem 80% da formação completa. Por isso, a prevenção e atuação precoce são fundamentais. O desenvolvimento correto da criança depende muito de um nariz permeável e limpo.
Quais são as chaves para detetar se algo está mal?
- Respira pela boca frequentemente e, até por vezes, manter a língua fora;
- Olheiras ou olhos cansados;
- Dorme com a boca aberta;
- Ronca e inclusive faz apneias;
- Tem a voz fanhosa;
- Apresenta deformação da face: rosto comprido e estreito, sem maças de rosto, palato estreito e fundo;
- Dentição muito atrasada;
- Lábios secos ou com rachas frequentemente;
- Infeção de ouvidos com frequência (otites);
- Tosse predominante noturna ou quando deitado, assim como muito ranho.
O Médico Pediatra deve direcionar para a melhor abordagem e encaminhar para o profissional mais adequado para resolver o problema. Às vezes, é necessária a visita ao Terapeuta da Fala ou mesmo o Dentista. Mas em casa, como prevenção e até mesmo como uma parte do tratamento, uma correta e frequentes lavagens nasais são o melhor aliado. Esta é uma das funções de terapia respiratória.
Uma das nossas prioridades, na Fisioterapia Respiratória, é ensinar os pais a detetar os problemas e fazer uma boa lavagem nasal, de acordo com a idade, por forma a prevenir o desenvolvimento de eventuais problemas durante o crescimento da criança. A acumulação constante de muco no nariz é o maior problema e o mais fácil de ser resolvido. Sem ranhocas os bebés e crianças conseguem comer e dormir melhor, o risco de infeção é reduzido, a tosse é controlada e até mesmo desaparece.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Razões para fazer fisioterapia respiratória a uma criança com expetoração







O frio voltou para mais uma temporada. A permanência nas escolas e creches facilita a partilha de vírus e de bactérias, trazendo problemas para as crianças. 
Durante o período de inverno, é comum as crianças mais pequenas terem gripes e outras infeções respiratórias. O sistema imunitário da criança está enfraquecido pelo frio. Devido a este, a mucosa respiratória recebe menos sangue e para se defender gera mais muco. Este muco, juntamente com vírus e bactérias, reduz a eficácia das defesas, sendo mais fácil ficar doente. 
Razões para fazer fisioterapia respiratória ao seu filho: 
O fisioterapeuta ensina os pais a realizarem uma correta e eficaz lavagem nasal ao filho. A respiração nasal evita que partículas indesejadas entrem nas vias respiratórias. O terapeuta ajuda a eliminar a tosse. Quando as lavagens nasais não são eficazes, e o muco está na zona da garganta a causar tosse e até mesmo vómitos, a fisioterapia respiratória é útil para eliminar todo este incómodo.
Em muitos casos, os sintomas persistem durante semanas ou meses. A fisioterapia respiratória, associada à terapêutica farmacológica indicada pelo médico, facilita a remoção das secreções mais profundas, diminuindo o tempo de recuperação, podendo mesmo levar a menor necessidade de medicação a posteriori. 
Após uma sessão de fisioterapia respiratória, é comum a criança começar a comer melhor. Uma criança com o nariz entupido não consegue respirar, pelo mesmo, e o comer torna-se uma tortura. A tosse facilita o vómito. Em suma, melhorando a respiração nasal e eliminando a expetoração acumulada na garganta o apetite vai aumentar. Também melhora o sono, fortemente perturbado pela tosse. Ao facilitar a eliminação dos mucos, o reflexo da tosse diminui e, assim, o sono deixa de ser tão perturbado, permitindo um melhor repouso. Em consequência, o humor e as capacidades físicas e intelectuais de pais e filhos saem beneficiados. 
Quando a presença das secreções perdura durante varias semanas ou meses, estão criadas as condições ideais para que uma nova infeção se instale. Com a fisioterapia respiratória poderão evitar-se recidivas. 
O agravamento da condição leva ao aumento dos internamentos hospitalares. Melhorando a condição clínica evita-se a ida ao hospital e com isso menor exposição aos fatores de risco. 
Uma criança que cresce com infeções respiratórias frequentes tem maior probabilidade de ser um adulto com patologia respiratória. 
Crianças felizes, pais felizes!




terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Aspiração de muco no nariz, sim ou não?






Especialistas em Fisioterapia Respiratória em crianças não recomendam a aspiração. Ao utilizar o aspirador há a probabilidade do vácuo empurrar o muco para dentro da trompa de Eustáquio (canal que existe entre o ouvido e a garganta), provocando o seu entupimento. Além de que a pressão que se cria no nariz é desconfortável e seca a mucosa. Não há a necessidade de aspirar de forma sistemática, apenas quando há muco que não conseguimos limpar de outra forma. 
Se o muco sair ou se notamos que o bebé faz menos ruído a respirar, não devemos aspirar. É aconselhada a lavagem nasal em vez da aspiração, para limpar o nariz do bebé. Uma vez que o bebé não tem muco, não temos que realizar lavagem nasal todos os dias. Nós adultos, não nos assoamos quando não precisamos!
Os bebés têm muita dificuldade em tossir e expelir a expetoração. Não conseguem fazê-lo espontaneamente, só o fazem quando as secreções chegam a uma zona que seja “ponto reflexo”. Isso faz com que as secreções se acumulem, impedindo a respiração da criança por via nasal e, portanto, dificultando a amamentação/alimentação.

                     

sábado, 7 de janeiro de 2017

A importância da desobstrução nasal no bebé




Tendo em conta que os bebés até aos 6 meses de vida respiram pelo nariz e que os orifícios nasais são pequenos, devem lavar-se para que possam respirar bem. Tendo em conta que os bebés não sabem assoar-se e que, por vezes, não sabemos se devemos realizar as lavagens nasais, nem as suas contradições, é essencial procurar ajuda ou pesquisar sobre esta temática. Contudo, se o bebé faz ruído a respirar e tem muco, deve realizar-se a lavagem nasal. Trata-se de uma das medidas preventivas mais importantes das infeções respiratórias.
Como devemos realizar a lavagem?
- Antes de comer e de dormir. Um dos principais sintomas de problemas respiratórios é que os bebés começam a comer menos. Assim que limpamos o nariz, a criança percebe que consegue fechar a boca, porque já pode respirar pelo nariz. Assim, conseguimos facilitar a alimentação e o sono.
- A lavagem deve ser feita antes de fazer a medicação, isto porque o Médico Pediatra recomenda medicação por inalação (aerossol) e é importante lavar o nariz, para garantir que a criança inala mais quantidade de medicação.

O que podemos utilizar para realizar a lavagem nasal?
- Monodoses de soro fisiológico. Estas não fazem muita pressão.
- Rhinomer spray nasal. Usando estes sprays é não há noção da quantidade de soro que está a introduzir-se.
- Seringa com soro fisiológico. Este método é o mais recomendado, mas o ideal é verter alguma quantidade de soro para um copo e com a seringa retirar do copo e colocar na narina. Desta forma, temos consciência da quantidade que introduzimos. Não deve tirar-se diretamente da garrafa do soro, porque se tiver um vírus, irá contaminar todo o soro.
Para bebés com menos de 6 meses, deve-se utilizar, de cada vez, 2ml por cada narina. Para bebés com mais de 6 meses, deve-se utilizar, de cada vez, 5 ml por cada narina.

Como se deve fazer a lavagem?
Bebés até aos 6 meses:
Deitado de lado, com a boca para baixo. Se a lavagem nasal for efetuada de barriga para cima, irá sobrecarregar-se o nariz que já respira mal. Ao introduzir o soro ainda vai respirar pior. Além disso, o soro acabará por sair, não descendo para a boca com o muco. É ineficaz! O bebé deve estar deitado de lado. O soro deverá ser inserido através da narina superior e deve tapar-se a narina inferior e a boca. Desta forma, vai provocar uma inspiração profunda e será nesse momento que deve aplicar o soro, para que o muco desça para a boca. Seguidamente estas serão eliminadas pela tosse ou engolidas e eliminadas posteriormente nas fezes. Em seguida, deita-se o bebé no lado oposto e repete-se o tratamento na outra narina. Para humedecer, basta colocar o bebé de barriga para cima, para introduzir melhor o soro.
Bebés com mais de 6 meses:
Sentado, porque evitamos que o muco vá para o ouvido, inclinando a cabeça para a frente e para a esquerda para colocar soro à direita, mantendo a boca e a narina esquerda tapada e de seguida repetir o mesmo processo para a narina esquerda. Se engolir, o muco vai para as fezes. Se tossir e depois deitar fora, também é normal.
Quando a criança se assoar sozinha, não se deve fazer esta lavagem.
Atenção! Devemos ter muito cuidado ao colocar o soro. Não deve ser feita muita pressão na narina, com o objetivo de não ferir ou provocar desconforto.
Não hesite em contactar-nos, em caso de dúvida!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Quando é recomendada a lavagem nasal em bebés e crianças?





As secreções nasais ("ranhocas") acompanham bebés, crianças e os seus pais em lutas diárias para limpar os seus narizes!
Há muitas opções para lutar contra estes "inimigos" viscosos, mas na verdade são aliados. O muco das vias respiratórias é uma barreira defensiva. Quando algo irrita a mucosa, esta defende-se pela produção de muco. Sendo a sua função capturar e arrastar para fora o "agressor".
Como tal, a primeira consideração de muitos é: "Se é um mecanismo de defesa, não fazemos nada." A realidade é diferente. Todos os mecanismos de defesa do corpo podem não ser suficientes para conseguir limpar todas as secreções. Por vezes, a quantidade de muco é tal que não permite a passagem do ar através das vias respiratórias. Já aconteceu a todos nós respirar pela boca porque temos o nariz entupido.
Nesse caso, o que é melhor: Não fazer nada? Fazer alguma coisa?
Claro que precisamos resolver! Em adulto, conseguimos ter a percepção e ao introduzir soro pelo nariz conseguimos empurrar o muco para a boca e expulsar. E todos sabemos que este processo não é agradável!
Se uma criança respira bem, não precisa fazer uma lavagem nasal. Não devemos insistir para que o faça, para que não se torne um processo desagradável. As crianças não gostam de "assoar o nariz", por isso não devemos de dar estímulos desnecessários de coisas que não gostam de fazer.
E se não respiram bem? Depende!
Se o muco é claro: Quando uma criança tem um resfriado ou alergias e seu nariz é um rio de água que flui constantemente lavando é inútil. Poucos minutos torna-se igual.
Se o muco é espesso: É neste caso, que a lavagem pode ajudar.
Se houver congestionamento, mas não vemos o muco: Às vezes, a única coisa que impede a passagem do ar é a inflamação da mucosa do nariz. Em tais casos, a lavagem não ajuda. Embora às vezes a lavagem possa ajudar a humedecer o nariz, ou seja, não lavar, mas só colocar um par de gotas de soro fisiológico em cada narina.