sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Fisioterapia Respiratória - Bebés e Crianças







 

"A bronquiolite é a infeção do sistema respiratório mais frequente e é responsável por 17-25% dos internamentos em crianças com menos de 2 anos”
(Associação Portuguesa de Pediatria, 2011)
No Inverno, os quadros de INFEÇÃO RESPIRATÓRIA nas crianças são mais frequentes e com isso aumentam também as questões e a ansiedade dos pais.
As crianças têm um sistema imunitário em desenvolvimento e estão mais desprotegidas dos microrganismos presentes na comunidade. Os infantários, o contato com outras crianças doentes ou brinquedos infetados, e mesmo a visita ao consultório do pediatra são situações que podem desencadear uma infeção respiratória, sendo a Bronquiolite a mais comum.
A Bronquiolite é uma inflamação da mucosa do aparelho respiratório que, pelo aumento da sua densidade, impede a passagem do ar e conduz à acumulação de secreções. Na maior parte dos casos, a causa é viral, sendo que o vírus mais frequentemente envolvido (75% dos caos) é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Este é o quadro de infeção respiratória mais comum em crianças com idade inferior a 2 anos, levando frequentemente ao internamento. A incidência é maior em crianças dos 2 aos 6 meses. A bronquiolite ocorre tendencialmente entre os meses de novembro e abril, com um pico apontado para os meses de janeiro e fevereiro, sendo também nesta ocasião que existem mais hospitalizações.
congestão nasal e a tosse são os sintomas mais frequentes. Estas poderão ser acompanhadas de dificuldade na alimentação e nos padrões de sono. Em alguns casos a criança poderá apresentar febre (normalmente <38,5º). 
A Fisioterapia Respiratória tem como principal objetivo aliviar os sintomas da criança. O Fisioterapeuta poderá também ensinar aos pais estratégias importantes para prevenir esta condição, como técnicas de limpeza das vias aéreas superiores.
Quando os sintomas já estão instalados, o Fisioterapeuta avalia a criança com recurso à auscultação pulmonar e aplica as técnicas de desobstrução brônquica adequadas (expirações lentas e prolongadas, tosse assistida). Assim, permite-se a eliminação das secreções acumuladas, responsáveis pela tosse e dificuldade respiratória.
O trabalho conjunto desenvolvido pelo Médico Pediatra e pelo Fisioterapeuta possibilita uma recuperação mais célere e eficaz.

Fisioterapia Respiratória - Bebés e Crianças







"A bronquiolite é a infeção do sistema respiratório mais frequente e é responsável por 17-25% dos internamentos em crianças com menos de 2 anos”
(Associação Portuguesa de Pediatria, 2011)
No inverno, os quadros de INFEÇÃO RESPIRATÓRIA nas crianças são mais frequentes e com isso aumentam também as questões e a ansiedade dos pais.
As crianças têm um sistema imunitário em desenvolvimento e estão mais desprotegidas dos microrganismos presentes na comunidade. Os infantários, o contato com outras crianças doentes ou brinquedos infetados, e mesmo a visita ao consultório do pediatra são situações que podem desencadear uma infeção respiratória, sendo a Bronquiolite a mais comum.
A Bronquiolite é uma inflamação da mucosa do aparelho respiratório que, pelo aumento da sua densidade, impede a passagem do ar e conduz à acumulação de secreções. Na maior parte dos casos, a causa é viral, sendo que o vírus mais frequentemente envolvido (75% dos caos) é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Este é o quadro de infeção respiratória mais comum em crianças com idade inferior a 2 anos, levando frequentemente ao internamento. A incidência é maior em crianças dos 2 aos 6 meses. A bronquiolite ocorre tendencialmente entre os meses de novembro e abril, com um pico apontado para os meses de janeiro e fevereiro, sendo também nesta ocasião que existem mais hospitalizações.
congestão nasal e a tosse são os sintomas mais frequentes. Estas poderão ser acompanhadas de dificuldade na alimentação e nos padrões de sono. Em alguns casos a criança poderá apresentar febre (normalmente <38,5º). 
A Fisioterapia Respiratória tem como principal objetivo aliviar os sintomas da criança. O Fisioterapeuta poderá também ensinar aos pais estratégias importantes para prevenir esta condição, como técnicas de limpeza das vias aéreas superiores.
Quando os sintomas já estão instalados, o Fisioterapeuta avalia a criança com recurso à auscultação pulmonar e aplica as técnicas de desobstrução brônquica adequadas (expirações lentas e prolongadas, tosse assistida). Assim, permite-se a eliminação das secreções acumuladas, responsáveis pela tosse e dificuldade respiratória.
O trabalho conjunto desenvolvido pelo Médico Pediatra e pelo Fisioterapeuta possibilita uma recuperação mais célere e eficaz.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Quanto pesa a sua cabeça para os seus ombros?




 
 
 
A correcção da postura proporciona a sensação de maior leveza e menos dor.
Sabia que quanto maior for a projeção da sua cabeça para a frente maior é a força necessária para os músculos extensores da cervical a manterem (músculos da parte de trás do pescoço)?
Estudos biomecânicos estabelecem uma relação direta entre a posição da cabeça e da força exercida por estes músculos, havendo um aumento significativo por cada centímetro de anteriorização. Apesar de esta relação não estar comprovada, sabe-se que esse aumento da força muscular associado à posição menos correta dos segmentos da coluna cervical causa um maior desgaste e assim patologia musculo-esquelética mais precoce. Quanto mais estes músculos trabalham de forma mantida, maior é a sua tensão de base, levando à contratura e assim dor. Este tipo de dor pode localizar-se na região dos ombros, na parte de trás da cervical ou mesmo irradiar para a cabeça, provocando as conhecidas Cefaleias de Tensão (dor de cabeça com origem na tensão muscular e cervical).
Fruto do stress do dia-a-dia, das tensões musculares e fasciais, das más posturas adotadas e mesmo de fatores hereditários, é normal que o corpo adote posições inadequadas longe daquelas que seriam as posições anatómicas ideais para permitir uma maior durabilidade das estruturas do corpo. A isto acresce ainda os microtraumatismos normais no decorrer das muitas tarefas laborais ou nas atividades realizadas com mais frequência, como o desporto ou as tarefas domésticas. Os excessos de carga ocasionais e mesmo os erros alimentares e de hidratação também podem contribuir para as perturbações nas estruturas músculo-esqueléticas (micro-lesões) com a instalação de pequenos processos inflamatórios. A experiência clínica diz-nos que há ainda uma relação direta entre o stress, o excesso de responsabilidade, o excesso de preocupação e a tensão nestes músculos do pescoço. É por isso que muitas pessoas sentem que carregam o mundo aos ombros!
Cada vez mais chegam aos profissionais de saúde adultos, jovens e mesmo crianças com alterações posturais acentuadas que se não forem diagnosticadas e tratadas atempadamente, podem originar uma danificação progressiva das estruturas do corpo em regiões muito específicas e assim a instauração da patologia músculo-esquelética.
Como sempre, o melhor remédio é mesmo a prevenção. Ao computador, com o tablet, a ler, a comer, sentado a ver televisão, sentado no carro, a trabalhar….. adote uma postura adequada! É igualmente essencial praticar actividade física para colocar todos os músculos e articulações em movimento e assim compensar de alguma forma os erros do dia-a-dia. Tenha uma alimentação equilibrada, com boa hidratação, evitando a barriguinha volumosa que tanto prejudica a postura. As mulheres com o peito mais volumoso devem usar soutiens que aconcheguem bem e que libertem a pressão da cervical e dorsal alta (abaixo do pescoço).
Para saber se tem a cervical mais projetada para a frente basta colocar-se encostado a uma parede, com a região posterior dos calcanhares apoiada atrás e avaliar a distância que vai desde a cabeça à parede. Depois tente encostar a cabeça e perceba o que sente. Se tiver dificuldade e/ou dor faça alguns dos exercícios sugeridos no seguinte link: www.physioclem.pt/exerciciocervical 

Marco Clemente
Fisioterapeuta/Osteopata

terça-feira, 20 de maio de 2014

Tente compreender mais sobre o seu corpo e a origem da dor...como funcionamos? Podemos prevenir?




 


Muitas vezes questionamo-nos acerca da origem das dores que sentimos! Em alguns casos conseguimos associar claramente a dor a algum traumatismo recente ou antigo, a um esforço exagerado que foi realizado, ou a alguma patologia que foi diagnosticada. Muitas outras vezes não compreendemos exatamente o porquê do surgimento de uma determinada dor/dores ou porque começou a dar "sinal" naquela altura. Porque surgiu uma dor nova? Porque é que se desenvolveu uma tendinite/artrose/hérnia que agora causa sintomas? Porque é que aquela dor que estava calma voltou a aparecer?
Será que todos os problemas são fruto daquilo que vivemos e realizamos ao longo da vida? Terão influência da herança genética transmitida pelos nossos progenitores?
A realidade é que o ser humano é um ser complexo, que se encontra sob a influência de múltiplos fatores. No nosso dia a dia somos sujeitos a inúmeras "agressões" de ordem física e de ordem emocional. As posturas menos corretas mantidas por tempo prolongado que sobrecarregam as estruturas músculo-esqueléticas e geram desalinhamentos, os gestos repetidos no trabalho ou desportos que não dão tempo de repouso suficiente às articulações/músculos, os traumatismos diretos sob o nosso corpo que deixam sequelas, uma alimentação inadequada, má hidratação, o stress diário, a dificuldade na gestão dos problemas pessoais que geram ansiedade... Estas são, entre muitas outras, algumas das razões que podem contribuir para gerar tensões musculares/desalinhamentos dos segmentos/sobrecargas que se vão somando dia após dia no nosso organismo.
 
ENTÃO PORQUE NÃO TEMOS SEMPRE DOR DIÁRIAMENTE?
O nosso organismo está desenhado de tal forma, que o nosso sistema nervoso possui espalhados pelo corpo muitos recetores que detetam qual o estado das estruturas a cada momento. Estamos programados a nível inconsciente para que o organismo tente funcionar para assegurar as grandes funções que permitem a nossa sobrevivência e perpetuação da espécie: respiração, alimentação, locomoção e reprodução. É por isso que muitas vezes, as ditas micro- agressões diárias a que somos sujeitos, não chegam a ser percecionadas por nós a nível consciente. As nossas defesas tentam resolver os problemas antes de que nos chegamos a aperceber deles, tentam encontrar uma solução para que o corpo se mantenha estável e capaz de continuar. O corpo adapta-se e tenta encontrar posições de defesa para fugir à dor, os segmentos corporais começam a fugir das posições ideais de funcionamento, certos segmentos desenvolvem rigidez....Contudo, tudo tem um custo! Em virtude destas compensações, há zonas que começam a ser sobrecarregadas, as tensões começam a acumular-se em diferentes pontos do corpo, o dispêndio de energia para manter as funções aumenta...Surgem então disfunções, desalinhamentos corporais, desgastes articulares, tendinosos, discais. Tudo isto acontece sem que muitas vezes tenhamos noção.
Apesar do corpo tentar evitar a dor, surgem os momentos em que por não conseguir resistir mais às tensões, ou porque a sobrecarga se tornou muito intensa, ou ainda porque as nossas defesas se encontram mais fragilizadas, o corpo cede! Surge então a sintomatologia que pode manifestar-se de inúmeras formas e em diferente locais. Muitas vezes é o acumular de vários fatores, que combinados fazem surgir um determinado quadro clínico ou despertar aquele problema que estava silenciado.
Por vezes a dor torna-se consciente e desaparece algum tempo depois sem que tenhamos feito nada para a tratar. Também aqui muitas vezes o nosso corpo consegue encontrar estratégias para camuflar a dor, mas sem que a causa do problema seja tratado na verdade.
 
A HEREDITARIEDADE IMPORTA?
Não podemos deixar de considerar a componente hereditária que também tem o seu papel. Determinadas fragilidades tecidulares ou características físicas, são transmitidas pelos nossos antepassados, podendo contribuir para facilitar ou dificultar o surgimento de alguns problemas. Contudo, acima de tudo, cada um de nós é um ser único, possui a sua individualidade e reage a cada situação e cenário de forma própria.
 
HÁ FORMA DE INTERVIR E PREVENIR A DOR?
Como foi dito, com o decorrer do tempo as compesanções e a acumulação de tensão, levam à modificação das forças exercidas nas articulações / músculos / tendões. Existem então regiões do corpo que tendem a perder mobilidade (hipomobilidades) e ser mais rígidas, existindo outros segmentos que geram hipermobilidades compensatórias e são sobrecarregadas. Estas perturbações levam a uma danificação progressiva das estruturas do corpo em regiões especificas onde se instala a patologia músculo-esquelética.
Ao avaliar pormenorizadamente a postura e movimento corporais, é possível compreender que zonas estão mais desalinhadas, limitadas, que zonas sofrem mais tensões e onde estão a surgir as compensações. Analisar o corpo permite então não só perceber o que pode estar na origem de uma queixa actual, mas também os locais mais prováveis de virem a desenvolver patologia/dor sendo possível actuar de forma preventiva!
O fisioterapeuta pode intervir realizando esta avaliação e em conjunto com o paciente quebrar o ciclo vicioso .
O tratamento deve ser entendido numa vertente não apenas para aliviar a dor, mas procurando perceber a sua origem, a sua causa mais profunda e actuar na raiz do problema evitando as alterações do alinhamento, restaurando a mobilidade normal, libertando as tensões e promovendo uma postura mais correta.
Tratar deve ser muito mais do que aliviar uma dor! Deve ser também decifrar o mais possível a sua causa, compreender o corpo no seu percurso ao longo do tempo, restaurar o seu bem estar desde a profundidade, para que se sinta melhor hoje e no futuro.
 Pense nisto!
 A equipa Physioclem.
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Síndrome do canal Guyon



 

O canal de Guyon é um túnel na palma da mão, ao nível do punho, através do qual passa o nervo cubital. Esse túnel é formado basicamente por dois pequenos ossos e pelo ligamento que os conecta. Após atravessar o canal, o nervo cubital ramifica-se para fornecer sensibilidade ao dedo mínimo e a metade do dedo anular e inervação motora para os pequenos músculos da mão.
Os sintomas começam normalmente como uma sensação de alfinetadas nos dedos mínimo e anular e posteriormente essa sensação progride para uma dor tipo queimadura no punho e na mão, que é seguida por uma diminuição da sensibilidade e eventualmente dificuldade em usar a mão, decorrente da fraqueza dos pequenos músculos intrínsecos. Nestes casos é fundamental fazer um diagnóstico diferencial, percebendo se a origem do problema não provem da coluna cervical.
A maior parte destas situações têm resolução com fisioterapia. Técnicas de mobilização neural, alongamento miofascial e descompressão ligamentar promovem o rápido alivio dos sintomas.
Cuide da sua mão!
Equipa Physioclem

Tendinites do punho/mão

 
 



As tendinites definem-se como uma inflamação de um tendão, podendo afetar vários tendões no nosso corpo. O tendão é uma estrutura fibrosa que funciona como uma corda que une os músculos aos ossos, transmitindo a força que permite a realização dos movimentos. As tendinites são causadas na maioria dos casos por sobrecarga, gestos repetidos, desalinhamentos posturais e alterações biomecânicas que levam à inflamação tendinosa, causando dor e limitação do movimento. Quando esta inflamação se mantém por tempo prolongado, começam a ocorrer alterações na estrutura do tendão que levam ao seu enfraquecimento e degeneração, devendo designar-se por tendinose.
Na mão uma das tendinites mais comuns é a tenossinovite de Quervain, que corresponde à inflamação da bainha do longo abdutor e curto extensor do polegar, originando dor quando se estende o polegar e quando se afasta dos outros dedos.
O tratamento implica o controlo da dor e redução dos factores que contribuem para o desenvolvimento da tendinite.
Conte com o nosso apoio.
Equipa Physioclem
 

Síndrome do Túnel Cárpico



 

 
É uma condição em que um dos nervos do membro superior, o nervo mediano, é comprimido a nível do punho, numa região denominada túnel do carpo (canal formado pelos ossos do punho, conforme pode ver na imagem). Esta é uma condição muito frequente surgindo com maior incidência em mulheres entre os 30 e os 60 anos. A sintomatologia mais comum é a dormência e os formigueiros dolorosos nas mãos, principalmente nos dedos indicador, anular e médio, predominantemente durante a noite. Com a progressão deste quadro, a compressão pode chegar a provocar falta de força na mão e dificuldade em realizar movimentos finos que envolvem destreza manual. Eventualmente pode ocorrer dor em todo membro superior (mão, antebraço e braço). Nestes casos é fundamental fazer um diagnóstico diferencial, percebendo se a origem do problema provem da coluna cervical, de modo a realizar o tratamento correto.
Saiba que pode prevenir/aliviar esta situação com alongamentos do punho e mão!
Faça os seguintes exercícios:
Se o problema já for mais avançado contacte o seu fisioterapeuta para saber se ainda pode ser tratado conservadoramente (sem recurso a cirurgia).
Equipa Physioclem
 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Lesões musculo-esqueléticas ligadas ao trabalho de DENTISTA







Na classe profissional dos Médicos Dentistas as lesões músculo-esqueléticas mais frequentes são as dos membros superiores e da coluna vertebral. Entre 60% a 70% desta classe apresenta queixas dolorosas principalmente a nível dos ombros, coluna cervical, coluna lombar e punhos. O facto de os médicos dentistas trabalharem um elevado número de horas na mesma posição aumenta a incidência de alterações posturais, como por exemplo o aumento da cifose torácica, inclinação da cabeça à direita e elevação do ombro contra-lateral (se for destro).

Existem várias causas para a incidência das queixas dolorosas entre elas:
- Ritmo acelerado de trabalho;
- Horas extraordinárias;
- Ausência de pausas;
- Stress no ambiente de trabalho;
- Equipamentos inadequados;
- Iluminação Inadequada;
- Mobiliário fora das especifícações ergonómicas;
- Repetitividade:
- Carga excessiva

Nos estudos efectuados é possível verificar que o uso de encosto apresenta uma relação estatisticamente significativa com a diminuição das queixas dolorosas. Assim como pausas durante o trabalho em conjunto com exercícios de alongamento e respiração.
Uma avaliação detalhada do espaço envolvente assim como da postura torna-se essencial para para que haja uma redução dos factores de risco associados a estas lesões. 
Se é o seu caso, sugerimos que adote a melhor postura possível, faça alguns alongamentos entre consultas (gestos simples na cervical que podem ter uma boa eficácia) e nas horas livres pratique exercício físico que implique movimento dos membros superiores e cervical, como por exemplo a natação. Se tem duvidas em relação à sua postura procure um especialista nesta área para o(a) avaliar e aconselhar. Se já tem dor não deixe de fazer o tratamento mais adequado, com correcção postural e terapia manual. Lembre-se que os analgésicos são fantásticos no alivio dos sintomas mas não resolvem a causa biomecânica! É preciso um trabalho mais global para que o resultado seja eficaz. 
Preserve o seu corpo dando-lhe atenção. Cuide também de si!
Bibliografia aconselhada:
Alexopoulos, E. e Stathi, I. (2004) - Prevalence of musculoskeletal disorders in dentists. BMC Musculoskelet disord. (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC441388/)
Macedo, R. (2008) - Estudo da prevalência de lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho em médicos dentistas e proposta de um programa de ginástica laboral. Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. (
http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/13646/2/2382.pdf)
 
 

segunda-feira, 31 de março de 2014

ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL








O envelhecimento é um processo natural, em que doenças e limitações não são consequências inevitáveis desse processo.
 
 Envelhecer é um processo natural, gradativo e contínuo, que começa no nascimento e se prolonga por todas as fases da vida. Afeta todos os seres vivos sendo difícil datar o seu começo, porque de acordo com o nível no qual ele se situa (biológico, psicológico ou sociológico), a sua velocidade e gravidade variam de indivíduo para indivíduo.
 Cada vez mais, é importante mentalizar a população para a diferença entre envelhecimento patológico, definido como o conjunto de doenças e limitações associados à pessoa idosa, de envelhecimento saudável, que refere-se às modificações biológicas, psicológicas e sociais da pessoa ao longo do tempo sem ser acompanhado de incapacidades ou doenças debilitantes.
 Todos nós temos a perceção de que à medida que envelhecemos, o nosso corpo sofre alterações notáveis. Em geral, a maioria das funções internas atingem o seu pico pouco antes dos 30 anos e a partir daí iniciam um processo gradual mas contínuo de declínio. Ainda assim, a maioria delas permanece num nível adequado por toda a vida, já que a maioria dos órgãos tem uma capacidade funcional bem superior às necessidades do corpo.
 Contudo, os indivíduos envelhecem de formas muito diversas e, a este respeito, podemos falar de idade biológica, de idade social e de idade psicológica, que podem ser muito diferentes da idade cronológica, já que o processo de envelhecimento depende de três classes de fatores principais: biológicos, psicológicos e sociais.
 O envelhecimento fisiológico/biológico compreende uma série de alterações nas funções orgânicas e mentais devido exclusivamente aos efeitos da idade avançada sobre o organismo, fazendo com que o mesmo perca a capacidade de manter o equilíbrio homeostático e que todas as funções fisiológicas gradualmente comecem a declinar. Ou seja, um organismo envelhecido, em condições normais, poderá sobreviver adequadamente, porém, quando submetido a situações de stress físico, emocional, entre outros, pode apresentar dificuldades em manter a sua homeostase e, desta forma, manifestar sobrecarga funcional, a qual pode culminar em processos patológicos, uma vez que há o comprometimento dos sistemas endócrino, nervoso e imunológico.
 As modificações psicológicas relacionam-se com o comportamento da pessoa idosa em relação a cada situação nova do seu quotidiano. Já as modificações sociais são verificadas quando as relações sociais tornam-se alteradas em função da perda da capacidade motora e da diminuição da produtividade e, principalmente, do poder físico e económico, com alteração do seu papel social.
 O processo de envelhecimento pode ser acelerado, reduzido ou parado por algum tempo. Ainda não há meios de reverter este processo, mas são conhecidos alguns fatores que provocam o seu aceleramento, destacando-se: as situações de stress repetidas e intensas, quer de natureza somatogénica (cirurgias, doenças, traumatismos) ou psicogénica (tensão, sofrimento, angústia, depressão) por causarem diminuição do sistema imunológico; os efeitos das radiações, especialmente as ionizantes, com maior formação de radicais livres; a dieta com consumo exagerado de alimentos calóricos; o tabagismo; o alcoolismo e consumo de drogas; estilo de vida sedentário; …
O envelhecimento é um processo natural e não uma doença. Enquanto que a doença precisa de um desencadeante etiológico (causa), o envelhecimento precisa de um desencadeante temporal. Estudos epidemiológicos têm demonstrado que doenças e limitações não são consequências inevitáveis do envelhecimento, elas dependerão da redução de fatores de risco e da adoção de estilos de vida saudáveis.
 O envelhecimento do ponto de vista fisiológico depende significativamente do estilo de vida que a pessoa assume desde a infância ou adolescência. Por este motivo, a adoção de um estilo de vida mais saudável pode prevenir e até reverter alguns tipos de declínio, independentemente da idade.
 Assim, o envelhecimento saudável dependerá do equilíbrio entre o declínio natural das diversas capacidades individuais, mentais e físicas; da prevenção de doenças, atrasando o seu aparecimento ou diminuindo a sua gravidade; da manutenção da autonomia durante a velhice mantendo-se sempre ATIVO física, mental e socialmente.

 Cada vez mais se deve pensar no envelhecimento com uma atitude preventiva e promotora. Assim, lembre-se:
 Como vive o presente influenciará o seu futuro!

A equipa Physioclem.
 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Síndrome do Ombro Congelado ou Capsulite Adesiva








É um quadro clínico caracterizado por limitação de todas as amplitudes articulares do ombro (flexão, abdução, rotação interna e rotação externa) devido a uma retracção da cápsula articular que envolve o ombro (perda da "folga" de tecido como se pode ver na imagem, causado pelo processo inflamatório).
 Implica elevadas limitações funcionais por perca de mobilidade articular, que se manifestam nas atividade diárias e laborais. Na maioria dos casos esta situação surge após um período de imobilização do membro superior ou como consequência de um processo inflamatório ou traumático que posteriormente desenvolve esta reação. Em alguns casos a origem é desconhecida.
 A recuperação passa por trabalhar essencialmente no sentido de libertar a articulação e devolver a mobilidade articular, reeducando a musculatura. A maior parte das vezes é essencial o trabalho conjunto do médico especialista e do fisioterapeuta, podendo implicar apenas tratamento conservador (medicação e/ou infiltração + fisioterapia) ou em casos mais complicados a cirurgia.
 A evolução normalmente é favorável mas muito demorada.
 Para quem tem esta situação sugerimos a leitura do seguinte artigo: http://www.ombro.org/wp-content/uploads/2010/08/artigo9.pdf
 Não deixe de procurar ajuda de profissionais especializados.
 Equipa Physioclem

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Conflito sub-acromial? O que a fisioterapia pode fazer por si










Como foi referido no Post que esclarece o que é o conflito sub-acromial, podem existir muitos fatores que contribuem para a ocorrência deste quadro clínico: alterações posturais, desequilíbrios musculares, gestos repetidos do membro superior, má postura no trabalho ao computador, alterações morfológicas das estruturas anatómicas, entre outros.
Apesar dos cuidados preventivos que pode ter, por vezes é necessário consultar um profissional de saúde que possa avaliar adequadamente a situação e direcionar a melhor forma de tratamento.

 A fisioterapia dispõe de vários recursos para o ajudar!
Em primeiro lugar é necessário proceder a uma avaliação cuidadosa do paciente de modo a compreender quais os factores envolvidos e escolher as melhores técnicas e estratégias de intervenção.
A fisioterapia actua no ensino sobre os factores de risco, adequação das posturas no trabalho e desporto e envolve um conjunto de técnicas que visam aliviar as queixas dolorosas, normalizando ao máximo as tensões musculares e o funcionamento das estruturas músculo-esqueléticas.
A abordagem de tratamento na maioria dos casos passa por melhorar a postura estática e em movimento. Por exemplo, a postura das omoplatas é muito importante para um correcto funcionamento do complexo articular do ombro. O desequilíbrio muscular que se traduz em omoplatas mais enroladas para a frente e/ou mais subidas é uma importante causa do conflito sub-acromial, já que esta posição favorece que as estruturas entre o acrómio e a cabeça do úmero sejam comprimidas, gerando inflamação e dor. Esta situação pode ocorrer devido a estruturas musculares retraídas que "puxam" a omoplata para a frente, ou devido a outras estruturas musculares que não estabilizam devidamente a omoplata na sua posição correcta (os estabilizadores da omoplata). Neste sentido o fisioterapeuta pode aplicar técnicas de estiramento das estruturas que favorecem esta posição, de modo a normalizar as tensões e melhorar o alinhamento articular e pode aplicar técnicas de treino dos estabilizadores da omoplata (trapézio inferior e grande dentado) para que estes funcionem adequadamente. Veja um exemplo deste treino, feito de forma muito especifica com um programa de computador associado à electromiografia que permite perceber como estão os músculos a funcionar e treiná-los mais correctamente http://www.youtube.com/watch?v=XtrWr6gc3G8. (nota: na Physioclem utilizamos esta tecnologia)

Por outro lado, para o ombro funcionar bem, precisa também de um adequado funcionamento dos músculos estabilizadores locais da gleno-umeral, a coifa dos rotadores, que impede que a cabeça umeral suba excessivamente na direção do acrómio provocando redução do espaço sub-acromial e inflamação das estruturas (supra-espinhoso e da bolsa sub-acromial). Aqui o fisioterapeuta direcciona o paciente para a realização dos exercícios terapêuticos mais adequados para fortalecer a coifa dos rotadores e permitir uma centragem da cabeça do úmero.
A fisioterapia dispõe também de agentes adjuvantes que em alguns casos podem ser aplicados directamente para ajudar a controlar a inflamação e dor local, como é o caso do LASER, Ultra-som, electroterapia ou magnetoterapia.
Mas...É muito importante lembrar que o ombro não existe de forma isolada do corpo humano! O seu equilíbrio depende também da sua relação com outras partes do corpo, é preciso olhar para o todo! Por exemplo,   os vários músculos e estruturas que o compõe recebem inervação essencialmente da coluna cervical, pelo que um bom funcionamento da coluna é fundamental para que as estruturas que compõe o ombro recebam uma boa informação nervosa e estejam equilibradas.
Aqui o fisioterapeuta possui também ao seu dispor diversas técnicas de terapia manual para melhorar o funcionamento das articulações vertebrais permitindo a sua harmonia.
Em conjunto, a combinação de varias técnicas podem fazer uma grande diferença na forma como o ombro funciona e alterar os factores que desencadeiam o problema.
 De realçar que a fisioterapia no conflito sub-acromial, baseada na aplicação de técnicas de terapia manual associado a exercício terapêutico específico (no conceito supracitado) tem uma forte evidência científica, por isso é altamente recomendável.

 Não deixe de procurar a ajuda de um fisioterapeuta!

 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Dicas para o seu ombro









No seguimento dos post's anteriores que falam acerca da dor no ombro, hoje pretendemos deixar algumas dicas que podem contribuir para a prevenção desta condição, assim como para auxiliar no alivio dos sintomas de dor e fraqueza muscular.
 Neste sentido, é importante ter vários aspectos em conta: combinar cuidados posturais importantes para permitir um melhor alinhamento articular, melhor desempenho muscular e melhor mecânica do complexo articular do ombro; manter uma boa flexibilidade de todos os músculos que envolvem o ombro de modo a possibilitar uma boa harmonia de movimento; realizar fortalecimento muscular local para melhorar a estabilidade articular. 
 

Neste sentido, ficam algumas sugestões:

No seu dia a dia:

- Evite movimentos repetidos com o ombro acima dos 90 graus, principalmente se carregar objectos pesados. Caso necessite de o fazer, aproxime ao máximo os objectos do corpo e ao ultrupassar os 90 graus rode as suas mãos para fora. Desta forma irá favorecer a biomecânica normal da articulação, reduzir o conflito, e causar menos sofrimento às estruturas;
- Se trabalha ao computador, procure manter uma postura correcta: mantenha a coluna apoiada, utilize os cotovelos apoiados formando um ângulo de 90º, posicione os punhos de modo a que fiquem apoiados em posição neutra, mantenha os ombros relaxados;
- Se realiza actividades em que faz movimentos repetidos durante muito tempo, é importante realizar pequenos períodos de pausa para potenciar a recuperação das estruturas que estão a ser sobrecarregadas. Idealmente deveria realizar pelo menos 5 minutos de pausa a cada duas horas de trabalho, aproveitando estes momentos para realizar alguns exercícios de compensação. O seguinte vídeo apresenta algumas sugestões : http://www.youtube.com/watch?v=Le0MgVRGK94
- Se utilizar malas de ombro, procure transportar o menos peso possível e tente não usá-las apenas de um lado do corpo. Tente arrumar a sua mala com frequência para retirar objectos desnecessários. Se necessitar carregar mais peso, será preferível usá-la atravessada na diagonal;
- Ao deitar-se de lado para dormir, verifique se a sua almofada preenche o espaço existente entre o ombro e a sua cabeça. Se já possui lesão, em fases de dor mais intensa, deite-se sobre o lado oposto e apoie o braço lesado sobre uma almofada;
 Mantenha uma boa flexibilidade:
- Fica a sugestão de alguns exercícios que pode realizar diariamente no sentido de manter uma melhor flexibilidade dos músculos que envolvem o ombro, favorecendo assim o equilibrio de tensões:  
 Melhore a estabilidade:
- Existem exercícios que favorecem uma melhor estabilidade do complexo articular do ombro. Estes exercícios favorecem o reposicionamento da cabeça do úmero na cavidade glenóide evitando a sobrecarga das estruturas:

Apesar destas dicas, é importante não esquecer que cada caso é um caso e possui a sua individualidade. Não deixe de se aconselhar com um fisioterapeuta especializado.
Equipa Physioclem